Sopro 51

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Com uma excepcional colaboração de Eduardo Viveiros de Castro (@nemoid321 no twitter), intitulada Desenvolvimento econômico e reenvolvimento cosmopolítico:
da necessidade extensiva à suficiência intensiva
, o novo número do Sopro está no ar.

O 51o número de nosso panfleto traz também mais duas das Notas para a reconstrução de um mundo perdido, escritas por Flávio de Carvalho, e que estamos republicando seriadamente. São elas:

IV: Os Cesares do Império Vermelho
V: As forças fundamentais do Destino Histórico

Pra não perder o costume, recomendo a visualização do Sopro 51 em .PDF.


Sopro 50

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E chegamos ao Sopro 50! Nesse número, resenho o livro La comunidad de los espectros. I. Antropotecnia, do filósofo argentino Fabián Ludueña Romandini. Pra quem se interessa por bio(zoo)política, pela relação homem-animal, pelas raízes cristãs do atual descalabro ambiental, e pela importância das imagens na liturgia política ocidental, a leitura do livro de Ludueña é indispensável; a resenha que escrevi, apesar de longa, não dá conta da riqueza crítica, da agudeza e da disposição para o debate contidos na obra e no pensamento do seu autor. Estamos preparando a tradução do livro para publicar em 2012 pela editora Cultura e Barbárie. Para quem se interessar e não quiser esperar, é possível comprar o livro online, no site da Mino y Dávila editores. Seguindo a minha resenha, publicamos uma bela resposta de Ludueña a ela, que é, acima de tudo, uma carta aberta ao diálogo com os leitores do Sopro, e com o público brasileiro em geral.

Em tempo: o Sopro já publicou uma resenha de outro livro de Ludueña, Homo oeconomicus. Além disso, cabe ressaltar (o que já fiz na resenha), a proximidade do pensamento do filósofo argentino com o de Emanuele Coccia, seu maior interlocutor. De Coccia, o Sopro publicou um verbete, Caráter, e, sobre ele, a resenha de seu livro A vida sensível, livro publicado pela primeira vez em português, pela editora Cultura e Barbárie.

A renovação em curso do pensamento, ainda que abafada pelas repetições acríticas de conceitos de Agamben, Nancy, Negri, Sloterdijk, etc., que Ludueña, Coccia e toda uma nova geração de filósofos está levando a cabo, não é, em bom português, pouca coisa. Não se trata mais de acabar com a metafísica, projeto antigo e destinado ao fracasso, mas, ao contrario, reabilitá-la para compreender e ajudar a nos livrar, enfim, deste fantasma chamado de teologia, ou filosofia messiânica, que ainda hoje (talvez mais do que nunca) nos assola com suas ilusões salvacionistas. Para citar Araripe Jr.: "são de pedra os monstros, que fazem esgares das torres da velha cathedral e não obstante assustam os desprecavidos que ali penetram". Ainda somos esse desprecavidos. Mas, talvez, não por muito tempo.


Sopro 49

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O Sopro 49 está no ar. Além de Notas sobre o local, texto do TIQQUN, traduzido por Vinícius Honesko, do Flanagens (onde a tradução foi publicada originalmente), a edição traz as três primeiras Notas para a reconstrução de um mundo perdido, de Flávio de Carvalho. Todas as 65 Notas serão (re)publicadas de forma seriada no Sopro (aqui a página especial onde ficará o índice delas).

Como sempre, recomendo visualizar o Sopro 49 no formato .PDF


Sopro 48 e 47

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Um bocado atrasado, o Sopro 48 está no ar, com um belíssimo texto de Agamben sobre os "problemas espirituais" e o verbete Antropofagia, escrito por Alfred Jarry em 1902. A tradução do primeiro foi feita por Pedro Paixão, artista e pesquisador português (e também blogueiro); enquanto a do verbete de Jarry ficou por conta do Marcelo "Incinerrante"

Como sempre, recomendo a leitura no formato .PDF

E já que não fiz propaganda do Sopro 47 no blog, aqui vai: o número traz, na seção Arquivo, o Diário de Terror (esboços para uma teoria da danação), de Lúcio Costa, escrito em 1952; e o verbete Pesquisador, de Raúl Antelo. Aqui o link para visualizar em .PDF.

Por fim, autojabás: faz algum tempo é possível visualizar os vídeos de dois ótimos eventos organizados por alunos de Direito da UFSC ano passado - Direito e Literatura, e Direito e Ditadura. Aqui é possível visualizar os vídeos com as falas do primeiro; e aqui a mesa do segundo na qual participei.


