"O Chefe -Vamos matar todos os nossos desafetos!
A forca sorri.
A multidão (Urrando) - Vamooooos! Vamoooooos! Abaixo os desafetos! Abaixoooooooooooo!
O Chefe - Os indiferentes também!
A multidão - Vamoooooos! Abaixo os indiferentes! Mataremos todos!
O Chefe - Vamos dizer que são todos comunistas!
A multidão - Vamooooooooos!"

(Oswald de Andrade, Panorama do fascismo, 1937)


Legenda

"Primero vamos a matar a todos los subversivos, después a sus colaboradores; después a los simpatizantes; después a los indiferentes, y por último, a los tímidos."

(General de Brigada Iberico Manuel Saint Jean, governador de Buenos Aires, 1976)



Sopro 28/29

| | Comentários (0)

O SOPRO vem em edição dupla, com o texto O declínio e a queda da economia espetacular-mercantil, de Guy Debord, em tradução de Rodrigo Lopes de Barros Oliveira e Leonardo D´Ávila de Oliveita (a tradução havia sido publicada anteriormente no site Centopeia.net). O texto aborda a chamada Revolta de Watts (Watts Riot), ocorrida no bairro negro de Los Angeles, em 1965, e seu sentido político amplo dentro da sociedade do espetáculo.

Visualizar o SOPRO 28/29 em HTML | PDF | FLASH


Agenda

| | Comentários (2)

Semana cheia de coisa interessante (na Universidade) pra quem está em Florianópolis:

Christopher Dunn
O professor de Tulane (onde trabalha com Idelber Avelar) e autor de Brutalidade Jardim, considerado por Zé Celso o melhor livro sobre a Tropicália, proferirá duas conferências que integram o evento O pensamento no século XXI:

  • Hoje (24 de maio) - 19 hrs, no Auditório da Reitoria da UFSC
    "A arte é uma extensão do corpo. Eu expliquei pro polícia tudo: Waly Salomão e a contracultura brasileira"

  • Amanhã (25 de maio) - 10 hrs, no Auditório da Reitoria da UFSC
    "Três Modernidades Tropicalistas"

Semana de Letras
E amanhã, terça 25/5, começa também a IV Semana de Letras da UFSC. Entre os eventos, destaco 3:

  • Amanhã (25 de maio) às 18:30, na Sala Carlos Drummond de Andrade, no Bloco B do CCE/UFSC
    Cinema e Literatura Brasileira, mesa-redonda com Joca Wolff, Cláudia Mesquita e Jair Fonseca 

  • Quarta (26 de maio) - às 10:30, no Auditório do Bloco B do CCE/UFSC. 
    O velho e o novo. A superação nos estudos de letras, palestra de Raúl Antelo

    Last, but not least, um auto-jabá:

  • Sexta (28 de maio) às 14:20 na Sala 201 do CCE/UFSC. 
  • marioswald(s): Antropofagia - ontem. hoje. amanhã. GT coordenado por Flávia Cera e do qual participarei,  Aos interessados, mais informações:


  • Resumo: A Antropofagia nasce sob o signo da metamorfose: "marioswald", autonomeação híbrido-composta utilizada pelos dois "pontas-de-lança" de nosso modernismo e recorrentemente invocada nas reapropriações posteriores do canibalismo político-cultural. Por isso, ela nasce também sob o signo da impropriedade, da impossibilidade de fixar uma identidade estável: dentre as peculiaridades da Antropofagia do final da década de 1920, está o fato - pouco percebido pela crítica - de que não há, a rigor, nenhuma obra antropofágica (se Macunaíma era reivindicado pelo "movimento" como sua obra-prima, seu autor, Mário de Andrade, negava veementemente o rótulo e foi, além disso, constantemente atacado pelos antropófagos; Cobra Norato, de Raul Bopp, e o par de romances Miramar/Serafim, de Oswald de Andrade, foram gestados muito antes da Antropofagia; e os quadros de Tarsila do Amaral, muito mais que inspirarem-se no ideário do grupo, foram a sua inspiração). Ao contrário da Poesia Pau-Brasil, fundada na idéia de invenção, i.e., de uma apropriação visando à propriedade, à criação de um legado que possa ser transmitido e inventariado, a Antropofagia define-se como prática sem obra, como um meio sem fim, como um objetivo sem objeto, que aparece/acontece em uma temporalidade não-redutível à linearidade cronológica que funda o tempo da transmissão da propriedade (ou seja, da tradição). 
    1. Da invenção da invenção à posse da posse: Pau-Brasil e Antropofagia
      Alexandre Nodari (doutorando CPGL/UFSC)

