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Lula Segura a Vida

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O dono do programa bolsa família se manifestou recentemente, e em seu anúncio consta o mal fadado veto legal: pretende vetar a queda do fator previdenciário.

 

Políticos insistem em sopesar benefícios para si e seu partido, e não lhes acomete pensar em benefícios para a sociedade. Se escrúpulos existissem, Lula jamais diria "meu povo brasileiro" novamente. Deveria, em lugar desta frase, dizer "meus pobres votantes", pois não só quer os pobres para seu partido, como não se importa que permaneçam pobres.

 

Mas o que comporta o INSS e seu sistema, senão correção de seguro obrigatório? Como um seguro de vida você paga prestação ao fim de todo mês, para que quando ocorra um acidente ao segurado, incapacitante ou letal, ou quando fique velho, o INSS lhe devolva o dinheiro segurado. Como na doença, na velhice e na morte se prestaria o seguro de vida.

 

E o que seria o bolsa família senão um seguro social? Em caso de vida social (não errei a frase) o cidadão poderá se enquadrar em mais alguma exigência, de pobreza - que talvez não seja exigida -, para que usufrua uma verba que não passa de um seguro: todos devem pagar impostos, e o Estado brasileiro tem a obrigação de erradicar a pobreza por lei (CF art. 3º).

 

Acontece que o bolsa família é justo, embora notoriamente mal aplicado. Há coerência na aplicação do bolsa família pois o Estado existe em nome do Povo, e quem é o Povo, senão o cidadão que não consegue se fazer incluir na evolução social e estatal?

 

Mas Lula não tem olhos acurados, não percebendo que mantendo o bolsa família e negando a queda do fator previdenciário dá um tiro com potencial de sair pela culatra.

 

Os dois benefícios são seguros sociais: bolsa família para pobres, fator previdenciário para necessitados e aposentados. Aí surge a imbecilidade governamental: se a previdência já cuida dos necessitados fiscalizando minuciosamente antes de liberar um seguro, por que instituir outro benefício aos necessitados?  A solução seria aumentar a abrangência do benefício que já existe para idosos e deficientes, e aplicá-los aos incapazes financeiramente de forma como é aplicado o bolsa família (benefício de assistência, na lei chamada LOAS, lei orgânica da assistência social).

 

Mas Lula não quer saber do justo e do honesto, é político... nenhum político pode ser justo ou honesto.

 

Dar prestação aos pobres através do INSS traria muita facilidade de controle, talvez acabando com os vadios acusados de beberem cachaça com o valor do bolsa família que recebem.

 

Se a previdência é um seguro, deve-se sempre ter em mente que a prestação paga mensalmente irá voltar. Mas no processo de cálculo do seguro, embutem uma conta sem explicação alguma, para que o seguro seja mais lucrativo para o Governo, para que sobre dinheiro para o bolsa família.

 

Ou seja, tiramos do doente e do velho, para dar para o jovem com capacidade de se sustentar, mas que não o faz não se sabe o porquê! Absurdo, jogada política, trouxismo, imbecilidade, e tantos outros sinônimos que nos remetem aos políticos.

 

Lembram-se daquele teste em que mostram figuras disformes e perguntam o que ela significa para você? Deveriam também fazer uma terapia do extravasamento/desestressis: um psicanalista imprimiria 50 fotos de políticos, e lhe mostraria, para que você os ofendesse por pelo menos 5 minutos cada. Seria renovador!

 

Mas se o Governo precisa do dinheiro dos idosos, e por isto instituiu o fator previdenciário, por que, então, insiste em distribuir o bolsa família para os jovens com potencial de trabalho? Se pagasse o bolsa família em troca de escavação de diques, poços, ou para semearem hortas preparadas para a seca, eu pensaria que se importam com todos. Mas, a prestação dura e seca, assim como o é, me remete a pensar: Político, raça estranha que deve ser extinta.

 

A postura estatal pode ser traduzida como "mandinga politiqueira, sem compromisso com o justo nem o honesto, que beneficia somente candidatos, em detrimento dos idosos e da sociedade".

 

Os que pretendem se aposentar, preparem-se, pois o seguro previdenciário obrigatório está sendo revertido para o bolsa família, enquanto o fator previdenciário acaba com o seu investimento na previdência social, em nome dos votos que Lula ganhou, e que o PT ganhará.

 

Vote nulo, ou em branco! Vote nulo ou branco pois todo político é desonesto no sistema que hoje portamos:

 

  • O Brasil não possui cartilha partidária: ou seja, cada partido pode mudar de princípios ao seu bel prazer, sem prestar contas a eleitores. Conseqüência: não há princípios para políticos.
  • A maneira como se ganha influência e poder dentro de um partido não é a mesma forma como se as adquire na sociedade. Conseqüência:  Aquele que quiser se candidatar deve se corromper, pois para convencer os líderes do partido de que deve se candidatar, irá oferecer vantagem a esses líderes. Percebe-se que para se candidatar é necessário desonestidade.
  • A maneira como se executa política é obscura. Conseqüência: Ninguém fica sabendo onde foi parar o dimdim, a bufunfa.

