Drops

Finalmente, depois de muitos anos, um projeto antigo, que vem desde os tempos de graduação, quando conheci Rodrigo Lopes de Barros Oliveira, Leonardo D'Ávila, Diego Cervelin e, last but not least, Flávia Cera, sai do papel: a Editora Cultura e Barbárie. Nossos dois primeiros títulos - A tela do cinema como prótese de percepção, de Susan Buck-Morss, e A vida sensível, de Emanuele Coccia - já estão a venda no site (e haverá o lançamento de A vida sensível quinta-feira, às 18 horas, aqui em Florianópolis, no Auditório da Reitoria da UFSC, com a presença do autor). Os dois títulos integram a nossa primeira coleção, PARRHESIA, dedicada a ensaios de pensadores contemporâneos. 


SOPRO 22

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O novo número do SOPRO está no ar, com texto Rodrigo Lopes de Barros Oliveira sobre o Haiti (Vodu, Paraíso e Destruição) e dois verbetes: Perspectivismos, de Ana Carolina Cernicchiaro, e Devir-animal (ou cinismo), de Murilo Duarte Costa Corrêa. Lembro que, além da visualização em HTML, o SOPRO está disponível também em PDF e em FLASH, formatos que preservam a diagramação original.

Como eu esqueci de fazer o jabá do número anterior, aqui vai: o SOPRO 21 apresenta Ideologia jornalística e poder, artigo de Hugo Albuquerque, e uma resenha minha de The enemy of all, excelente livro de Daniel Heller-Roazen sobre o conceito de pirataria.   PDF  |  FLASH


Sopro 20

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O Sopro 20 está no ar, com Literaturas pós-autônomas, de Josefina Ludmer, traduzido por Flávia Cera (o original está disponível aqui) e resenha, feita por Pádua Fernandes, de 99 Poemas, antologia de Joan Brossa (a seleção e organização foi feita por Ronald Polito, que também é o responsável pela tradução, e Victor da Rosa). Como sempre, é possível visualizar o número em PDF ou FLASH, formatos em que o panfleto fica muito mais bonito.



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Está no ar o SOPRO 19, o primeiro de 2010, com um fragmento do livro Versão Brasileira, de João Villaverde e Filippo Cecilio. O panfleto está com diagramação nova, que pode ser conferida na versão em PDF ou em FLASH. Além disso, o site está inteiramente reformulado, com muitos dos textos (as resenhas, os verbetes e os da seção Arquivo) disponíveis em formato HTML, um pedido antigo de alguns leitores. Começando com este número, as novas edições também contarão com uma versão integral neste formato. O novo site é melhor visualizado utilizando o Chrome como navegador, ainda que no Internet Explorer também fique bom - infelizmente, no Firefox, o menu inferior em Flash com os números antigos fica com uma aparência horrenda, que espero corrigir em breve. 


Pra fechar 2009...

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... já pensando em 2010, recomendo a leitura deste ótimo texto de André Singer, "Raízes sociais e ideológicas do lulismo", publicado na edição deste mês da Novos Estudos CEBRAP. É a melhor análise sobre o "sentido" (em todas as acepções do termo) do governo Lula.

Sopro 18

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Está no ar o último número do ano do Sopro, que vem com o belíssimo texto "Poesia e verdade na vida do notário" (original em italiano aqui), de Salvatore Satta, um dos maiores juristas italianos do século XX, autor do emblemático livro O mistério do processo. A tradução é de Diego Cervelin

P.S.: Vale a pena ler este post do Inagaki.


Sopro 17

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Depois de um recesso por questões operacionais, o panfleto político-cultural Sopro está de volta. E com força total. No número 17 (link para a versão em Flash; link para a versão em PDF), uma enxurrada de coisa boa relacionada aos meios de comunicação de massa: o verbete Mickey Mouse de Walter Benjamin, inédito em português, em tradução de Pádua Fernandes (Twitter: @paduafernandes); um atualíssimo manifesto argentino - Uma arte dos meios de comunicação - escrito na década de 60 por Eduardo Costa, Raúl Escari, Roberto Jacoby (e traduzido por Flávia Cera); outro documento da seção Arquivo, o Bilhete sobre Fantasia, de Oswald de Andrade, em que o antropófago, partindo também dos filmes de Mickey Mouse, desce a lenha no pessoal da revista Clima; o belíssimo (e muito denso) fragmento de Fábio Akcelrud Durão, Sobre a lei fundamental do desenho animado, publicado originalmente em Rio-Durham-Berlim: Um diário de idéias (livro sobre o qual Idelber Avelar baseou-se para este memorável post) e gentilmente cedido pelo autor para republicação no Sopro; e, pra completar, o verbete Cadeiras, de Victor da Rosa.

