"Agência Senado -
E quanto à proposta do chanceler Celso Amorim, de o Brasil abrir seu
mercado para os produtos manufaturados e, em contrapartida, os europeus
e americanos reduzirem, substancialmente, os subsídios pagos aos seus
produtos agrícolas?
Kátia Abreu
- Eu acho importante que isso aconteça. Eu acredito que tenha que
haver perdas
e ganhos. Então, o que o Brasil sabe fazer de melhor? Eu
não vou contrariar minha vocação: se eu me acho competente como
psicóloga, para que eu vou fazer Engenharia? Se o Brasil é competitivo
na produção de alimentos - ele é imbatível! - para que vai brigar para
produzir aquilo em que não tem competência? Nós temos que trabalhar
para fortalecer a indústria nacional - que é importantíssima para o
país - importando bens de capital e tecnologia, qualificando a
mão-de-obra e criando linhas de financiamentos, se for preciso, sem
juro nenhum. Bens de capital deixam a empresa nacional competitiva.
Você vai perder em não cobrar juros no empréstimo, mas você vai ganhar
muito mais porque ela vai produzir muito mais e isso significa impostos
que o Estado recebe. Agora, nós temos que expandir o nosso mercado,
porque nós podemos produzir muito mais do que produzimos hoje, para
exportar. Não adianta a gente produzir muito alimento e depois não ter
para onde mandar. Esses mercados têm que ser abertos, é um objetivo
nosso."
Palácio Real d'Ajuda 1785:
Eu
a rainha.
Faço saber aos que este alvará virem: que sendo-me presente o grande número de fábricas, e manufaturas,
que de alguns anos a esta parte se tem difundido em diferentes capitanias do
Brasil, com grave prejuízo da cultura, e da lavoura, e da exploração das terras minerais
daquele vasto continente; porque havendo nele uma grande e conhecida falta de
população, é evidente, que quanto mais se multiplicar o número dos fabricantes,
mais diminuirá o dos cultivadores; e menos braços haverá, que se possam
empregar no descobrimento, e rompimento de uma grande parte daqueles
extensos
domínios, que ainda se acha inculta, e desconhecida: nem as sesmarias,
que formam outra considerável parte dos mesmo domínios, poderão prosperar, nem
florescer por falta do benefício da cultura, não obstante ser esta a
essencialíssima condição, com que foram dadas aos proprietários delas. E até
nas mesmas terras minerais ficará cessando de todo, como já tem
consideravelmente diminuído a extração do ouro, e diamantes, tudo procedido da
falta de braços, que devendo empregar-se nestes úteis, e vantajosos trabalhos,
ao contrário os deixam, e abandonam, ocupando-se em outros totalmente
diferentes, como são os das referidas fábricas, e manufaturas: e consistindo a
verdadeira, e sólida riqueza nos frutos, e produções da terra, as quais somente
se conseguem por meio de colonos, e cultivadores, e não de artistas,
e fabricantes: e sendo além disto as produções do Brasil as que fazem todo o
fundo, e base, não só das permutações mercantis, mas da navegação, e docomércio entre os meus leais
vassalos habitantes destes reinos, e daqueles domínios, que devo animar, e
sustentar em comum benefício de uns, e outros, removendo na sua origem os
obstáculos, que lhe são prejudiciais, e nocivos: em consideração de tudo o
referido: hei por bem ordenar, que todas as fábricas, manufaturas, ou teares de
galões,
de tecidos, ou de bordados de ouro, e prata. De veludos, brilhantes, cetins,
tafetás, ou de outra qualquer qualidade de seda: de belbutes, chitas,
bombazinas, fustões, ou de outra qualquer qualidade de fazenda
de algodão ou de linho, branca ou de cores: e de panos, baetas, droguetes, saietas
ou de outra qualquer qualidade de tecidos de lã; ou dos ditos tecidos sejam
fabricados de um só dos referidos gêneros, ou misturados, tecidos uns com os
outros; excetuando tão somente aqueles dos ditos teares, e manufaturas, em que
se tecem, ou manufaturam fazendas grossas de algodão, que servem para o uso, e vestuário dos negros, para enfardar, e
empacotar fazendas, e para outros ministérios semelhantes; todas as mais sejam
extintas, e abolidas em qualquer parte onde se acharem nos meus domínios do
Brasil, debaixo da pena do perdimento, em tresdobro, do valor de cada uma das
ditas manufaturas, ou teares, e das fazendas, que nelas, ou neles houver, e que
se acharem existentes, dois meses depois da publicação deste; repartindo-se a
dita condenação metade a favor do denunciante, se o houver, e a outra metade
pelos oficiais, que fizerem a diligência; e não havendo denunciante, tudo
pertencerá aos mesmos oficiais.
Dado no Palácio de Nossa Senhora
da Ajuda, em cinco de janeiro de mil setecentos oitenta e cinco.
Presidente do STF visita a Casa Cor com sua Guimar e o advogado José Antonio Toffoli
Acostumados a lidar com temas
densos em sua rotina, o ministro Gilmar Mendes (54), presidente do Supremo
Tribunal Federal, e José Antonio Toffoli (41), advogado Geral da União,
apreciaram as belezas dos 63 ambientes que ocupam os 18 mil m2 da Casa Cor Brasília
2009, realizada no Clube do Servidor. Acompanhado da mulher, a advogada Guiomar
Feitosa Mendes (57), com quem é casado há três anos, Gilmar passeou pelos
espaços e ficou especialmente impressionado com o Quarto do Bebê, projetado por
seus enteados, Arnaldo Pinho (26) e Daniele Feitosa (33). "Ficou lindo,
aconchegante e, principalmente, seguro para um bebê. Os dois são muito
talentosos", ressaltou ele. "Me orgulha essa parceria dos dois. Eles
sempre foram muito unidos e se completaram neste projeto", elogiou
Guiomar.
