Não Compreenda!: novembro 2008 Archives

GROO

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       Alguem conhece este patife,
    quero dizer, putardo
        quero dizer, estúpido
 quero dizer, habilidoso assassino
                     é um personagem de quadrinhos
      Groo é burro
             Grro é estúpido
                    Não, Groo é humano!!!!
  Groo é....
afff
leia quadrinhos de Groo, você vai entender, se for esperto para ver que Groo é burro


Groo:

"Que isso lhe sirva de lição de VIDA, não estivesse ela terminando, agora!"

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Eegoísmo ou não, as vezes confundimos as importancias daVIDA

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FREE THINKING RENEGATES SOCIAL*

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Poderia traduzir por "Pensamento liberal renega o social".

A origem da frase é de uma música, chamada Head Full of Ghosts (Cabeça cheia de fantasmas). Permita-me admitir que a frase não seja exata, mas para isto serve o Palimpsesto: trocar, riscar, reescrever, mudar.

"O que é o cérebro humano senão um palimpsesto imenso e natural? Meu cérebro é um palimpsesto e o seu também, leitor. Inúmeras camadas de idéias, de imagens, de sentimentos caem sucessivamente sobre seu cérebro, tão docemente como a luz. Pareceu que cada uma sepultava a precedente. Mas nenhuma, na realidade, pereceu."  Baudelaire, Charles. Les fleurs du mal.1972

Do original "Free thinking renegade social", surgiu a insípida idéia de que o pensamento livre realmente renega (re-negates) o pensamento social.

Re-escrever, re-pensar, re-planejar, re-viver. Sempre alternando, alterando, reformulando.

Pensar livremente, permaneça claro durante esta intenção, não é o oposto a pensar o que mandam, mas opõe-se a não pensar apenas em si. "Pensar social".

Se dever cívico pressupõe um dever, então pressupõe pensar, formular, estipular (ETIFICAR! MORALIFICAR!) uma forma. Liberdade econômica carrega consigo a possibilidade de ganhar tanto dinheiro quanto se pensar poder, renegando qualquer idéia de dever.

Falamos, por aí, em dever cívico, dever social, e até há algumas placas por aí confundindo dever cívico com dever econômico. "Quem dá esmola não dá futuro". Absurdo.


Erradicar a pobreza não significa em si aumentar vertiginosamente o consumo daqueles que hoje pouco consomem por incapacidade monetária, mas diminuir a capacidade e vontade de consumo como regra geral da nação diante de um perigo que acusa ser necessário renunciar

"a essa corrida louca para um consumo cada vez maior. Isso não é apenas necessário para evitar a destruição definitiva do meio ambiente terrestre, mas também, e sobretudo, para sair da miséria psíquica e moral dos homens contemporâneos. Seria, pois, necessário que, a partir de agora, os seres humanos (refiro-me agora aos países ricos) aceitassem um nível de vida decente, mas frugal, e renunciassem à idéia de que o objetivo central de suas vidas é de que seu consumo aumente em 2% ou 3% ao ano." E "uma verdadeira democracia comportando a participação de todos na tomada de decisões, uma outra organização da Paidéia para formar cidadãos capazes de governar e de serem governados, como disse admiravelmente Aristóteles"*1.

 

Pensar em si mesmo, econômica e livremente, renega o dever econômico social.

 

Faz-me lembrar de nossos colonizadores, tanto espanhóis quanto portugueses (pois refiro-me à América latina). Deram-se a liberdade de usufruir de todas as riquezas destas terras. Exterminaram índios, incas... até me arrepio com isso tudo. Pior ainda o que fizeram com os africanos. Porém, hoje, quando um latino, ou um africano, tenta entrar em seus países, são barrados, porque são mão de obra excedente, não os querem, não os necessitam, não os suportam.

 

Se assim pensado seja o liberalismo, usufruir até que possível, e depois negar responsabilidade, entao se isto é pensamento liberal! Libertem-se!

 

Houvesse um juízo justo e bom, internacional, condenaria a Inglaterra, a França, Portugal, outros tantos, a pagarem o roubado ouro com correção monetária, juros, e má-fé em benefício dos extorquidos, exterminados africanos e americanos, teríamos que ter nova concepção de valor, pois capital nenhum seria suficiente.

 

Mas eles negam até mesmo um visto de turismo, extraditam, e continuam extorquindo economicamente, um imperialismo escuso, escondido, subliminar, censurador.

 

Em NOSSA sociedade (poxa, não gosto de admitir que pertenço à esta sociedade inóspita) pensar livremente, ou seja, adquirir economicamente tudo quanto se consegue, é renegar o social.



1 CASTORIADIS, 2002, p. 111.

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A crescente alternância de opiniões, gosto, receios e desejos, leva o cérebro a reforçar sentimentos, e desejos, escondendo insanidades para contrabalancear, encolhendo a si mesmo.

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