NÃO COMPREENDA

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NÃO COMPREENDA!

O palimpsesto surge para amparar semanticamente a pior grafia do, e no, ser humano.

Fosse marcado a ferro e fogo, e ainda cognitivamente, apenas o jugo físico subsistiria. É o cérebro humano um simples expressivo alvo de acepções inconstantes e retroalimentares.

Não fosse capaz de entender, ainda assim qualquer cérebro humano seria capaz de assumir.

Quanto mais informações, mais abaladas suas importâncias eidéticas. Assim, o reformular não é, senão, sendo, o oposto de suficiência. E se "ser" fosse oponível, não seria o cérebro humano qualquer relação de si mesmo, mas de expressões momentâneas corrigidas pela raspagem da velha cera ou do papiro.

O papel, e atualmente os bytes, são não empíricas e verdadeiras memórias, e fonte de orgulho humano - em demasiado para historicistas. Assumem função de reescrever o cérebro humano.

"A tradição (diria Marx) de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos".

A melhor grafia do cérebro, então, só o é se dele externado, sem, contudo, conseguir lhe comunicar. Destarte uma pessoa educada forçosamente já esqueceu muita coisa!

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This page contains a single entry by Ramon Brescovici published on outubro 8, 2008 8:43 PM.

Breve ensaio sobre a delonga na comunicação is the next entry in this blog.

A crescente alternância de opiniões, gosto, receios e desejos, leva o cérebro a reforçar sentimentos, e desejos, escondendo insanidades para contrabalancear, encolhendo a si mesmo.

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