    2. Saneamento Básico: da lama ao caos
      Flávia Cera (doutoranda CPGL/UFSC)

    3. O modernismo nasceu na zona: em torno d'O perfeito cozinheiro das almas deste mundo'
      Victor da Rosa (mestre pelo CPGL/UFSC)

    4. Antropofagia e obnubilação. Gregório de Matos e o daimon
      Diego Cervelin (mestrando CPGL/UFSC)

    5. Antropofagia e Perspectivismo literário: o outro canibal em Rosa e Mussa
      Ana Carolina Cernicchiaro (doutoranda (CPGL/UFSC)

    6. O banquete de Mário de Andrade diante do espelho: questões do corpo híbrido
      Evandro de Sousa (mestrando CPGL/UFSC)

    7. Do outro lado do rio: Oswald de Andrade e Paulo Duarte 
      George França (doutorando CPGL/UFSC)



debateanistia.png
Na contramão do resto da América Latina, o Brasil optou, em recente decisão do Supremo Tribunal Federal, por "esquecer" juridicamente o Terror de Estado praticado pelos agentes da nossa mais recente ditadura. Que camadas de sentido se sobrepõem nesta decisão? O que ela revela sobre a persistência da ditadura em nossas instituições? Que concepção de Estado e de Direito ela encerra?


Murilo Duarte Costa Corrêa

Alexandre Nodari

Visualização: HTML | PDF | FLASH


Excelente evento pra quem estiver em São Paulo entre 13 a 15 de maio (clicando na imagem, dá de vê-la ampliada).

programa_Exílio.jpg



Aos interessados em História Ambiental, ao impacto das migrações humanas nos ecossistemas (e vice-versa), bem como aos distintos modos culturais de concepção e relação com a natureza, recomendo o evento Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações, que acontecerá de 13 a 15 de setembro aqui em Florianópolis. As inscrições de trabalhos vão até segunda, dia 3 de maio.

Sopro 26

| | Comentários (0)

sopro26.gif

O Sopro 26 está no ar, com Metropolis, intervenção de Giorgio Agamben em um seminário sobre a multidão e a metrópole, realizado em Veneza, em 2006, e com o verbete Intrusos (II), de Jonnefer Barbosa.

Visualização: HTML | PDF | FLASH


Sopro 25

| | Comentários (0)

O Sopro 25 está no ar, com "Mensagem no Di Tella", panfleto escrito por Roberto Jacoby e distribuído no Experiências 68, no Instituto Di Tella em Buenos Aires, 1968 - a tradução foi feita por Flávia Cera; e "Um requiém para a escrita?", resenha de A escrita, de Vilém Flusser, feita por mim. Disponível em três formatos: HTML | PDF | Flash

