A mediocridade é uma coisa triste de se ver, neste caso, de ouvir. Aquelas que dá vergonha pela pessoa, então... Escrevo esse texto corada de vergonha, tão corada que me deu calor e aqui faz frio, muito frio. Do meu prédio escuto uma gritaria: Você sabe quem eu sou?! BUM! Você quem eu sou?! BUM! Você sabe quem eu sou?! BUM! E um carro sai cantado seus pneus em uma sinfonia que daria inveja a Vivaldi. O mocinho que ameaçava aparece melhor no meu raio de visão com mais quatro caras, aciona o alarme do caro BLIM BLIM, e ordena: Fulano, pega lá o meu casaco! E o idiota foi. Continuaram a vergonhera berrando UWU, III, ÉÉÉ. A minha sorte é que o meu cachorro é amigo da galera, usa internet e tem messenger. Aqui no bairro como temos muitos cachorros na rua, foi criado um centro de inclusão digital para que eles não ficassem ociosos tomando sol o dia inteiro. Meu cachorro avisou o local da gritaria, descreveu perfeitamente os mocinhos descerebrados e pediu, gentilmente, para que eles fossem até lá e resolvessem o problema. Foram. Aqui, agora, faz silêncio e voltei a sentir frio.
MUNDO-ABRIGO é proposição
o dia-dia experimentalizado
não exclui
dirige-se ao
que é vida. Hélio Oiticica
o dia-dia experimentalizado
não exclui
que é vida. Hélio Oiticica
Flávia Cera é doutoranda em Teoria Literária na UFSC.
O desenho que abriga este blog é de Christiano Balz, colorido e tratado digitalmente.
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