O
Sopro 42 está no ar com
Pré-histórias, 2 (censuradas & extemporâneas), fragmentos inéditos de Veronica Stigger, sem dúvida uma das melhores ficcionistas brasileiras em atividade. Já havíamos dedicado o
Sopro 31 integralmente a ela, publicando um
fragmento e
duas resenhas de seu mais recente livro,
Os anões.
Com esse número, acredito que o Sopro fecha com chave de ouro o ano de 2010, que começou com a
tradução de um texto de Josefina Ludmer essencial para a compreensão da literatura contemporânea. Durante o ano, tivemos edições muito boas, como
a dedicada a Emanuele Coccia, autor de
A vida sensível; os dois números
voltados ao debate sobre a Lei de Anistia; e o
Sopro 32, que conta com uma entrevista inédita com Sergio Chejfec, seguido da republicação de um fragmento de Idelber Avelar sobre o escritor argentino.
Ao longo do ano, o Sopro publicou
material de arquivo, como os
fragmentos sobre Mito e Linguagem, de Furio Jesi; o
lindo texto de María Zambrano; e
a conferência proferida por Carlos Astrada. Publicou também traduções de textos contemporâneos excelentes, como o
sobre a linguagem cinematográfica, escrito por Silvia Schwarzböck; o de
Didi-Huberman sobre uma exposição voltada à temática do Atlas, etc.
Foram publicadas nove resenhas, especialmente de livros de literatura (e crítica literária) contemporânea, mas também de livros de filosofia. Nosso
Dicionário crítico se enriqueceu, incluindo
um verbete de Giorgio Agamben, provavelmente o autor mais traduzido no Sopro (e já temos mais dois textos traduzidos dele para publicação nos primeiros números de 2011).
Junto com a
Flávia Cera, com quem co-edito o Sopro, gostaria de agradecer a todos os leitores e colaboradores (especialmente o Eduardo Sterzi, que, com suas sugestões, traduções, textos e contatos com outros autores, ajudou muito a enriquecer a publicação) pela ajuda na divulgação, pela paciência com os atrasos, mas principalmente pela leitura de nosso panfleto político-cultural. Não há escrita sem o trabalho infinito da leitura. Não há mundo sem a hipertextualidade que caracteriza o pensamento, aquela potência comum que torna a espécie humana imortal.
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