Encantado com a transformação do Clube do Servidor, que abrigará a Escola da
Advocacia Geral da União e atividades da Casa da Justiça e da Cidadania,
Toffoli não economizou elogios. "Estou impressionado. A Casa Cor promoveu
a restauração de um patrimônio histórico do DF", disse ele, com a noiva,
Roberta Rangel (37). "Os jardins são um capítulo à parte, o projeto de
iluminação os valoriza ainda mais à noite", elogiou Roberta.
Na ocasião, a subsecretária de Informações, Promoções e Turismo do Governo do
DF, Solete Foizer (47), sua sogra, Isaura Canhedo (72), e a sobrinha Ana Luiza
Canhedo (8) também visitaram a mostra e foram ciceroneadas por Moema Leão (64)
e Eliane Martins (44), sócias do empreendimento que presta homenagem ao
paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994), que completaria seu centésimo
aniversário este ano.
Os jornais (agência EFE) divulgaram a notícia, ok. Mas só aqui no Quarentena há uma tradução eletrônica da carta dos comunistas de São Petesburgo enviada a Madonna, que trata sobre a sua apresentação na antiga Leningrado a ser realizada em breve. Entre outras reivindicações, o grupo pede que Madonna cante canções revolucionárias e que experimente a culinária russa. Versão original disponível no site http://kplo.ru/
[KKOMMUNISTY] TURNED TO THE MADONNA Press E-mail 28.07.2009 g. In connection with the assigned to the 2nd of August concert of madonna over the palace area, the Communists of Petersburg and Leningrad region turned themselves to west priest- wonder with the open letter: Madonna! You arrive to Russia and intend to sing over the palace area. We, Communists, although we are not the worshippers of your creation, recognize after you talent and popularity among the music lovers, and we also respect you for the sympathy to the children of Africa. And although many representatives of Russian of community issued a call to forbid your concert, we decided to relate by your arrival with restraint. Sing. Image However, you do understand, in what place you will sing, make counter on the head, bridge, be missed on the fifteen-meter metallic uvula and stare eyes?! These are not only the historical center of the most beautiful city of peace, this place, where occurred the Great October Socialist Revolution, the assault of winter, arrest by revolutionary soldiers and by the sailors of cursed provisional government. Specifically, here, where workers now erect your expensive [nekrizisnuyu] scene, began for the entire world 1917- m to year new era. And you must understand your responsibility, fulfilling [shlyagery] in this place. Here it is not possible to twirl [popoy], to be lightly dressed, to be twisted on six and to [privechat] [lesbiyanok]. It is necessary to dress modestly, to sing melodiously and to remember about the standards of morals. We greatly request you, madonna, to include in our repertoire over the palace area any revolutionary song in the honor of participants in the assault of winter. For example, boldly comrades into the foot, the international or you by victim fell in the fight of fateful. Well, or at least Marseillaise. In its time of Edith [Piaf] sang it on the cruiser the aurora and you at least from the principle must not yield to Frenchwoman. We propose to you to include cap with the red ribbon, seaman pea jacket, vest and Mauser in our stage cloakroom. And, the certainly Red Banner of labor. You be sequential to the end - indeed you compared [Makkeyna] with Hitler, scolded war in Iraq and praised Martin Luther King. Before the performance of revolutionary songs to you remained one step. And then we will arrive on your concert, if party payments are sufficient. We want to also directly express our criticism to you. You superficially approached the acquaintance with Russia. Instead of that word,withwhich you would turn herself to the Russian worshippers, better would learn name "Lenin" or USSR these words know in our country and it is old and the Mladas. Furthermore, us offends the fact that you you will bring with yourself your food. Russian kitchen is one hundred times better than the English, where one viscous bunting alone and cloying puddings. Try our pancakes, cabbage soups and fresh milk and you will understand, as much lost into [zhizni]" Bureaus of the Central Committee KP
Essa acaba de sair no Estadão e merece destaque, já que demonstra a que ponto de desespero chegou a tucanagem e a mídia.
FHC diz estar disposto a ampliar diálogo com Lula
RENATO ANDRADE - Agencia Estado
terça-feira, 7 de julho de 2009
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se mostrou disposto a ampliar o diálogo com o governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas disse que a iniciativa tem de ser tomada por quem está no Poder. Durante a solenidade de comemoração dos 15 anos do Plano Real, no plenário do Senado, o líder do PT na Casa, Aloizio Mercadante (SP), defendeu uma conversa frequente entre Lula e FHC. "Quem pode dizer ''vamos juntos'' não sou eu, é quem está por cima", respondeu Fernando Henrique. "Quando estive por cima, eu tentei", acrescentou, referindo-se às tentativas de diálogo com o PT durante seus dois mandatos.
Será que FHC ou os jornais tucanos perderam a noção do ridículo?
"... Jesus, o que é que essa mala vai querer dizer agora ..."
Quando alguém nos pergunta se vamos bem quando nos encontra na rua, por politesse, respondemos de pronto: "Tudo vai bem e com você?" Ou seja, ainda que a vida esteja um caos, dizemos umas mentirinhas para não ser desagradáveis, mesmo quando aquele que nos interpela é uma "mala". E depois disso vai cada um pro seu lado pensar em outra coisa e levar sua vida. Parece, no entanto, que o Fernando Henrique levou completamente a sério a sugestão palaciana de Mercadante, achando que os petistas estão morrendo de vontade em escutar as palavras de sabedoria do PSDB. Mais do que isso, o presidente aposentado tem um ego tão grande e ridículo que acha que sua companhia é um privilégio ou que o país estaria melhor com seus conselhos. Tudo bem, até concordo que por política ou politesse alguns encontros intrapartidários possam ocorrer, mesmo que por puro espetáculo. Daí essas fotos de Dilma com Serra, Lula com Sarney, Heloísa Helena com ACM, etc. Mas achar que mala do FHC seja uma figura política atualmente proeminete é cômico demais.
