ah, o baden!

| | TrackBacks (0)

 
"Eu sou negro de cor/
Salve, Xangô, meu Rei Senhor/
Vai, vai, vai, vai, não vou
Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor/
Não fui feliz nem infeliz
Eu fui somente um aprendiz
Daquilo que eu não quis
Aprendiz de morrer/
É melhor ser alegre que ser triste
A alegria é melhor coisa que existe/
Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
Um bom samba é uma forma de oração/
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje é branco na poesia
Ele é negro e demais no coração/
Eu sei que ela não pensa
Quanto a indiferença
Dói num coração/
Vendo a vida passar
E essa vida é uma atriz
Que corta o bem na raiz
E faz do mal cicatriz
Vai ver até que essa vida é morte
E a morte é
A vida que se quer /
Vai, vai, vai, vai, amar
Vai, vai, vai, sofrer
Vai, vai, vai, vai, chorar
Vai, vai, vai, dizer

0 TrackBacks

Listed below are links to blogs that reference this entry: ah, o baden!.

TrackBack URL for this entry: http://culturaebarbarie.org/cgi-bin/mt/mt-tb.cgi/91

About this Entry

This page contains a single entry by Ramon Brescovici published on abril 3, 2009 7:36 PM.

Desconforto tamanho-padrão Quadriculado was the previous entry in this blog.

Ascetic - por Bentham em 17xx is the next entry in this blog.

A crescente alternância de opiniões, gosto, receios e desejos, leva o cérebro a reforçar sentimentos, e desejos, escondendo insanidades para contrabalancear, encolhendo a si mesmo.

Links: