Eleitoreiras: novembro 2010 Arquivo

No dia 31 de outubro, elegemos (o povo brasileiro como um todo, pois, ao que eu saiba, nossa democracia não possui colégios eleitorais ou outros mecanismos aristocráticos que uma certa "democracia" quer espalhar à força mundo afora) a primeira presidenta desse país. Pode não ser o/a presidente dos nossos sonhos, mas é - desculpem a repetição - a primeira presidenta desse país, o que já é muito. Além disso, deixamos de eleger o presidente de nossos pesadelos, o presidente dos Bornhausen, dos ruralistas, dos escravocratas. No primeiro turno, votei na Marina Silva, e até preferia ter votado em outra/o candidata/o petista no segundo (Marta Suplicy e Tarso Genro, por exemplo). E estou ciente de que Dilma será a presidenta de alguns pseudo-Bornhausen, de ruralistas e mesmo de escravocratas (vide a aliança de Mercadante com setores canavieiros de São Paulo). O discurso da vitória de Dilma já deixou bem claro qual será a tônica e a prioridade do governo: indicadores econômicos e distribuição de renda, sendo que educação e meio-ambiente continuarão a ser semi-perfurmaria, ainda que em um eventual governo serrista se limitassem a cores de gravatas. Todavia, ontem dissemos, para usar a expressão de Brizola, um "não rotundo" ao seqüestro da cidadania que o demo-tucanismo promove, dissemos um "não rotundo" ao que há de pior no país e ao que impede a efetivação da política. No dia 31 de outubro, optamos por continuar expandindo nossa democracia. No dia 31 de outubro, votamos pra que o discurso conservador que dominou o segundo turno pudesse sofrer um efeito bumerangue. No dia 31 de outubro, elegemos Dilma para que no dia primeiro de novembro - hoje - pudessemos continuar fazendo o que devemos fazer todos os dias: criticar, pressionar, imaginar, em suma, fazer política.   

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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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