Em seu blog, o colunista da Veja Reinaldo Azevedo diz publicamente que defende o golpe em Honduras e que o verdadeiro golpe fera a política de Zelaya. Como está no blog "A Torre de Marfim" eu também digo que não sabia nada sobre Honduras ou sobre o presidente. No entanto, o mínimo para um liberal e democrata decente seria defender que, caso a Suprema Corte tenha sido desrespeitada, que um processo de Impeachment se inicie no Congresso do país. Defender a deposição de um presidente por meio de armas é algo impensável de ser apoiado.
Agora acho que vou começar a falar da Veja e do Estadão (que publicou notícias bem tendenciosas) segundo a nomenclatura proposta pelo Pauo Henrique Amorim, ou seja, esses atuantes da mídia são o PIG (Partido da Imprensa Golpista). Ainda mais que meu blog teve recentemente várias alusões a porcos. Antes que eu me esqueça aqui vai uns trechos do Azevedo:
(leia primeiro o
post abaixo) Quem é golpista em Honduras? Os militares? Por
enquanto, não! Por enquanto, eles estão cumprindo sua função constitucional.
Constatar o que digo é fácil: basta saber ler. Manuel Zelaya, presidente que foi
levado à Costa Rica pelos militares, é um palhaço chavista, teleguiado por
Caracas. Tentou reproduzir em Honduras o modelo de instalação de ditaduras posto
em prática na Venezuela, na Bolívia e no Equador. O Beiçola de Caracas lidera
uma fila de delinqüentes que decidem recorrer à democracia para implementar
regimes de força.
Zelaya queria fazer um referendo que foi
declarado ilegal pelo Congresso, pela Promotoria e pelo Poder Judiciário. Nada
menos. No seu próprio partido, o apoio não foi unânime. Deu ordens aos militares
consideradas inconstitucionais pela Justiça. Nesses casos, fazer o quê? Boa
questão, não é mesmo? É preciso chamar a democracia de uniforme se todo o resto
vai para o brejo.
CHAMAR A DEMOCRACIA PELO UNIFORME!!!! Vejam a que ponto o PIG chegou.
O BRASIL NUNCA TEVE UMA DIREITA DECENTE. Talvez tenhamos tido alguns conservadores (penso no Centro Dom Vidal, uns retrógrados em um país de miseráveis, mas inteligentes sem dúvida) que de forma alguma era idiotas, mas Liberais mesmo está difícil de achar.
Se algum leitor tiver uma sugestão fico grato em receber.
Ex-presidente da República THC,
na 3ª Reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia defende a
descriminalização da maconha. Diz o aposentado que "Nosso objetivo é abrir
o debate para acabar com o tabu. Essa história de guerra contra as drogas não
resolve. É preciso ter outras ações que levem à redução da demanda".
Enquanto isso, no plácio da justiça...
Super José Serra está mais do que
nunca empenhado na GUERRA CONTRA O TABACO, que remonta desde a sua permanência
no Ministério da saúde. O governador conseguiu que a Assembléia Legislativa de SP aprovasse o
projeto de Lei que proíbe o cigarro em ambientes fechados, desde fumódromos em
restaurantes até casas noturnas. O bom é que ela vem para salvar os próprios
fumantes. Vitória da Medicina. Para saber exatamente o que e onde fica proibido
clique aqui.
E como se não bastasse...
"Vou querer três. Mas é da boa?" "Tás me
chamando de ladrão seu f*&ho da p#%a ?" "Não, não, me vê logo então...
Quanto dá" "ta um real cada bolacha". Joãozinho, da terceira série, cuja mãe não
permite que ele se perca na vida e acabe com sua saúde, apela a Pedrinho, da
quarta, para comprar clandestinamente algumas bolachas que ele consegue trazer
ao recreio. O cenário já é completamente possível com a aprovação por unanimidade no dia 15 de Abril de 2009 pela Assembléia Legislativa de São Paulo
do projeto de Lei 1356/07, o qual proíbe a venda de refrigerantes, coxinhas e
bolacha recheada nas cantinas das escolas. Trata-se de uma proibição de
alimentos com baixo valor nutricional ou que contenham substâncias maléficas à
saúde, como a gordura trans. Uma boa forma de se ensinarresponsabilidade as crianças: não pode e
pronto. O que deveria vir de casa e ser um progressivo ensino de moderação,
acaba por ser um novo decreto que pretende impor a saúde goela abaixo. As
autoridades esqueceram o porquê das crianças gostarem de biscoitos ou
refrigerante: comem porque é saboroso. Quem não gosta de algo que sacia o paladar? Estaremos salvando as crianças de seus apetites? Não. Eles continuarão lá. É ilusório pensar que se pode proteger seres humanos de serem humanos e assustador observar que a cada dia essas políticas sanitaristas se mostram mais evidente..
Por um lado, coloca-se um cardápio na escola que prima somente pela científica
classificação de valor nutritivo ou pela utilidade do alimento. Pois bem: NÃO
SE VIVE APENAS DE NECESSIDADE. Ao contrário dos bichos, que vivem bem com ração
(que controla os nutrientes), não creio que submeter pessoas a um cardápio
regulado desenvolva seu senso de responsabilidade ou que respeite a sua
dignidade de buscar comer algo mais agradável do que o estritamente necessário.
