É curioso pensar, em tempos "pós-modernos", binariamente. Existem tantos filósofos quanto motivos para compreender mais interessante que pensar A ou B, é pensar A e B. Mas, diante dos fatos, nem tudo pode ser visto assim. Acho isso bem engraçado porque implica, para mim, questionar as próprias fontes, os próprios mestres, e blá. Embora eu pense que um projeto político para o Brasil ou para qualquer lugar do planeta tenha que superar esse tipo de escolha, quando me deparo com uma coisinha dessas http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/sergiomalbergier/ult10011u649479.shtml minha fúria se acende. Af!
Amo Caetano Veloso de todo meu coração. Amo mesmo. Amo Lula de todo meu coração. Amo mesmo. Então, teoricamente, o mais interessante aqui seria termos Lula e Caetano e não Lula ou Caetano. Mas não dá. Lendo a coluna da Folha, definitivamente, não dá. O problema todo não é Caetano dizer que Lula é analfabeto, whatever. Eu não sou boba de pensar que Caetano descarte Lula em nome disso. O problema é que o "ingênuo" Caetano acaba alimentando a mídia safada que ele tanto critica. Ele dá argumentos para o cara chamá-lo de "um dos poucos machos políticos" e "corajoso". Não preciso manifestar meu repúdio a associação de coragem e macho, da associação de inteligência e macho, de inventividade e macho e todas as variações positivas com macho. Assim fica difícil querer eleger uma presidenta, fica difícil de acreditar no que ele "quer dizer". Daí o que nos resta é a velha fórmula "Tupi or not tupi?" Resta, enfim, escolher: Lula ou Caetano?
PS: O caso FHC nem comentarei, ele merece minha insignificante indiferença.
Amo Caetano Veloso de todo meu coração. Amo mesmo. Amo Lula de todo meu coração. Amo mesmo. Então, teoricamente, o mais interessante aqui seria termos Lula e Caetano e não Lula ou Caetano. Mas não dá. Lendo a coluna da Folha, definitivamente, não dá. O problema todo não é Caetano dizer que Lula é analfabeto, whatever. Eu não sou boba de pensar que Caetano descarte Lula em nome disso. O problema é que o "ingênuo" Caetano acaba alimentando a mídia safada que ele tanto critica. Ele dá argumentos para o cara chamá-lo de "um dos poucos machos políticos" e "corajoso". Não preciso manifestar meu repúdio a associação de coragem e macho, da associação de inteligência e macho, de inventividade e macho e todas as variações positivas com macho. Assim fica difícil querer eleger uma presidenta, fica difícil de acreditar no que ele "quer dizer". Daí o que nos resta é a velha fórmula "Tupi or not tupi?" Resta, enfim, escolher: Lula ou Caetano?
PS: O caso FHC nem comentarei, ele merece minha insignificante indiferença.

