NÃO COMPREENDA!
O palimpsesto surge para amparar semanticamente a pior
grafia do, e no, ser humano.
Fosse marcado a ferro e fogo, e ainda cognitivamente, apenas
o jugo físico subsistiria. É o cérebro humano um simples expressivo alvo de
acepções inconstantes e retroalimentares.
Não fosse capaz de entender, ainda assim qualquer cérebro
humano seria capaz de assumir.
Quanto mais informações, mais abaladas suas importâncias
eidéticas. Assim, o reformular não é, senão, sendo, o oposto de suficiência. E
se "ser" fosse oponível, não seria o cérebro humano qualquer relação
de si mesmo, mas de expressões momentâneas corrigidas pela raspagem da velha
cera ou do papiro.
O papel, e atualmente os bytes, são não empíricas e
verdadeiras memórias, e fonte de orgulho humano - em demasiado para
historicistas. Assumem função de reescrever o cérebro humano.
"A tradição (diria Marx) de todas as gerações mortas
oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos".
A melhor grafia do cérebro, então, só o é se dele externado, sem, contudo, conseguir lhe comunicar. Destarte uma pessoa educada forçosamente já esqueceu muita coisa!