Sopro 46 e links

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O Sopro 46 está no ar com 20 Aforismos de Franz Kafka na tradução pioneira (a primeira mundial) feita por Otto Maria Carpeaux em 1943. Entre eles, há preciosidades como "Existe conhecimento do diabólico, mas não existe fé nele; pois não existe mais diabólico do que existe" e "É só por nossa noção de tempo que falamos de Juízo Final; na verdade, é um permanente tribunal de emergência". Além disso, seguindo os aforismos, republicamos também o texto Meus encontros com Kafka, de autoria de Carpeaux. As imagens que ilustram o número são da série "Ruínas de Detroit", de Yves Marchand e Romain Meffre.

Clique aqui para acessar o Sopro 46 em PDF (recomendado)

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Dois sites bacanas para download de livros gringos: V£R$O e Monoskop/log - esse tem até uma seção chamada Wishlist, em que v. pode "encomendar" livros; o curioso é que o site, que disponibiliza basicamente livros de "esquerda" e relacionados ao compartilhamento de informações, recebeu pouquíssimas reclamações de editoras.

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O blog que eu tenho mais gostado de ler nesses tempos em que a credulidade petista de boa parte da blogosfera beira os limites do absurdo (com a defesa de Belo Monte; a alegação de haver interesses escusos de intelectuais contra a nomeação de Emir Sader na presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa; a idéia de que, no governo Dilma, veremos avanços como o casamento gay, legalização do aborto e julgamento de militares da Ditadura - os três juntos) é O Ingovernável, de Moysés Pinto Neto. Bruno Cava, um petista não-crédulo, também tem feito ótimas análises no seu Quadrado dos Loucos. Por fim, na área de cinema, vale a pena visitar o incinerrante.com, tocado por Marcelo Ribeiro.

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Sobre as contestações à nomeação de Emir Sader, recomendo a leitura deste texto de Ronald Polito. Sader tem dito no twitter que há uma orquestração da "velha mídia" contra ele, e que ele jamais defendeu o fuZilamento de dissidentes cubanos em 2003. Bem, talvez ele não tenha exatamente defendido, mas com certeza justificou o fuZilamento, como prova esse texto que Sader escreveu para a "nova mídia".

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Por fim, aproveitando as confusão generalizada que tomou conta mais uma vez dos clubes brasileiros, devido à comercialização dos direitos de transmissão do Campeoanto Brasileiro (a Globo, ameaçada de perder seu monopólio, e com apoio da CBF, conseguiu rachar o Clube dos 13), vale a pena ler esses textos escritos uns 50 anos atrás - qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência.


