Drops
O SOPRO 33 apresenta cinco fragmentos de Furio Jesi sobre a relação entre mito, imagem e linguagem, publicados pela primeira vez em 1999, na revista Cultura Tedesca (em organização de Giorgio Agamben e Andrea Cavalletti) e aqui traduzidos por Diego Cervelin.
Além disso, uma resenha de Del deporte y los hombres, de Roland Barthes, escrita por Victor da Rosa.
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O Sopro 32, dedicado a Sergio Chejfec, está no ar com:
- entrevista com o escritor argentino, conduzida por Dianna Niebylski e
- Relatos da reflexão hesitante, o prólogo de Idelber Avelar para Boca de Lobo, único romance de Chejfec traduzido ao português (o texto já havia aparecido no Biscoito - que, segundo o mestre, voltará dentro de alguns dias - e no blog da editora que publicou a tradução, a Amauta).

O SOPRO 31 está no ar, totalmente dedicado a'Os anões, de Veronica Stigger: um fragmento do livro, o conto Tatuagem, e duas resenhas dele - Do espetáculo sem desculpas, por Flávia Cera; e Genealogia bastarda de Veronica Stigger, de minha autoria.
P.S.: O servidor que hospeda esse blogue ficou fora do ar semana passada, e na volta sumiram dois posts. Um deles era a chamada pro SOPRO 30, que continuava o Debate sobre a Anistia, com Nem justiça nem transição, texto de Pádua Fernandes. O segundo era a menção a dois exemplos de como as teses de Agamben sobre o estado de exceção e o campo de concentração são mais do que atuais, e de como esse estado de coisas se entrelaça à sociedade do espetáculo, mais especificamente à Copa do Mundo (e tem gente que se acha progressista que comemorou a escolha do Brasil como sede em 2014, esquecendo que, para parafrasear Fernando Vanucci, o estado de exceção é logo ali, no caso, aqui): 1) a criação de campo de concentração para pobres, para onde moradores da Cidade do Cabo foram removidos para não enfeiarem a cidade durante a Copa e sobre o qual Murilo Corrêa se debruçou; 2) a criação de tribunal de exceção para julgar certos crimes relacionados à Copa do Mundo, exigência da FIFA ao que parece.
O SOPRO vem em edição dupla, com o texto O declínio e a queda da economia espetacular-mercantil, de Guy Debord, em tradução de Rodrigo Lopes de Barros Oliveira e Leonardo D´Ávila de Oliveita (a tradução havia sido publicada anteriormente no site Centopeia.net). O texto aborda a chamada Revolta de Watts (Watts Riot), ocorrida no bairro negro de Los Angeles, em 1965, e seu sentido político amplo dentro da sociedade do espetáculo.
Semana cheia de coisa interessante (na Universidade) pra quem está em Florianópolis:
Semana de Letras
Christopher Dunn
O professor de Tulane (onde trabalha com Idelber Avelar) e autor de Brutalidade Jardim, considerado por Zé Celso o melhor livro sobre a Tropicália, proferirá duas conferências que integram o evento O pensamento no século XXI:
- Hoje (24 de maio) - 19 hrs, no Auditório da Reitoria da UFSC
"A arte é uma extensão do corpo. Eu expliquei pro polícia tudo: Waly Salomão e a contracultura brasileira" - Amanhã (25 de maio) - 10 hrs, no Auditório da Reitoria da UFSC
"Três Modernidades Tropicalistas"
Semana de Letras
- Amanhã (25 de maio) às 18:30, na Sala Carlos Drummond de Andrade, no Bloco B do CCE/UFSC
Cinema e Literatura Brasileira, mesa-redonda com Joca Wolff, Cláudia Mesquita e Jair Fonseca - Quarta (26 de maio) - às 10:30, no Auditório do Bloco B do CCE/UFSC.
O velho e o novo. A superação nos estudos de letras, palestra de Raúl Antelo
Last, but not least, um auto-jabá: - Sexta (28 de maio) às 14:20 na Sala 201 do CCE/UFSC.
- marioswald(s): Antropofagia - ontem. hoje. amanhã. GT coordenado por Flávia Cera e do qual participarei, Aos interessados, mais informações:
Resumo: A Antropofagia nasce sob o signo da metamorfose: "marioswald", autonomeação híbrido-composta utilizada pelos dois "pontas-de-lança" de nosso modernismo e recorrentemente invocada nas reapropriações posteriores do canibalismo político-cultural. Por isso, ela nasce também sob o signo da impropriedade, da impossibilidade de fixar uma identidade estável: dentre as peculiaridades da Antropofagia do final da década de 1920, está o fato - pouco percebido pela crítica - de que não há, a rigor, nenhuma obra antropofágica (se Macunaíma era reivindicado pelo "movimento" como sua obra-prima, seu autor, Mário de Andrade, negava veementemente o rótulo e foi, além disso, constantemente atacado pelos antropófagos; Cobra Norato, de Raul Bopp, e o par de romances Miramar/Serafim, de Oswald de Andrade, foram gestados muito antes da Antropofagia; e os quadros de Tarsila do Amaral, muito mais que inspirarem-se no ideário do grupo, foram a sua inspiração). Ao contrário da Poesia Pau-Brasil, fundada na idéia de invenção, i.e., de uma apropriação visando à propriedade, à criação de um legado que possa ser transmitido e inventariado, a Antropofagia define-se como prática sem obra, como um meio sem fim, como um objetivo sem objeto, que aparece/acontece em uma temporalidade não-redutível à linearidade cronológica que funda o tempo da transmissão da propriedade (ou seja, da tradição).
- Da invenção da invenção à posse da posse: Pau-Brasil e Antropofagia
Alexandre Nodari (doutorando CPGL/UFSC) - Saneamento Básico: da lama ao caos
Flávia Cera (doutoranda CPGL/UFSC) - O modernismo nasceu na zona: em torno d'O perfeito cozinheiro das almas deste mundo'
Victor da Rosa (mestre pelo CPGL/UFSC) - Antropofagia e obnubilação. Gregório de Matos e o daimon
Diego Cervelin (mestrando CPGL/UFSC) - Antropofagia e Perspectivismo literário: o outro canibal em Rosa e Mussa
Ana Carolina Cernicchiaro (doutoranda (CPGL/UFSC) - O banquete de Mário de Andrade diante do espelho: questões do corpo híbrido
Evandro de Sousa (mestrando CPGL/UFSC) - Do outro lado do rio: Oswald de Andrade e Paulo Duarte
George França (doutorando CPGL/UFSC)
Na contramão do resto da América Latina, o Brasil optou, em recente decisão do Supremo Tribunal Federal, por "esquecer" juridicamente o Terror de Estado praticado pelos agentes da nossa mais recente ditadura. Que camadas de sentido se sobrepõem nesta decisão? O que ela revela sobre a persistência da ditadura em nossas instituições? Que concepção de Estado e de Direito ela encerra?
Um Tribunal sem Direito
Raphael Neves
Raphael Neves
Murilo Duarte Costa Corrêa
Aos interessados em História Ambiental, ao impacto das migrações humanas nos ecossistemas (e vice-versa), bem como aos distintos modos culturais de concepção e relação com a natureza, recomendo o evento Simpósio Internacional de História Ambiental e Migrações, que acontecerá de 13 a 15 de setembro aqui em Florianópolis. As inscrições de trabalhos vão até segunda, dia 3 de maio.



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