Agora elas não podem comer "porcarias" dentro dos muros da escola. Mas nada as
impede de ir comprar no bar da próxima esquina na saída. E, sobretudo, não se retira o desejo delas. A estratégia então se converte em nem mesmo deixar conhecer algo que possa desviá-las do caminho certo, da saúde. Um outro cenário
sombrio: talvez iremos ver surgir o tráfico do biscoito recheado no recreio de
escolas cada vez mais saudáveis. Uma transgressão dos pequenos para que possam continuar a ser gente, tal como os jovens do Irã trapaceiam os aiatolás para poder ter o mínimo de bebidas em festas. A não! Já dei mais uma idéia para o Médico Maluco! Melhor parar por aqui...
Satélites da Rússia e dos EUA colidem no espaço - (BBC Brasil)
Dois satélites de comunicação - um da Rússia e um dos Estados
Unidos - colidiram no espaço na última terça-feira, segundo informações
divulgadas pela Nasa, a agência espacial americana.
A colisão ocorreu cerca de 780 km acima do território da Sibéria, na Rússia,
e é a primeira já registrada entre satélites.
Um dos equipamentos pertencia à companhia americana Iridium, e orbitava em
alta velocidade quando bateu em um satélite russo desativado.
Segundo a Nasa, o impacto produziu uma gigantesca "nuvem" de
escombros, que poderiam atingir e até destruir outros satélites.
Mas, de acordo com a agência americana, o risco para a Estação Espacial
Internacional e seus três astronautas é pequeno, já que ela orbita a Terra a
uma distância de 435 km abaixo da rota da colisão.
O acidente também não deve interferir nos planos da agência de lançar um
ônibus espacial no final de fevereiro.
Rastreamento
O satélite russo que estaria desativado foi lançado em 1993 e pesava 950 kg,
enquanto o Iridium pesava 560 kg e foi lançado em 1997.
A Nasa acredita que ainda vai levar algumas semanas para conhecer melhor a
magnitude da colisão. Mas as centenas de destroços já estaria sendo rastreadas.
Segundo o correspondente da BBC na Flórida, Andy Gallacher, espera-se que a
maior parte desses escombros acabe se queimando na atmosfera terrestre.
As agências espaciais monitoram dezenas de objetos no espaço rotineiramente.
Cerca de 6 mil satélites já foram colocados em órbita desde 1957.
Em um ensaio intitulado "O DNA espartano", publicado no jornal A Notícia
de Joinville em 4 de Setembro de 2005, o governador do Estado de Santa Catarina
Luís Henrique da Silveira levanta a questão para a bravura e a força da
opulenta cidade-estado grega de forte tradição militar em razão da seleção que
era imposta às crianças que nasciam. Aquelas que não se demonstrassem aptas o
suficiente, eram livremente mortas porque sua vida poderia significar um perigo
à manutenção da polis. Segundo o governador, no entanto, atualmente é possível
procurar a saúde espartana com as novas técnicas da ciência, a qual não teria
parado de evoluir desde a célebre teoria de Darwin. Neste sentido, diz o
governador:
Biotecnologia, engenharia genética, manipulação de
embriões são alguns dos nomes das novas especialidades que vêm fazendo, com
incrível velocidade, o que a natureza levou séculos e milênios para fazer.
Quando era menino, na década de 50, meu ao e nossos vizinhos disputavam para
ver quem obtinha mais latas de banha, ao abaterem um de seus porcos. Hoje, o
chamado porco light é quase só carne e zero de banha. A ciência vem garantindo
uma redução fantástica nas perdas agrícolas, não só por oferecer informações
precisas sobre o clima, rastreadas da terra do satélite artificial, como também
por produzir sementes mais produtivas imunes às pragas.
A clonagem já garante a reprodução de espécies
homogêneas. Logo, logo, vai também representar uma evolução ainda mais
aprimorada dos rebanhos. Os estudos, avançados, do genoma já nos sinalizam para
a cura das doenças provocadas pela desorganização celular. Certamente, começará
com medidas preventivas, como a vacinação contra Aids, câncer. Mas avançará na
cura, em qualquer estágio da doença, pela simples intervenção genética, na
recomposição da célula. As pessoas poderão se valer da ciência, para evitar que
seus filhos nasçam feios, deformados, deficientes ou idiotas. Ou até mesmo - e
essa vai ser a grande questão do século - escolher para que crianças nasçam clones
de algum gênio ou adônis. Nesse mundo de notícias tão ruins, esta é a mais
alvissareira de todas: a eugenia, doravante, vai ficar por conta dos prodígios
da ciência, não da barbárie das adagas.
Giorgio Agamben, em Homo Sacer, relembra a carne de porco como objeto de
estudo na obra Lectures on the religion of the semites, do autor Robertson
Smith, que foi inspirador tanto de Emile Benveniste como de Freud. A carne de
porco seria apenas um exemplo do que é muito comum nas religiões semíticas,
qual seja, a ambivalência do sacro entre a pureza e a impureza. Em um sentido
mais corriqueiro, o porco é visto como insalubre e fedido. Inclusive é
considerado tabu no islamismo. Por outro lado, é notório que em boa parte do
ocidente o porco simbolize prosperidade, tanto que é o prato preferido nas
ceias de reveillon, e também é geralmente a um porquinho que as crianças
depositam a confiança de suas primeiras moedinhas. Chegar-se-ia, assim, à
conclusão de que a sacralidade está fundada nesta ambivalência entre um pertencimento
ao mesmo tempo sagrado e profano.