Parece que foi ontem, mas já se vão quase 10 anos desde que eu, um jovem estudante de Direito, sem muita vergonha na cara, decidi escrever um email a Augusto de Campos, que hoje completa 80. Sem demora, ele me respondeu, em uma longa e atenciosa mensagem. Não contente, escrevi a ele novamente pra relatar uma discussão que eu tivera com um amigo sobre cultura nacional! À época, eu era um cabeça quadrada apaixonado pela idéia de poesia de exportação e comprava tudo que os Concretos haviam dito de si nos anos 1950 e 1960, aquela espécie de nacional-cosmopolitismo que eles pregavam e praticavam. Eu havia tomado contado com o plano-piloto para poesia concreta no final do ensino médio, através de um professor de literatura (a quem dediquei minha dissertação de mestrado), que possuía um peculiar método de dar aula: tirando uma ou outra aula "padrão", em geral, ele dava a nós alunos um texto literário pra ler (Baudelaire, Cruz e Sousa, Voltaire, etc.) e pedia que comentássemos por escrito o texto - e o comentário não era avaliado, bastava fazê-lo. O plano-piloto me marcou. Quando ingressei no curso de graduação em Direito, o primeiro livro que peguei emprestado na biblioteca da universidade foi o poesia, antipoesia, antropofagia, do Augusto de Campos. Ali, me deparei com o texto "Revistas re-vistas", sobre a Revista de Antropofagia (o texto está incluído na versão facsimilar da mais grandiosa de nossas revistas político-culturais - e é preciso lembrar que os Concretos foram essenciais no resgate de Oswald de Andrade a partir dos anos 1950 - de 1930 até então, o antropófago era, quando muito, uma figura menor no panteão literário-cultural), e com duas idéias que não me abandonaram até hoje: 1) a de que a Antropofagia era a única filosofia brasileira original e; 2) a de que a Antropofagia produzira também um "Direito Antropofágico": a "teoria da posse contra a propriedade".  Augusto de Campos já tinha seu site no UOL (e muitos de seus trabalhos já estavam disponíveis no UBUWeb), onde, creio, consegui seu endereço de email para escrever-lhe revelando toda minha admiração e a inspiração que as duas idéias me davam, etc. e tal. O carinho e a vitalidade de sua resposta foram fundamentais para que elas jamais morressem em mim. Meu primeiro trabalho universitário foi justamente uma tentativa de descrever as bases do que seria o sistema filosófico da Antropofagia - o trabalho era uma merda, sem dúvida, mas era, também sem dúvida, uma merda superior a dos outros colegas, ainda que, em um gesto revelador da tacanhez acadêmica, o professor da disciplina (Introdução à Filosofia), que se gabava de não ensinar história da filosofia, e de querer ensinar os alunos a pensarem, me conferiu uma das notas mais baixas (anos depois, um outro professor de filosofia me confidenciou que teve de abandonar sua idéia inicial de dissertação em uma universidade paulista, que seria sobre a filosofia de Oswald de Andrade, por recomendação do orientador, que lhe disse que Antropofagia não era filosofia). A idéia do Direito Antropofágico, por sua vez, acabou sendo o tema da minha dissertação de mestrado, que, inicialmente, seria na área de Direito, projeto que eu acabei abandonando, já que, meu orientador à época, após ler o projeto, no qual a expressão "Direito Antropofágico" comparecia pelo menos trinta vezes, me disse estar muito entusiasmado com a idéia desse tal "Direito Antropológico" - outra variante, mais perversa, da mesma história:ao presenciar a apresentação que fiz de uma versão preliminar do que seria o projeto da dissertação durante um evento, um hoje professor de Direito da UFSC disse não passar de "masturbação intelectual". Ali estava claro pra mim que não havia volta no divórcio entre humanidades, letras e cultura bacharelesca, de cujo casamento Augusto e Haroldo de Campos são provavelmente os últimos filhos legítimos, em uma árvore genealógica que abarca uma vasta gama de nossos escritores e intelectuais, os antropófagos incluídos. Seja como for, na dissertação eu já abandonara minha filiação irrestrita às idéias de Augusto de Campos - e eu até mesmo tentava desfazer a idéia de que a Antropofagia seria a "única filosofia brasileira original", ou melhor, eu tentava (e ainda tento) refazê-la: a Antropofagia não é uma filosofia brasileira, nem uma filosofia original, e talvez nem mesmo seja uma filosofia - antes, ela é uma prática, intuitivamente apreendida do canibalismo ameríndio, em que o próprio valor do Um, do Ser, da identidade, da propriedade (respectivamente: única, filosofia, original, brasileira) é posto em xeque, em nome de uma outra forma de relação, regida pela predação, pela devoração. Mas sem aquela breve troca de emails com Augusto de Campos, da qual ele provavelmente nem se lembra, eu nunca teria conseguido entender o sentido profundo daquela Mensagem ao Antropófago desconhecido de Oswald de Andrade: "Nada existe fora da Devoração. O ser é a Devoração pura e eterna". Foi ele que me ensinou o que é ser um antropófago, e me fez entender que a melhor forma de honrar alguém é devorá-lo. Nos meus trabalhos sobre Antropofagia, tento sempre deglutir a visão que Augusto de Campos tem de Oswald e da Antropofagia - mas isso quer dizer, também, que esta visão e, portanto, o seu portador vivem irremediavelmente dentro de mim.


Sopro 45

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"Os governos nos consideram terroristas em potencial" - em uma frase lapidar, Agamben resume as graves conseqüências da assunção da Segurança como paradigma dos governos, em entrevista concedida a Andrea Cortellessa e publicada originalmente no La Stampa em 27 de novembro de 2007 (clique aqui para ler a entrevista em italiano). O pano de fundo da entrevista foi um pacote emergencial de medidas de segurança proposto pelo governo italiano após um crime atribuído a um morador de um Campo Rom. No final de 2010, outro pacote governamental de segurança foi apresentado na Itália, reforçando as medidas de 2007. Nesse sentido, a entrevista continua, além de profunda, topicamente atual, o que motivou Fabio Milazzo a republicá-la recentemente no site hæcceit@s web, precedida de um breve comentário. O Sopro 45 traz, em tradução de Elysa Tomazi, a entrevista de Agamben, bem como o comentário de Milazzo. As belas imagens que acompanham os textos são fotografias tiradas por Gianluca de Angelis (www.gluca.info) no Campo Rom de Pietralata, em Roma.

No novo número do Sopro, há também O Herói Anti-Herói e o Anti-Herói Anônimo, texto de Hélio Oiticica (de 1968) sobre Cara de Cavalo e Alcir Figueira da Silva.

Recomendo - mais do que nunca para essa edição - a visualização em formato .pdf.


