Cenas da vida real

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Existem coisas que acontecem no mundo das celebridades e estão muito afastadas de nós, pobres mortais. Refiro-me à troca constante entre os pares sem que isso acabe ferozmente com a reputação. Mas tenho um causo surpreendente, pelo menos foi para mim, para contar. Dependendo do gosto, a troca foi uma coisa boa, sobretudo, para os que não gostam de sacrifícios, rituais e gostam da Lei (pero no mucho), ou de dar aquela freadinha básica no desejo. Agora, para os fãs d'A História do Olho que curtem uma acefalia, pode-se tomar essa troca como uma traição pessoal.
Vocês sabem por que não encontramos uma discussão, ou uma devoção, ou o menor gesto de que consentimento da existência de Jacques Lacan nos textos de Georges Bataille e vice-versa?
Resposta: porque a companheira de Bataille, Sylivia Bataille, casou-se com Lacan.
Será que ela assinava Sylvia Bataille Lacan? Haja divã.

 

1 Comentários

Troca salutar fez Sylvia. Também faria a mesma se fosse ela.
Ah, a George Sand, pseudônimo de Aurore Dupin, parece que também trocou o Chopin por Nietzsche. Dizem que ela não suportava mais as lamúrias aristocrático-reacionárias do pianista polonês e o deixou em Maiorca enquanto ele compunha o prelúdio A gota d'água. Sugestivo...
Também teve o caso da Cosima, que era filha do Liszt e casada com o famoso pianista e maestro von Bülow. Trocou o maestro por Wagner.