Como disse, a intenção é voltar com força total. Há muita coisa boa por vir. A começar pelo próximo número, que trará Poesia e verdade na vida do notário, do jurista e escritor italiano Salvatore Satta (em tradução de Diego Cervelin). Além disso, teremos em breve um aperitivo de Versão Brasileira, livro de João Villaverde e Filippo Cecilio; Literaturas pós-autônomas, de Josefina Ludmer; o verbete Arte absoluta e política absoluta, de Carl Einstein; uma resenha de 99 Poemas (de Joan Brossa); os verbetes Perspectivismo, de Ana Carolina Cernicchiaro, e Devir-animal, ou "cinismo", de Murilo Duarte Costa Corrêa, que agora também é blogueiro, etc.


Dois textos meus

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1) Modernismo obnubilado: Araripe Jr. precursor da Antropofagia
Trabalho que apresentei no VIII Seminário Internacional de História da Literatura, em 2008, na PUC de Porto Alegre.

2) O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam: a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade
Trabalho que apresentei no XIII Ciclo de Literatura - Seminário Internacional As Letras em tempos de Pós, em Dourados, esse ano.


disponíveis aqui. Tem Aristóteles, Kant, Levi-Strauss, Hannah Arendt, Foucault, etc etc etc.



agamben.jpgSaiu recentemente pela Editora Argos, de Chapecó, uma reunião  de três ensaios de Giorgio Agamben ("O que é o contemporâneo?", "O que é um dispositivo" e "O amigo"), traduzidos pelo meu colega e amigo Vinícius Honesko, que também assina, ao lado de Susana Scramim, a apresentação deste O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Como se sabe, Agamben é um grande crítico do que ele chama, maliciosamente, de "pseudo-filosofias da comunicação", ou seja, de Habermas & cia. Em O Reino e a Glória (que está sendo traduzido e deve sair em breve pela Boitempo), Agamben argumenta que mesmo uma genealogia sumária de consenso revelaria o seu parentesco com a aclamação (e não com o diálogo). Por isso, em "O amigo", Agamben prefere falar - fato ressaltado na Apresentação - no "com-sentimento" como dimensão primeira da política: não a unicidade, mas também não o conflito, e sim a co-existência. É interessante que aqui Agamben também se afasta de elaborações como as de Jacques Rancière - para quem a política pressupõe um dano fundamental, uma "partilha do sensível" (do espaço e das coisas, mas também do modo de encará-las, bem como a própria partilha) - e, se ainda restava dúvidas para alguém (sim, porque existem aqueles que acham que citar um autor é endossá-lo), Carl Schmitt, que dizia que toda política nasce da tomada, divisão e contagem (o Nomos), o que implica a definição de um inimigo (e, por tabela, a definição do amigo). É evidente que Rancière e Schmitt tiram conclusões diferentes: aquele diz que a política nasce quando o "erro de contagem" vêm à tona com a emergência dos sem-classe, que embaralham a partilha existente; enquanto este  afirma a política como decisão soberana sobre a divisão. Todavia, em ambos, a dimensão do conflito que sucede a divisão é essencial (e talvez esse seja um dos motivos pelo deslumbramento de certos pensadores de esquerda por Schmitt). Já para Agamben, existe uma "condivisão que precede toda divisão, porque aquilo que há para repartir é o próprio fato de existir, a própria vida". Esta condivisão é o que ele chama de "amizade", "E é essa partilha sem objeto, esse com-sentir originário que constitui a política".

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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes

Twitter:
@alexnodari


Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa


Dia do Juízo

é uma ficção publicada aqui no blog às sextas-feiras.

I | II | III | IV | V | VI





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Desobediência civil

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Comentários recentes

  • Murilo Corrêa comentou no post Editora Cultura e Barbárie: Caro Nodari, parabéns a todos vocês. A iniciativa é fantástica, o site da editora e as edições estão lindas. Espero que todo o esforço frutifique! Conte comigo, meu velho. (Amanhã tenho aula de manhã, bem cedinho, mas depois do almoço dou um jeito de postar no blog). Abração.
  • Fabiano Camilo comentou no post A dimensão formal do Direito: Muito obrigado pelo esclarecimento, Alexandre. Um abraço!
  • Hugo Albuquerque comentou no post A dimensão formal do Direito: Alexandre Prosseguindo a conversa, como eu eu te adientei pela nossa conversa de ontem, eu vejo que um determinado padrão jurídico precisa ser expresso por uma determinada forma, mas ele não se define por isso, sua materialidade - eu preferiria substancialidade -reside na questão da necessidade da realização da política - que em si padece da quest
  • Alexandre Nodari comentou no post A dimensão formal do Direito: Hugo: vou deixar a discussão etimológica em suspenso, porque pretendo escrever em breve um post sobre o "ius" e o "fas", no qual tentarei sustentar melhor meu ponto de vista. Quanto à questão da materialidade (ou da dimensão não-formal) do Direito, é algo que nunca consegui entender, talvez porque eu não tenha capacidade de abstração suficiente. Nã








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