Frases Feitas (VIII): "Políticos"

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-Jovem estudante: "Vocês, políticos, são todos iguais."
-Fernando Gabeira: "Eu sou o Fernando Gabeira, tenho 50 anos de vida pública, não sou um político qualquer."
(Fonte: G1)

LEGENDA
"Tenho 40 anos de vida pública e ninguém pode apresentar qualquer prova contra a minha honestidade. Podem falar do meu temperamento, mas nunca de falta de honestidade. Esse é meu trunfo"
(ACM, PFL,14/03/2000)

"Não vou perdoar criminosos e quero que a lei seja cumprida. Não vou permitir que meus 38 anos de vida pública sejam achincalhados."
(Jorge Bornhausen, PFL, 28/10/2005)

"Depois de 40 anos de vida pública, do dia para a noite, fui transformado no chefe do "mensalão", em bandido, no maior corrupto desse país"
(Zé Dirceu, PT, 01/12/2005)

"Os recursos que recebi não eram "propina", como afirma o jornalista, incorrendo em calúnia. Tenho quase 30 anos de vida pública e jamais esse termo foi usado em referência a mim e/ou a minha atuação na política."
(João Paulo Cunha, PT, 09/12/2005)

"Depois de 32 anos de vida pública, não tenho patrimônio, e o que me acusam é porque a minha mulher usou um vestido que depois doou para uma entidade"
(Geraldo Alckmin, PSDB, 20/10/2006)

"É um parlamentar com mais de 20 anos de vida pública, marcada pela correção de seus atos e o compromisso com a democracia e justiça."
(Nota do PSC sobre o parlamentar Mário de Oliveira, acusado de mandar matar o também deputado Carlos Willian, 27/06/2007)

"Tenho 30 anos de vida pública honesta, não tenho nenhum tipo de denúncia."
(Carlos Lupi, PDT, 11/03/2008)

"Tenho 41 anos de vida pública sem uma condenação."
(Paulo Maluf, PP, 20/06/2008)

etc. etc. etc.

Fonte: Folha de S. Paulo

4 Comentários

Pois é, meu caro...
Fiquei sabendo ontem que o salário do prefeito da minha cidade é de 10 mil reais, quase o dobro de um professor doutor, aprovado em concurso público para uma vaga em Instituição de Ensino Superior. Esse valor, por si só, já é um crime, um atentado contra a ordem republicana.


Acho que foi seu post mais foucaultiano. Lembro Foucault dizendo do anormal como aquele em que a instituição identifica uma história errante. Quando não identifica, então há algo estranho. Por outro lado, não é curioso que uma pessoa se orgulhe de 40 anos de vida pública? Bem, no mínimo deve ser entediante, para ficar no nível do bom humor. Um abraço,


Sensacional.
Eles realmente NÃO são iguais, não é mesmo?
hahahahaha

Adorei o blog.

Bjos


Pois é, depois de tantos anos de vida púbica, digo pública... as diferenças parecem cada vez mais iguais...


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

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O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

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o estado de exceção e a poética antropofágica

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