Sopro 44

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O Sopro 44 está no ar com O planeta doente, texto de 1971 de Guy Debord. A tradução, de Emiliano Aquino foi publicada originalmente aqui. O texto de Debord continua mais atual do que nunca, na medida em que vincula a grave crise ecológica (que começou século passado e não para de crescer) ao modo de produção capitalista, de maneira que a revolução se torna um imperativo de sobrevivência. Até hoje, nenhum dos dois lados (cores) da moeda, o vermelho ou o verde, entendeu perfeitamente o recado: os comunistas ou social-democratas são incapazes de investir politicamente na questão ecológica, insistindo que, em primeiro lugar, vem a distribuição de renda (ou, discursivamente, a luta de classes); e os verdes ainda insistem que a crise ecológica pode ser contornada sem alterar substancialmente os modos de produção. A bem da verdade, ambos os lados deixam de lado a necessidade de alterar radicalmente os modos de produção - algo que a crise ecológica planetária, a doença que acomete o planeta, deixa evidente ser necessário. Se a saída que Debord aponta (os Conselhos de Trabalhadores comandando toda a produção) não necessariamente garante a resolução do problema (quem garante que os "soviets de marinheiros" controlarão melhor a poluição marítima?), persiste a necessidade de pensar uma política que articule o vermelho e o verde, ou melhor, que os torne indiserníveis. A mensagem de Debord continua mais atual do que nunca.

emestadodememoria.jpgTambém no Sopro 44, um fragmento inédito de Em estado de memória, livro de Tununa Mercado traduzido por Idelber Avelar e que está para ser lançado por esses dias. Publicamos um excerto do capítulo "A espécie furtiva", e o Idelber já havia publicado, em seu blog, o capítulo Um corpo de pobre. A quebra na seqüência temporal da vida que uma ditadura impõe a todos aqueles que força a se exilarem é o/a Stimmung do romance. Tununa, ou a narradora, se coloca em "estado de memória", em uma espécie de estado de emergência temporal, digamos.


Sopro 43

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Depois de fechar 2010 com chave de ouro - inéditos de Veronica Stigger -, o Sopro chega com seu primeiro número de 2011. Nele, Eduardo Sterzi traduz A revolução acabou. Começa a idade da revolta, texto de Marco Belpoliti escrito a partir das recentes revoltas estudantis na Itália (aqui se pode ler o original) e Leonardo D'Ávila resenha Homo oeconomicus: Marsilio Ficino, la teologia y los mistérios paganos, livro de Fabián Ludueña Romandini, filósofo argentino que estudou com Roger Chartier.

Clique aqui para acessar o Sopro 43.


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O Sopro 42 está no ar com Pré-histórias, 2 (censuradas & extemporâneas), fragmentos inéditos de Veronica Stigger, sem dúvida uma das melhores ficcionistas brasileiras em atividade. Já havíamos dedicado o Sopro 31 integralmente a ela, publicando um fragmento e duas resenhas de seu mais recente livro, Os anões.

Com esse número, acredito que o Sopro fecha com chave de ouro o ano de 2010, que começou com a tradução de um texto de Josefina Ludmer essencial para a compreensão da literatura contemporânea. Durante o ano, tivemos edições muito boas, como a dedicada a Emanuele Coccia, autor de A vida sensível; os dois números voltados ao debate sobre a Lei de Anistia; e o Sopro 32, que conta com uma entrevista inédita com Sergio Chejfec, seguido da republicação de um fragmento de Idelber Avelar sobre o escritor argentino.

Ao longo do ano, o Sopro publicou material de arquivo, como os fragmentos sobre Mito e Linguagem, de Furio Jesi; o lindo texto de María Zambrano; e a conferência proferida por Carlos Astrada. Publicou também traduções de textos contemporâneos excelentes, como o sobre a linguagem cinematográfica, escrito por Silvia Schwarzböck; o de Didi-Huberman sobre uma exposição voltada à temática do Atlas, etc. Foram publicadas nove resenhas, especialmente de livros de literatura (e crítica literária) contemporânea, mas também de livros de filosofia. Nosso Dicionário crítico se enriqueceu, incluindo um verbete de Giorgio Agamben, provavelmente o autor mais traduzido no Sopro (e já temos mais dois textos traduzidos dele para publicação nos primeiros números de 2011).

Junto com a Flávia Cera, com quem co-edito o Sopro, gostaria de agradecer a todos os leitores e colaboradores (especialmente o Eduardo Sterzi, que, com suas sugestões, traduções, textos e contatos com outros autores, ajudou muito a enriquecer a publicação) pela ajuda na divulgação, pela paciência com os atrasos, mas principalmente pela leitura de nosso panfleto político-cultural. Não há escrita sem o trabalho infinito da leitura. Não há mundo sem a hipertextualidade que caracteriza o pensamento, aquela potência comum que torna a espécie humana imortal.


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






Bibliotecas livres:



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