Notícias

Sopro 71 (maio/2012)
Autobiografia como Des-figuração, por Paul de Man (tradução de Joca Wolff; revisão de Idelber Avelar).
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Sopro 70 (abril/2012)
O hiperrealismo das mudanças climáticas e as várias faces do negacionismo, por Déborah Danowski; Notas para a reconstrução de um mundo perdido, de Flávio de Carvalho: XXIV: Imitação e Espelho; XXV: A imagem do chefe no espelho
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Novo título
A comunidade dos espectros.
I. Antropotecnia
Autor: Fabián Ludueña Romandini
Tradução de Alexandre Nodari e Leonardo D'Ávila
Coleção PARRHESIA, 303 pgs, 2012.
Preço: R$35,00 [com frete]
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[Texto da quarta capa] "O mundo começou sem o homem e terminará sem ele, e as instituições, os costumes e os usos que a humanidade terá colecionado no curso de sua vida, o museu das figuras que o espírito terá catalogado em sua fenomenologia não são senão as vestimentas desusadas de um vivente que não goza intrinsecamente de nenhuma garantia de imortalidade. Tudo o que denominamos ciência política, neste sentido, não é outra coisa que a oculta remoção desta evidência. Relendo a contrapelo a tradição política, jurídica e teológica do Ocidente, da Grécia antiga até as utopias transhumanistas, este esplêndido livro traz à luz a origem impensada de diversas tendências políticas, só aparentemente contraditórias entre si, que modelam o mundo contemporâneo. Sua secreta solidariedade está, com efeito, na tentativa de eliminar toda a animalidade constitutiva do humano. Contra este otimismo inane e insensato, Fabián Ludueña Romandini reinventa para a filosofia o tom e o olhar com os quais Poe sacudiu e revolucionou a literatura mundial. E demonstra que não há nenhuma cisão originária entre a vida animal e a vida humana. O chamado Homo sapiens é apenas um animal que dotou a si mesmo de antropotecnologias destinadas a dar forma, domesticar, modelar ou mesmo dominar sua própria animalidade constitutiva assim como a de seus congêneres. Para instaurar uma política trans-zoológica e absolutamente humano-técnica que permita alcançar um espaço não-antrópico, será necessário abandonar o último refúgio da onto-teo-logia clássica, o preconceito (pós-) metafísico a favor do vivente." (Emanuele Coccia)

Sopro 69 (abril/2012)
Notas pessoais sobre A vida sensível de Emanuele Coccia, por Tadashi Yanai; Derivas da não figuração, por Leonardo D'Ávila (resenha de El arte abstracto: intercambios culturales entre Argentina y Brasil, de María Amalia García).
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Sopro 68 (março/2012)
O homem em farrapos: a moda e o novo, por Victor da Rosa; Notas para a reconstrução de um mundo perdido, de Flávio de Carvalho: XXII: A Imagem no Espelho; XXIII: A Pantomima e o Espelho
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Novo título
Nouvelles Impressions du Petit Maroc
Autor: César Aira
[edição bilíngue: português/castelhano]
Tradução de Joca Wolff
Coleção PARRHESIA, 70pgs, 2011.
Preço: R$22,00 [com frete]
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Fragmento: "Como escrever mal" é uma lição que nunca se dá, ao menos deliberadamente, mas seria útil. Porque há uma curiosa presunção, da qual um escritor deveria se livrar a qualquer custo, com a língua materna, em que se acredita tocar a perfeição. Por sua própria essência, esta é uma crença forte, de contiguidade total, enquanto que os escritores prosperam com suas crenças duvidosas e relativas. O mesmo ocorre com o amor materno, perfeito e irreversível. O irreversível, por outro nome, o destino, é o que nos fez escritores no passado absoluto de nosso mito pessoal; mas não é o que nos faz escritores no presente, quando mais necessitamos. É preciso deixar o destino para trás, como um nascimento. "Penso como um gênio, escrevo como um escritor destacado, falo como uma criança..." Seria preciso ir mais longe ainda, antes que essa criança nasça, rumo a uma outra língua... ser a Fênix de nossa própria idiotice... E mais ainda, até por a própria morte no passado.

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