 Ô Lula, fax favô!

Breve ensaio sobre a delonga na comunicação

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UM DEGRAU NA COMUNICAÇÃO

 

A comunicação deve ser explicada para que a compreensão do pensamento seja coerente, completo em sua possibilidade social.

 

A explicação contida na comunicação torna-a, por dispêndio provocado, mais longa, e escusas por estas presentes pretensas linhas.

 

Encurtamentos, da fala que almeja expressar o pensamento, são comuns a várias e diferentes espécies de situações comunicativas.

 

Na oportunidade de a comunicação ter por ambição a Educação, qual seja o crescimento cultural na parte que este não se identifica com a mensura do progresso de "vida" por seu grau de "felicidade" ou "satisfação" - ou uma estúpida idéia de IDH -, tal ambição encontra funesto fim se no desenrolar da comunicação os meios não forem pormenorizados com extremismo. E um antro pouco pormenorizado é o político.

 

O degrau que provoca o desentendimento - misunderstanding -, o entender errado, ou mesmo o entender não tudo, tem origem na própria abreviação da comunicação.                       [Além de outras origens, como o dolo ao usar as palavras, e também devido a alguns ISMOS culturais, como o cristianISMO, em que a culpa cristã - NINGUÉM É CRISTÃO SENÃO POR CULPA INERENTE! - ao se provar tão cogente e sinalagmática, funciona como ESCUDO que barra a comunicação. Há um exemplo no dramático modo como a cultura gerada pelos países de catolicismo exagerado (o nosso, por exemplo) lida com o assunto SEXO! A culpa, elemento central da fé jesuíta, evidencia que o ciclo "desejo e repúdio pelos próprios atos" permanece como experiência própria não compartilhável, pois reprimível, segundo instituições assumidas. Ora, assumir o ato, ante outra pessoa que o reprove, é culpar-se. E interprete a frase medieval "STRONG SHIELD OUR GOD IS STILL"!].

 

Maior tempo de explicação pormenorizada proporciona entendimento à maior número de ouvintes, mesmo que diferenciadas suas capacidades cognitivas, ou conhecimento prévio do assunto.

 

O fim político "progresso cultural" apenas atinge amplo público se evitar adesões a códigos prontos de comunicação, como p. ex. aderir ao desenrolar do jogo de forças de partidos e executivos políticos - e algum dia verão que política não pode ser profissão? Neste contexto cultural há excesso da falta de ostracismos. Isto porque o ostracismo é apenas mais uma força política que aderiu aos costumes e códigos de conduta não pormenorizados.

 

Mas principalmente, diminuiria o intento em "tornar-se político" desses profissionais a manifestação - toda manifestação é política - contra a carreira eletiva, rechaçando velhos lobos do poder, causando-lhes maior chance de falhas e descrédito.

 

Não explicar, ou seja, permitir a não compreensão, é pratica de dominação, visto que passa a diferenciar o povo com conhecimento daquele sem tal qualidade, trata-se de capacidade decorrente da possibilidade (ou falta dela), e não de interesse latente.

 

Assim, permitir que haja um degrau, um vão, ou mesmo um desentendimento de obrigações públicas ou função e dever político é falhar o fim através dos meios, qual seja o próprio meio ou veículo de comunicação. Alguns, talvez, insistissem que debato cidadania, contudo para mim cidadão somente significa que é possível provar que nasceu, com vida, na Terra! (não é pleonasmo, refiro-me à lei civil brasileira).

 

Este degrau enseja perpetuação a si na medida em que, acolhido e permitido - não distante da culpa cristã - exige novo esclarecimento, que não é dado já que a comunicação busca rapidez em lugar de cultura. Já que o primeiro esclarecimento não fora dado. Já que pouco esclarecido, o povo contém-se.

 

Assim os ouvintes não apenas não entendem o discurso, mas também deixam de tomar conhecimento da própria maneira de ser do discurso, do erro provocado pela maneira de ser e se apresentar do discurso.

 

A ignorância (e me considero um ignorante) atinge proporções não apenas quanto às virtudes do declarante, mas ainda quanto à existência de um degrau contido na comunicação como meio. Tendo, obviamente, a cultura ou o conhecimento, por fim.

 

Assim, o fim educação, corolário da igualdade como dever político, exige dos discursantes da política, através do meio comunicação melhor e mais pormenorizada explicação de feitos do governo e intenções políticas.

 

Caso o Presidente vá "ao ar" seja ao vivo, ou em noticiários televisivos ou radioativos, fala tão pouco que nem serve para dizer quando o miojo ficou pronto na panela.

 

E se a função dos poderosos é enganar, qual a função dos sem poder?

 

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