No entanto, o próprio Giorgio Agamben chega logo após a exemplificar que
os porcos que eram mortos pelos romanos podiam tanto ser denominados puri ou mesmo sacres. Portanto, antes de se insistir naquela distinção teológica
da ambivalência, e "de contradizer a insacrificabilidade do homo sacer, o termo
aqui indica uma zona originária de indistinção, na qual sacer significa simplesmente
uma vida matável" (p. 93). Ou seja, há simplesmente um corpo à mercê de um
poder de morte e que, segundo Agamben, é a relação que marca o nómos central da política contemporânea,
a qual, bem para além dos porcos ou dos lobos, pode ser exemplificada no
direito dos pais decidir sobre a vida e a morte de seus varões sem cometer
sacrilégio ou homicídio. Esta zona de indistinção representada pela vida nua,
que aproxima o homem do bicho, tanto daquele que mata quanto do que é morto, é,
assim, por excelência um espaço de exceção dentro do ordenamento jurídico que
marca o nascimento da soberania, ou seja, quando uma vida nua específica toma a
decisão sobre a sacralidade da vida. No entanto, diferentemente do poder vitae necisque, o soberano é o
meio-homem meio porco que é capaz de abarcar toda a vida natural sob seu jugo,
para, a princípio, promover a vida dos homens, ainda que ao custo de abandonar
os que não se adequam a seus ditames. Estes espaços de exceção são, para
Giorgio Agamben o paradigma da política contemporânea, e podem ser melhor
observados nos campos de concentração, espaços de suspensão da lei onde todo
tipo de barbaridade é possível sem que haja alguma imputação jurídica. Em
última instância, linguagem e realidade nunca coincidem. E para sanar esta
ruptura é que existem tais espaços os quais não consistem em uma anomalia
dentro dos ordenamentos jurídicos, mas simplesmente a força que é capaz de
garantir a normalidade necessária às suas permanências.
O deslocamento crescente entre o nascimento (a vida
nua) e o Estado-nação é o fato novo da política do nosso tempo, e aquilo que
chamamos de campo é seu resíduo. A um
ordenamento sem localização (o estado de exceção, no qual a lei é suspensa)
corresponde agora uma localização sem ordenamento (o campo como espaço político
de exceção). O sistema político não ordena mais formas de vida e normas
jurídicas em um espaço determinado, mas contém em seu interior uma localização
deslocante que o excede, na qual toda forma de vida e toda norma podem
virtualmente ser capturadas. O campo como localização deslocante é a matriz
oculta da política em que ainda vivemos, que devemos aprender a reconhecer
através de todas as suas metamorfoses, nas zones
d'attente de nossos aeroportos bem como em certas periferias de nossas
cidades. Este é o quarto, inseparável elemento que veio a juntar-se,
rompendo-a, à velha trindade Estado-nação (nascimento) - território. (AGAMBEN,
2002, p. 182)
A vida nua vira, portanto, o fator político primordial da política
enquanto biopolítica. Em tal contexto já não se produz um corpo social a partir
de regulamentações que tenham por fim a correção das imperfeições, o que
geraria a repressão do indesejado por meios jurídicos. Muito pelo contrário, o
soberano promove a vida em geral e abandona toda a potencial diferença. No
entanto, o abandono não é algo que se assemelha ao exílio. Isto porque o exílio
é algo legalmente reconhecido e que exclui a persona non grata. Já o abandono não afasta, mas aproxima e inclui
o homo sacer se bem que dentro de sua própria exclusão. Não é, portanto, por
uma pena capital que se contrói o corpo político, mas por uma vida capital, ou
seja, a exclusão-inclusiva de uma vida que não merece viver em espaços que
igualmente estão e não estão nas próprias cidades ou proximidades, cuja ordem
consiste em uma fusão entre direito e fato. Assim, dentro do estado de exceção
não existe necessidade de norma, porque justamente não há a possibilidade de
imputação de responsabilidade por homicídio, mas mera decisão sobre a vida nua,
o que é prática existente em toda sociedade.
É verdade, porém, que essas relações que têm na decisão sobre a vida uma
função de soberania não se dão somente em âmbito mais restrito dentro da
sociedade atual. Muito pelo contrário, são a principal motivação e estrutura
dos estados nacionais os quais assentam-se não mais no homem livre, mas no
simples nascimento do vivente. A subjetivação jurídica, portanto, somente pode
ser compreendida por um viés que considere uma constante inclusão e exclusão da
vida nua para dentro das decisões políticas.
Se for, portanto, observada a soberania como aquilo que decide entre a
vida e a morte do homo sacer, pode-se melhor compreender porque a separação
constante da carta de 1789 entre direitos do homem e do cidadão não é
contingente. O que se evidencia é que no estado nação moderno a vida, muito
embora esteja na generalidade submetida ao soberano, pode ser diferenciada a
ponto de se estabelecerem distinções entre aqueles que têm um direito efetivo e
os que têm apenas uma vida formalmente reconhecida.
Na Alemanha nazista, por exemplo, tinha-se como critério básico para o
reconhecimento de um cidadão como autêntico a partir de dois critérios básicos:
blot und boden: sangue e solo. No
entanto, não é meramente coincidência o fato de que todos os estados nação
sejam regidos pela mesma lógica, a saber os institutos de jus soli e jus sanguinis.
Este tipo de critério, vale frisar, toma força quando a população passa a ser
um problema relevante para o controle do Estado. Quando surge a população,
surge também a necessidade de se defini-la a partir de critérios e moldá-la a
partir de políticas públicas. O maior problema, contudo, surge não da indagação
do sejam os cidadãos, mas do que fazer com os que não são identificados como
tal. A partir daí se reconhece o contexto que gerou os direitos humanos bem
como as cartas que os tutelam na esperança de que sejam cumpridos.
Contudo, duas dificuldades devem ser sanadas com esta conclusão: a
primeira consiste no fato de que, os direitos do homem, ainda que prescrevam um
reconhecimento à vida e a direitos básicos, não são efetivamente protegidos,
ameaçados ou violados. Como já se salientou, os homens que são tomados apenas
em sua vida natural são abandonados. A segunda questão é decorrente da primeira
no sentido de que, por mais que alguns sejam apenas formalmente humanos, isto
não indica que os cidadãos sejam necessariamente protegidos. Ao contrário, são
também potencialmente homines sacri,
desde que suas vidas deixem de ter seu merecimento, seja por decorrência de
algumas atitudes do sujeito ou mesmo de uma necessidade estatal.
