Declaração de voto

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Pretendia escrever um post explicitando e explicando meus votos. Mas como a eleição já é domingo, acredito que não terei tempo de fazer a segunda parte (explicação), então vai pelo menos a primeira (a declaração):

Presidente: Marina Silva (PV) - 43

Governador: estou entre votar em Rogério Novaes (PV) - 43, não por ele (é sintomático que, sendo o candidato verde, ele não fale em meio-ambiente), mas pelo valor simbólico do PV ter uma boa votação na candidatura ao governo e também pra evitar que o candidato DEMO-TUCANO-PMDB ganhe no primeiro turno -, em Ideli Salvatti (PT) - 13 - pra evitar que o segundo turno aqui seja entre DEM e PP (Angela Amin está em segundo lugar nas pesquisas) - ou anular o voto. 

Senador 1: Fabiano Piovesan (PV) - 430 - Deveria ter sido o candidato a governador do PV.

Senador 2: Estou em dúvida entre votar em Vignatti (PT) - 130, e anular. Vignatti é um bom quadro e parlamentar, mas me enoja o representante do clã Berger que é um de seus suplentes, coisas de um pragmatismo que chegou com 8 anos de atraso. O sentido do meu voto em Vignatti seria evitar que a coligação DEM-PSDB-PMDB levasse as duas vagas (ainda que não seja de duvidar que os dois senadores acabassem aderindo mais tarde a um governo de Dilma).

Deputado Federal: Miriam Prochnow (PV) - 4343

Deputado Estadual: Jorge João (PV) - 43555. Ex-militante do PT, Jorge João representa a meu ver, a vertente urbana do socioambientalismo encampado por Marina Silva. Localmente, ele é um dos únicos a trazer a necessidade da reforma urbana, tema essencial em uma cidade como Florianópolis, que está sendo devastada pela especulação imobiliária e o crescimento desordenado. Depois de Marina Silva, será meu voto mais entusiasmado.

1 Comentários

É dose a Adriana Berger de suplente, mas não vejo alternativa. É o Piovesan e o Vignatti mesmo para evitar a terrível equação 2 PMDB + PSDB = máfia.

Semelhanças no nosso voto para a presidência e para o governo estadual. Num segundo turno entre 13 e 43, e 11 e 25, respectivamente, pretendo arranjar uma viagem para fazer.

Como nos conhecemos de longa data, sabes que sempre haveria algum dos meus votos vinculado a questões de família. Por isso, para estadual, voto Manoel Mota, 15157, que é do PMDB do sul. Pelo menos, não é dos piores, e é um bom deputado para a minha região do coração, que é o Vale do Araranguá.

Para federal, voto em Mariana Marques, 1202, porque ela tem um discurso interessante, meio superficial, mas diferente, pois pretende discutir questões como o direito ao aborto, o casamento gay e a legalização das drogas. O lema dela é péssimo ("Bota um legal na Câmara Federal), mas vou relevar isso e votar nela mesmo assim.

Na esperança da onda verde que levará Marina ao segundo turno, domingo à noite estarei grudado na net acompanhando a apuração

Um abraço.


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

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