Eu falo como uma matraca. Demais, demais. Mas adoro quando fico sem palavras. Quando encontro algum texto perfeito. Daqueles que eu gostaria de ter escrito, daqueles que não dá vontade de ler, mas de gritar. Como no caso desse Spinoza com Agamben:
"'O afeto por uma coisa que imaginamos ser livre é maior do que por uma coisa necessária e, conseqüentemente, ainda maior do que o afeto por uma coisa que imaginamos possível ou contingente. Mas imaginar uma coisa como livre só pode significar imaginá-la, simplesmente, ignorando as causas pelas quais ela foi determinada a agir. Portanto, o afeto por uma coisa que simplesmente imaginamos é, em igualdade de circunstâncias, maior do que o que se tem por uma coisa necessária, possível ou contingente e, por conseguinte, é o maior de todos' (Ética, V).
Ver simplesmente algo no seu ser-assim: irreparável, mas nem por isso necessário; assim, mas nem por isso contingente - é isto o amor".
PS: Relendo o post vi como falo como uma matraca mesmo e não fico sem palavras, seria melhor dizer que fico encantada, qualquer coisa que não envolva o silêncio, pois digo em seguida que tenho vontade de gritar. Afe! Só Lacan me salvará. Ou melhor, me salvaria, porque ele já morreu. Sendo assim, não tenho salvação. Sou um ser irreparável, todo errado, mas irreparável. Aleluia!
"'O afeto por uma coisa que imaginamos ser livre é maior do que por uma coisa necessária e, conseqüentemente, ainda maior do que o afeto por uma coisa que imaginamos possível ou contingente. Mas imaginar uma coisa como livre só pode significar imaginá-la, simplesmente, ignorando as causas pelas quais ela foi determinada a agir. Portanto, o afeto por uma coisa que simplesmente imaginamos é, em igualdade de circunstâncias, maior do que o que se tem por uma coisa necessária, possível ou contingente e, por conseguinte, é o maior de todos' (Ética, V).
Ver simplesmente algo no seu ser-assim: irreparável, mas nem por isso necessário; assim, mas nem por isso contingente - é isto o amor".
PS: Relendo o post vi como falo como uma matraca mesmo e não fico sem palavras, seria melhor dizer que fico encantada, qualquer coisa que não envolva o silêncio, pois digo em seguida que tenho vontade de gritar. Afe! Só Lacan me salvará. Ou melhor, me salvaria, porque ele já morreu. Sendo assim, não tenho salvação. Sou um ser irreparável, todo errado, mas irreparável. Aleluia!


Parabéns pelo blog :)
Alegre e sem palavras,
Luciane
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