Campo de Provas: sobre Nietzsche e o test-drive

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A editora Cultura e Barbárie acaba de lançar seu terceiro título. Trata-se de Campo de Provas: sobre Nietzsche e o test-drive, de Avital Ronell (autora praticamente não traduzida ao português). O colega Rodrigo Lopes de Barros assina a tradução deste livro de bolso (41 páginas). As páginas iniciais do livro podem ser visualizadas aqui.

Sinopse: O que é um experimento? O que é um teste? O que significa a passagem da experiência entendida como um saber consagrado pelo tempo para a noção de experiência compreendida como experimentação? Avital Ronell busca, em Campo de Provas: sobre Nietzsche e o test-drive, responder a essas questões e decifrar o que está por trás da "pulsão de teste" que se apossa cada vez mais do Ocidente. Seguindo a esteira de Derrida, e d´A gaia ciência nietzschiana, a autora desvenda as aporias do teste e as possibilidades que este abre para uma justiça por-vir.

Fragmento: "Eis a pergunta que trago à mesa: por que o teste tem, ao longo da história, mas talvez hoje mais obstinadamente, chegado a definir nossa relação com as questões da verdade, do conhecimento, e até da realidade? Não é uma questão de escolher entre uma ciência de fato e uma ciência de essência - entre um relato do porquê as coisas são reais ao invés de possíveis. Tampouco é simplesmente uma questão de auto-compreensão tecnológica, como se a reflexão científica sobre seus próprios procedimentos e premissas pudesse satisfazer uma fome filosófica. O termo "posição-sujeito" não cobrirá a calamidade do campo que cerca a vontade de teste. Às vezes, minha chamada posição-sujeito parece reduzida àquela de um coelho tremendo de frio, ou menos glamurosamente frágil, a de um rato, agulhado e entubado, seccionado e acossado pelo tentáculo tecnológico. Como um receptor da demanda invasiva, minhas orelhinhas de coelho estão tremendo - uma figura conjurada por Heidegger para expor a audição exemplar. Eu não sei se meu dispositivo de audição é exemplar, tampouco insisto em sustentar o pathos que impulsiona as imagens reunidas neste lugar. Como um bom receptor nietzschiano, estou afinada para as valorações contraditórias do fenômeno sob consideração."

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PROMOÇÃO
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gucci with bamboo handle Campo de Provas: sobre Nietzsche e o test-drive - Consenso, só no paredão!


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
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