Sopro 54

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Mais um Sopro no ar. Nesse número 54, apresentamos a tradução feita por Vinícius Honesko de um texto que Murilo Mendes leu de improviso no "Encontro Internacional de Poesia", no quadro da 'EXPO' em Montréal, setembro de 1967. A tradução já havia sido publicada anteriormente no blog Flanagens.

Além disso, uma entrevista que fiz com o jurista, poeta e blogueiro (é dele o melhor blog político-jurídico no ar, O palco e o mundo) Pádua Fernandes. A entrevista se intitula Para que servem os direitos humanos?, e foi feita a partir de um pequeno livro homônimo do Pádua que a editora portuguesa Angelus Novus lançou em 2009. Recomendo a leitura da entrevista (pelas respostas, evidentemente) a todos que se interessam pelas potencialidades (e também pelos limites) dos direitos humanos, pela ligação destes com o campo da ação política. 


padua.jpgA certa altura da entrevista, Pádua lembra de uma bela passagem de Foucault: "A infelicidade dos homens não deve jamais ser um resto mudo da política. Ela fundamenta um direito absoluto de se erguer e se dirigir àqueles que detêm o poder". Quer concordemos ou não em associar tal "direito absoluto" aos direitos humanos, é ele quem fundamenta toda revolta, toda resistência, toda revolução. Ninguém tem o direito de calar sua infelicidade. Como diria Hannah Arendt, "ninguém tem o direito de obedecer". Os direitos negativos são uma miragem legalista criada pelo discurso jurídico dos que detêm o poder. Só há direitos positivos, só há o direito de agir. O direito ao grito é o primeiro, e talvez único, direito humano.

Clique aqui para acessar o Sopro 54 em PDF

P.S.: Aos que têm comentado aqui no blog, peço desculpas por não estar respondendo. Li todos os comentários, e agradeço muito por todos, que sempre me ajudam a repensar meus textos, minhas idéias. Todo pensamento é dialógico, é comum. Só que infelizmente, estou no semestre final do doutorado, então a tese e alguns outros projetos paralelos têm tomado todo o meu tempo, e, por isso, não consigo responder à altura os comentários.

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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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