2010 foi tão incrível. As coisas, em geral, tornam-se legais quando se transformam em imagens. Quando os fantasminhas que nos desesperaram ou nos alegraram passam ao nosso convívio imagético (que, claro, tocam nossos corpos porque os acontecimentos deixam marcas), as coisas começam a fazer sentido, pois conseguimos montar séries, juntar as pecinhas e essa é sempre uma experiência bacana. É assim que podemos olhar para frente; é assim que percebemos que estamos construindo nossas histórias e as histórias do mundo (ou dos mundos, sabe lá), que elas têm erros e acertos, que estamos no mundo, que estamos com os outros, etc.
Acho que etc foi a palavra que mais usei esse ano. Creio que esse uso abusivo tenha sido por causa da eleição presidencial que demandou discussões infinitas, cansativas, agressivas, ou seja, etc (mas ela não foi só chatice, foi por causa das eleições e do meu falatório infinito que conheci um amigo queridíssimo). Ou, talvez, o etc tenha sido a saída que encontrei para dizer que não é possível dizer tudo, que sempre tem um excesso ou uma carência de sensível que fica fora da linguagem. Isso pode ser uma consequência grave das muitas leituras de Freud que fiz esse ano. Freud me ajudou olhar a vida com mais leveza, com mais paciência, me orientou em um pensamento ético radical. O que foi muito muito bom. Em decorrência ou não disso tive gastrite e dores musculares terríveis porque nem tudo é só alegria e a vida é uma experiência intensa.
Em março conheci pessoalmente um filósofo italiano que me apresentou uma perspectiva radicalmente nova das imagens e foi determinante para me fazer voltar a acreditar que o mundo é mágico, que Mickey Mouse pode ser a resposta para muitas questões filosóficas, que nosso corpo tem o tamanho do mundo, etc
E voltei com o blog, que só me trouxe alegrias e bons encontros. Aliás, este ano fiquei cercada de pessoas incríveis (aqui, em casa, na rua, no mundo, enfim), foram elas também que tornaram todos esses acontecimentos, essas conclusões e meu sorriso satisfeito neste fim de ano, possíveis. Thanks =)
Feliz ano novo!
PS: Dilma assume amanhã. A primeira mulher presidente do país. O ano começa bem =)
Acho que etc foi a palavra que mais usei esse ano. Creio que esse uso abusivo tenha sido por causa da eleição presidencial que demandou discussões infinitas, cansativas, agressivas, ou seja, etc (mas ela não foi só chatice, foi por causa das eleições e do meu falatório infinito que conheci um amigo queridíssimo). Ou, talvez, o etc tenha sido a saída que encontrei para dizer que não é possível dizer tudo, que sempre tem um excesso ou uma carência de sensível que fica fora da linguagem. Isso pode ser uma consequência grave das muitas leituras de Freud que fiz esse ano. Freud me ajudou olhar a vida com mais leveza, com mais paciência, me orientou em um pensamento ético radical. O que foi muito muito bom. Em decorrência ou não disso tive gastrite e dores musculares terríveis porque nem tudo é só alegria e a vida é uma experiência intensa.
Em março conheci pessoalmente um filósofo italiano que me apresentou uma perspectiva radicalmente nova das imagens e foi determinante para me fazer voltar a acreditar que o mundo é mágico, que Mickey Mouse pode ser a resposta para muitas questões filosóficas, que nosso corpo tem o tamanho do mundo, etc
E voltei com o blog, que só me trouxe alegrias e bons encontros. Aliás, este ano fiquei cercada de pessoas incríveis (aqui, em casa, na rua, no mundo, enfim), foram elas também que tornaram todos esses acontecimentos, essas conclusões e meu sorriso satisfeito neste fim de ano, possíveis. Thanks =)
Feliz ano novo!
PS: Dilma assume amanhã. A primeira mulher presidente do país. O ano começa bem =)