Recentemente, foi lançado, pela Boitempo, O que resta da ditadura, organizado por Edson Telles e Vladimir Safatle. Os artigos dos livros apresentam várias faces da persistência do entulho autoritário. A meu ver, uma das principais - não sei se abordada no livro, já que não terminei a leitura ainda - é a lógica binária do Terror, que produz uma cisão no interior do povo (e, no limite, no interior do próprio sujeito) entre amigo e inimigo, e em que qualquer gesto que tenha a possibilidade mínima de ressoar como falta de engajamento é encarado como hostilidade e conivência. (Sobre o assunto, Ana Longoni escreveu um excelente livro, Traiciones, no qual mostra como sobreviver a um regime bárbaro e testemunhar contra ele pode ser lido como um sinal de traição pela resistência). Por isso, a ditadura permanece não só quando Agripino Maia vê uma imoralidade no fato da Dilma ter mentido sob tortura, mas também quando um "intelectual" petista compara o exílio do então presidente da União Nacional dos Estudantes José Serra a um "abandono" da resistência ou quando um blogueiro, que acha que auto-crítica é criticar os outros, afirma que Caetano Veloso foi preso pela ditadura porque quis aparecer (pois deveria ter se exilado antes). A lógica da ditadura, a lógica do Terror, faz ver ameaças por todo o lado. Diante do outro, só vê duas opções - amigo ou inimigo. Invocá-la para fins eleitorais não é só perversão. É, daí sim, conivência com um modo terrorista de pensar.

P.S.: Pra que fique claro: uma Comissão da Verdade (ou melhor, a punição dos torturadores e da cadeia de comando que vai deles até o alto escalão - basta ler as atas das reuniões do Conselho de Segurança Nacional pra que fique claro o quão ciente ele estava do que ocorria no país) NÃO segue uma lógica do Terror. Esta lógica é produzida intencionalmente, é fruto de uma decisão. A lógica do Terror se impõe aos sujeitos (e é internalizada neles) através de um imenso aparato, que vai do discursivo-censório ao policial-torturador. A identificação dos agentes instituidores e mantenedores desta lógica é essencial ao seu desmonte.


Sopro 24 (e 23)

| | Comentários (0)

O último número do Sopro está no ar, com "A resistência passiva no altiplano", texto de Flávio de Carvalho escrito em 1947. 

No número anterior (23), publicamos Caráter, verbete de Emanuele Coccia; uma resenha, escrita por Flávia Cera, de A vida sensível, escrito pelo mesmo filósofo italiano e publicado pela editora Cultura e Barbárie; e uma teses minhas sobre a política, que já haviam aparecido aqui no blogue.


Postagens mais recentes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 Postagens mais antigas
Página Principal

"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes

Twitter:
@alexnodari


Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa


Dia do Juízo

é uma ficção publicada aqui no blog às sextas-feiras.

I | II | III | IV | V | VI





Bibliotecas livres:



Visito:

Eu voto

Desobediência civil

Twitter



Comentários recentes

  • Paulo Moreira comentou no post O estado da arte do jornalismo: Benjamin dizia num comentário não me lembro em que texto que o jornal justapõe tantas notícias completamente díspares numa página porque ele dedica-se acima de tudo a expor "fatos" que são devidamente esquecidos no virar para a próxima página. A imprensa, em outras palavras, serve tipicamente mais ao esquecimento que reflexão crítica à memória. Ela
  • El Torero comentou no post "Raposa política": Nossa SC ainda é recheada de currais eleitorais e o nome Amin ainda é forte, Esperidião leva mais dois na legenda. É triste ir ao interior e ver sempre os mesmos pleiteando uma vaga à assembléia.
  • Cristina comentou no post "Raposa política": Concordo com a maioria dos comentarios sobre o JKB, mas lamento profundamente que este Estado seja tão conservador. A briga, relembrando o que foi colocado, pelo governo do Estado será travada pela direita. Não dá pra não achar que além dos equívocos do coronel também não tenham ocorrido erros estratégicos da esquerda, que por sua vez, não demonstr
  • Hugo Albuquerque comentou no post "Raposa política": Ah fica sim. A minha experiência no movimento estudantil me ensinou três lições básicas sobre política: 1. Sonhos não se realizam. 2. Pesadelos sim. 3. Sempre pode ficar pior. Sempre. Enfim, estou vacinado em relação ao Tiririca. abraços








RSS/Feed



Site Meter



Movable Type

Powered by Movable Type 4.1