As declarações dos direitos representam aquela figura
original da inscrição da vida natural que, no antigo regime, era politicamente
indiferente e pertencia, como fruto da criação, a Deus, e no mundo clássico era
(ao menos em aparência) claramente distinta como zoe da vida política (bíos),
entra agora em primeiro plano na estrutura do Estado e torna-se aliás o
fundamento terreno de sua legitimidade e de sua soberania. (p. 134)
O fato da vida permanecer sempre em questão é, portanto, flagrante na
modernidade e, o mais curioso neste contexto é que, justamente por não haver
mais alguma figura jurídica de um ser se torna apenas vida nua, tal como o homo sacer, leva à compreensão de que,
em vez desta figura ter desaparecido com o tempo, o que aconteceu foi
justamente o pior: somos hoje todos homines
sacri. Assim, não é porque hoje alguém é tutelado pelo direito que amanhã o
será. Um bom exemplo deste tipo de acontecimento pode ser visto nas leis de
desnacionalização: 1915 na França, 1922 na Bélgica; 1926 na Itália; e 1933 na
Áustria. Neste tipo de decisão, as quais não precisam ser oficiais ou mesmo constar
em estatísticas, formam-se corpos supérfluos abandonados à própria sorte e
passíveis de morrerem por decorrência de uma decisão de vida e morte, tal como acontecia
com os meninos de Esparta ou com os porcos de Roma.
Esse tipo de prática, se olhado pelo lado do poder soberano, aquele que
decide o estado de exceção, dá ensejo a uma problemática sobre a potência de
decidir sobre a vida e a morte no sentido de que o soberano está ao mesmo tempo
dentro e fora do ordenamento, o que significa que a lei, para ser efetiva
dentro de um estado de normalidade, prescinde de uma suspensão de seus próprios
princípios quando são estes insuficientes: em outras palavras, o direito
somente se aplica desaplicando-se. Dois corpos, portanto, tradicionalmente
coexistem na figura do soberano. Um corpo é aquele tão matável quanto o de um
porco romano, ou seja, mera vida nua e outro, por sinal, transcende o corpo
biológico para um plano imaginário que garante a continuidade do nómos. Enquanto o corpo biológico
representa um paralelo ao ordenamento, o outro diz respeito a uma infinita
potência, que dá ensejo à contingência e à decisão capital. É, contudo, uma
potência pura, que não se traduz em ato, ou seja, é a potência de poder ser,
imprevisível e justiceira, já que constitui uma decisão que prescinde de lei. O
que se revela, no entanto, é, por um lado, um excesso de potência da parte do
soberano interessado em criar espaços de bando para toda e qualquer potência
que confronte consigo. É neste conflito que o soberano, tão insacrificável como
os porcos puri, retira suas energias
para continuar a sobreviver. Assim sendo, homoSacer e poder soberano têm em comum a
insacrificialidade
Em "A Revolução dos bichos", George Orwel curiosamente fez dos porcos os
dirigentes da fazenda quando os animais se rebelaram. Justificavam que
precisavam de mais alimentos que os outros por serem dirigentes e conseguirem com
isso regular a vida em comum. Assim, os porcos soberanos exigiam as calorias
dos outros animais, o que justamente dava mais energia para que eles
continuassem com suas práticas autoritárias.
O poder soberano em nosso mundo atual, é claro, não pode ser identificado
diretamente com um corpo ou uma pessoa direta, mas simplesmente na decisão
sobre o estado de exceção: seja ela a de um médico, de uma corporação, de um
político ou de um policial, somente para se dar alguns exemplos. Portanto,
quando o governador de Santa Catarina diz que "as pessoas poderão se valer da
ciência, para evitar que seus filhos nasçam feios, deformados, deficientes ou
idiotas", e que tal proeza vai ficar por conta dos prodígios da ciência, não da
barbárie das adagas, já se pode imaginar qual seja o papel da ciência em tal
contexto.
Se o soberano, contudo, é o que decide sobre o valor da vida, "na
biopolítica este poder tende a emancipar-se do estado de exceção,
transformando-se em poder de decidir sobre o ponto em que a vida cessa de ser
politicamente relevante. (AGAMBEN, 2002, p. 149) Tal demonstra que, cada vez
menos, o porco é light: a exceção vira a regra e a biopolítica se transforma em
tanatopolítica. Cada vez mais existem situações em que a vida nua e a norma
entram em espaço de plena indistinção. E é justamente onde menos se espera que
tal poder se encontra, visto que, pelo fato de se tratar de uma potência infinita
porém com ambições de conservação de um direito cujo uso tem a ambigüidade de
promover a vida e instituir o bando, os métodos políticos são erigidos em uma
simbiose entre legalidade e abandono em uma sorte de estado de exceção
desejado, campo híbrido de direito e fato. Assim, a divisão entre estados
totalitários e democracias vai cada vez mais perdendo sua importância. Se ainda
se pode fazer distinções, estas se dão por apenas um critério, qual seja, a
escolha da forma que melhor se adeqüe para a decisão sobre a vida nua.
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: o poder soberano e a vida
nua. Tradução de Henrique Burigo. Belo Horizonte: UFMG, 2002.
Recentemente entrou em vigor a
"lei seca", a qual, conforme consta, dá penas muito mais duras para os
motoristas que tenham consumido qualquer quantidade de álcool. Muito melhor do
que eu relatar o que ela dispõe, é dar o link direto para que todos os leitores
possam lê-las. Trata-se da lei 11.705, número que raramente apareceu nas
notícias de jornais. O endereço é o seguinte:
Entre outros dispositivos que
modificaram o Código de Trânsito, destacam-se os seguintes:
"Art. 165.
Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa
que determine dependência:
Infração
- gravíssima;
Penalidade
- multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida
Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado
e recolhimento do documento de habilitação.
Art. 276.
Qualquer concentração de álcool por litro de sangue sujeita o condutor às
penalidades previstas no art. 165 deste Código.
Parágrafo
único. Órgão do Poder Executivo federal disciplinará as margens de
tolerância para casos específicos." (NR)
É curioso de se notar como novamente
se tenta redimir a falha da aplicação da lei anterior através de uma nova lei
muito mais dura. No entanto, onde fica a proporcionalidade de tudo isso? Um
casal que tome cada um uma taça de vinho em um restaurante já está sujeito a
perder a CNH, Uma multa de R$900,00 e, ainda por cima, ter seu carro apreendido
e, dependendo da situação ser preso, já que são ambos potenciais assassinos. A
culpa já não está, portanto, em ter se embriagado, mas empossivelmente se embriagar já que não seria
lógico dizer que a antiga lei permitia a bebedeira ao volante. Proíbe-se que se
beba duas latinhas de cerveja porque supostamente o motorista, ao bebê-las
estará disposto a beber a terceira. O que a nova lei pretende, ao instituir o
zero, é garantir o medo do motorista em ser preso, e não fazê-lo arcar com a
sua irresponsabilidade. Já que nunca se aplicou de forma séria a lei antiga,
talvez até funcionasse essa nova lei em diminuir o numero de acidentes (duvido,
no entanto, que um dia esses números saiam). Mas vem a pergunta: duas latas de
cerveja justificam que alguém pague quase mil reais, perca a habilitação, tenha
seu carro apreendido e vá preso? Independentemente da posição que se tome, não
se pode negar que a lei hoje já não parte do pressuposto da responsabilidade
pela lei, mas da prevenção vertical visto que, ao sujeito, já não se possibilita
a possibilidade de ter responsabilidades, ou seja deveres. Previne-se seu
comportamento porque sua culpa não está em seus atos, mas em existir.
Em uma postagem anterior cheguei
a afirmar que estávamos no ápice da sociedade light. Agora tenho de me corrigir
porque o termo mais novo é ZERO. Isto porque o light significa uma perda de
prazer em troca de um bem estético, ou seja, o gosto é horrível e politicamente
correto. Em outros termos, perde-se gordura imediata em troca de um câncer
futuro causado pelo aspartame. O Zero, contudo, é algo que supostamente evita a
absorção de calorias sem haver nenhum gosto diferente do normal. Não é,
portanto, uma Coca que não engora, mas uma autêntica Coca que não é coca. Uma
Coca que já não é amarga e, ao mesmo tempo, não tem nenhuma quantidade de
substância malévola. O problema todo se demonstra na briga entre o 1 (algo) e o
0 (nada). O light eu entenderia como½.
A Lei 11.705 é ZERO porque o zero
só é possível em uma sociedade que não mais conheça direitos e deveres, mas
simplesmente conforto de um mundo já dado, limpo, seguro e regular. Somente uma
massa estúpida e politicamente correta é que, além de abdicar de seu prazer,
impede o prazer alheio. A massa, portanto, goza em sua monotonia. A sociedade
atual, assim, não pode ser definida como light, porque o light abdica de uma
parcela de gozo para viver com suas manias e ter o mínimo de prazer. O light é
(1/2), mas meio já é algo, já é uma fração de 1. Já na sociedade zero, o maior
valor é o nada, já não sabe mais o que é prazer (prazer, diferentemente de
gozo, acarreta em responsabilidade). Ela apenas obedece o que parece proteger
sua vidinha e apaziguar seu medo.
Mas nem tudo é tão fácil assim,
porque, na proliferação desenfreada de leis dada por novas normas, interpretações
assistemáticas e decisões paranóicas, a Lei perde seu valor. Dois destinos
parecem estar dados às leis feitas às pressas e que são decorrências diretas
dos fatos: ou ela não "pega", e assim chegaríamos em uma Lei Zero, ou ela
servirá para gerar propinas como nunca se viu neste país, o que geraria uma
força de lei sem lei, ou seja, pura decisão corrupta de um agente do estado
(policial) cuja fundamentação está assentada sobre algo muito simples: NADA.
Jane H. la Fournier
Department of Literature, Harvard University
1. Spelling and the
textual paradigm of discourse
The characteristic theme of
the works of Spelling is not, in fact, theory, but subtheory. But Marx uses the
term 'textual capitalism' to denote the role of the artist as reader. The
primary theme of Pickett's[1] analysis of neodialectic Marxism is a modern
totality.
"Society is fundamentally
dead," says Baudrillard. Thus, the subject is interpolated into a precultural
paradigm of narrative that includes reality as a reality. An abundance of
dedeconstructivisms concerning the common ground between truth and society
exist.
It could be said that
Debord promotes the use of neodialectic Marxism to analyse and read sexual
identity. The main theme of the works of Spelling is not narrative, but
neonarrative.
Thus, materialist appropriation suggests that narrativity may be used to disempower
the underprivileged. A number of narratives concerning the precultural paradigm
of narrative may be discovered.
But the subject is contextualised into a subcapitalist paradigm of consensus
that includes art as a whole. The primary theme of Hubbard's[2] essay on the precultural
paradigm of narrative is the difference between sexuality and society.
2. Narratives of fatal flaw
"Sexual identity is used in the service of the status quo," says Baudrillard;
however, according to Abian[3]
, it is not so much sexual identity that is used in the service of the status
quo, but rather the defining characteristic, and some would say the dialectic,
of sexual identity. It could be said that any number of dematerialisms
concerning not situationism, but subsituationism exist. In Mason & Dixon,
Pynchon deconstructs neodialectic Marxism; in V, although, he reiterates
the precultural paradigm of narrative.
The characteristic theme of the works of Pynchon is the role of the poet as
writer. In a sense, the subject is interpolated into a that includes truth as a
paradox. Foucault uses the term 'posttextual libertarianism' to denote the
meaninglessness, and therefore the futility, of structural class.
However, the primary theme of Parry's[4] critique of the precultural
paradigm of narrative is not theory, as Debord would have it, but posttheory.
The subject is contextualised into a that includes art as a whole.
Therefore, several narratives concerning the precultural paradigm of
narrative may be revealed. The subject is interpolated into a that includes
truth as a totality.
But Baudrillard suggests the use of textual capitalism to deconstruct class
divisions. If neodialectic Marxism holds, we have to choose between the
precultural paradigm of narrative and conceptualist socialism.
It could be said that de Selby[5]
implies that the works of Pynchon are postmodern. Any number of discourses
concerning the economy, and subsequent defining characteristic, of subdialectic
society exist.
3. Capitalist narrative and Lyotardist narrative
"Class is intrinsically dead," says Lacan; however, according to Dahmus[6] , it is not so much class
that is intrinsically dead, but rather the economy of class. Thus, the subject
is contextualised into a that includes consciousness as a whole. The premise of
textual capitalism suggests that sexual identity, somewhat paradoxically, has
intrinsic meaning.
In the works of Joyce, a predominant concept is the distinction between
ground and figure. Therefore, if Lyotardist narrative holds, we have to choose
between neostructural nationalism and textual theory. In Dubliners,
Joyce analyses Lyotardist narrative; in Ulysses he reiterates
postdeconstructivist situationism.
"Class is part of the paradigm of art," says Debord; however, according to
Hamburger[7] , it is not so
much class that is part of the paradigm of art, but rather the fatal flaw, and
some would say the rubicon, of class. However, Sontag uses the term 'neodialectic
Marxism' to denote the role of the participant as observer. The subject is
interpolated into a that includes reality as a totality.
If one examines neodialectic Marxism, one is faced with a choice: either
accept textual capitalism or conclude that context comes from the masses, given
that Lyotardist narrative is valid. Thus, Baudrillard uses the term 'textual
capitalism' to denote a self-falsifying reality. Many deconceptualisms
concerning neodialectic Marxism may be found.
"Sexual identity is a legal fiction," says Sartre. However, Baudrillard
promotes the use of Lyotardist narrative to challenge sexuality. The absurdity,
and eventually the defining characteristic, of neodialectic Marxism depicted in
Joyce's Finnegan's Wake is also evident in Dubliners, although in
a more mythopoetical sense.
The main theme of the works of Joyce is not, in fact, narrative, but
postnarrative. But Foucault suggests the use of the predialectic paradigm of
expression to deconstruct outdated perceptions of society. De Selby[8] holds that we have to choose
between Lyotardist narrative and constructive appropriation.
It could be said that an abundance of narratives concerning the role of the
writer as reader exist. The primary theme of Dahmus's[9] essay on subdialectic
nationalism is the common ground between sexual identity and society.
Thus, Derrida promotes the use of neodialectic Marxism to analyse and modify
culture. If Lyotardist narrative holds, the works of Smith are empowering.
It could be said that many theories concerning neodialectic Marxism may be
discovered. The subject is contextualised into a that includes sexuality as a
paradox.
However, Foucault suggests the use of neodialectic Marxism to challenge
capitalism. Baudrillard's critique of Lyotardist narrative states that language
is used to reinforce hierarchy.
It could be said that the subject is interpolated into a that includes
culture as a totality. Marx uses the term 'semanticist discourse' to denote a
prematerial reality.
Thus, Lacan promotes the use of Lyotardist narrative to read class. Textual
capitalism holds that context is a product of communication, but only if
language is distinct from culture; if that is not the case, we can assume that
the goal of the observer is social comment.
But Lyotard uses the term 'Lyotardist narrative' to denote the difference
between society and class. The subject is contextualised into a that includes
narrativity as a whole.
Thus, the characteristic theme of the works of Smith is not desituationism,
but subdesituationism. The closing/opening distinction which is a central theme
of Smith's Chasing Amy emerges again in Mallrats.
O texto acima foi inteiro gerado por computador e sem possuir qualquer ponto a partir do Post Modern Generator. A cada vez que você entra no site: http://www.elsewhere.org/pomo/ um novo texto será gerado, inclusive com as referências em nota de rodapé. No entanto, isto não acaba por aí. Temos também em português o gerador de lero-lero, o qual será muito frutífero para aqueles textos sem pé nem cabeça de administração ou engenharia de produção. Basta congerir no site: http://www.padrelevedo.hpg.ig.com.br/lerolero/lerolero.html
Outra ferramenta interessante e o gerador de nome de sociedade que, ao final do resultado, haverá inclusive uma consulta por domínios disponíveis na Web para tal nome: http://www.dotomator.com/index.html
Temos também um gerador de poesia EMO em: http://prestopnik.com/emo_haiku/ , sem contar um dos mais interessantes que achei, o qual é um gerador de textos em inglês que basta você dar um nome e ele cria um pequeno ensaio inclusive com gráfico: http://www.essaygenerator.com/
Por fim, com este gerador de paper criado por estudantes do Michigan Institute of Texhnology obteve-se, além da aprovação de um texto para um congresso na Flórida, fundos para pagar a viagem de Boston até o local. pode-se conferir cada passo em: http://pdos.csail.mit.edu/scigen/ http://pdos.csail.mit.edu/scigen/
Onde ninguém mais lê nada e só o que conta para a produção são os pontos do lattes, não estamos muito longe de tal condição.