Drops

6 de março (terça-feira), 10h30hrs
Palestra de Eduardo Sterzi
Dante Alighieri e a pré-história da lírica moderna
(Sala Machado de Assis/CCE-B/UFSC)


6 a 8 de março (terça a quinta-feira), 14-18hrs
Curso de Fabián Ludueña Romandini
Espectrologia política e ontologia do Fora
(Sala 325/CCE-B/UFSC)  Mais informações aqui


8 de março (quinta-feira), 18:30hrs
Apresentação e lançamento do livro
A comunidade dos espectros. I. Antropotecnia
de Fabián Ludueña Romandini
(Sala 325/CCE-B/UFSC)  Mais informações aqui


Na semana que vem (4 a 7 de outubro), acontece aqui em Florianópolis, o Simpósio Internacional Linguagens e Cultura: Homenagem aos 40 anos dos Programas de Pós-Graduação em Linguística, Literatura e Inglês da UFSC. Merece destaque a mesa "Literatura e Vida", que será no dia 5 (quarta-feira), às 18 horas, no Auditório Henrique Fontes, CCE - Bloco B, e na qual falarão Raúl Antelo, Fabián Ludueña e Emanuele Coccia. Creio que todos dispensam apresentações, mas para quem não conhece Ludueña e Coccia, aqui vão alguns links para textos de/sobre os dois filósofos:

Fabián Ludueña:
Emanuele Coccia:


sopro58.gifEm setembro, saíram dois números do SOPRO, que ainda não divulguei por aqui. O número 58 traz o belíssimo texto de Eduardo Viveiros de Castro, "Transformação" na antropologia, transformação da "antropologia", um balanço de sua vida acadêmica até agora, bem como um mapeamento das perspectivas teóricas e políticas atuais.

Visualizar o Sopro 58 em PDF>> 




sopro59.gifJá o SOPRO 59 vem com a tradução de Profanação, de André Breton, texto que trata do xadrez, que já foi abordado em outro verbete do nosso Dicionário crítico, o Xeque-mate (escrito por Victor da Rosa). Além disso, publicamos mais 3 das Notas para a reconstrução de um mundo perdido, de Flávio de Carvalho: XI: O Bailado do Silêncio; XII: O primeiro chefe e a floresta; XIII: O Samba, a Praça e a Floresta.

Visualizar o Sopro 59 em PDF>>



Sopro 56

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O Sopro 56 está no ar. Nesse número, publicamos Maos ao alto: olhos armados, resenha de Remontages du temps subi (L'oeil de l'histoire, 2), de Georges Didi-Huberman, escrita por Vinícius Honesko. De Didi-Huberman já publicamos Atlas - Como levar o mundo nas costas?.

O verbete Quixotismo, de minha autoria, completa o número. Trata-se de um trabalho que apresentei no último Congresso da Abralic, mas que ainda é o esboço de uma hipótese, que pretendo começar a desenvolver em breve. No verbete, algumas coisas não ficaram muito claras, entre as quais: 1) o sentido de "iniciação"; 2) a relação entre romance e mito, e entre literatura, pensamento selvagem e sociedade contra o Estado (o que envolve a idéia de Saer de que a ficção é uma "antropologia especulativa"); 3) o sentido paradigmático que a "literatura" possui na idéia da "literatura como modo de vida", isto é, a literatura em sentido estrito (ficção e poesia) sendo um laboratório para entender a literatura em sentido amplo como modo de vida (para dar um exemplo mais claro do que estou querendo dizer: o marxismo seria talvez o caso mais emblemático da literatura como modo de vida, como religião profana, que possui suas cisões - facções ortodoxas e místicas -, expurgos, etc. Talvez o mais correto fosse dizer que o marxismo encarna duas tendências contrapostas: uma que pretende elevar um livro - O Capital - à condição de Livro, o que leva de volta à sacralização centrípeta; e outra que vê no marxismo uma forma de pensar não-dogmaticamente, ou seja, como força centrífuga); 4) pensar a literatura como sendo essencialmente contra o Estado não é uma exaltação dela, mas um modo de concebê-la estruturalmente, já que ela investiga também as distopias possíveis da passagem do Livro aos livros, e da literatura como modo de vida (pensemos na Biblioteca de Babel borgeana - sugestão de Rodrigo Lopes); 5) pensá-la como a teoria e prática da guerra civil continuada por outros meios é concebê-la como um laboratório para investigações muito mais complexas que os textos e tratados políticos em sentido estrito: desse modo, "A construção" de Kafka ensinaria muito mais sobre a guerrilha (e seus impasses) que os textos de Che Guevara;  6) por fim, como me sugeriu Diego Bentivegna, valeria a pena investigar o episódio de Dom Quixote em que Sancho se torna governador de uma "ilha" à luz da literatura utópica da época.


Sopro 55

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Mais um Sopro no ar! Nesse número 55, publicamos o belo verbete Espelho, de Flávia Cera, seguido de mais duas Notas para a reconstrução de um mundo perdido, de Flávio de Carvalho:

IX - A simulação, a Floresta e o Primeiro Temperamento - A Descida da Árvore

X - A mentira e o Soluço do Mundo - A Dança Nasceu na Floresta

Um trechinho da teoria telúrica do Flávio de Carvalho: "É a raiz que liga o homem à terra estabelecendo o seu equilíbrio mental, que forma o temperamento da mesma maneira como as raízes de uma árvore estabelecem e determinam o equilíbrio da árvore."

Clique aqui para visualizar o Sopro 55 em PDF




Eventos

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De 8 a 11 de agosto, acontece, aqui em Florianópolis, o Antropologia de Raposa: Pensando com Roy Wagner, que contará com a presença (além da do autor do clássico A invenção da cultura) do xamã da ATOA, Eduardo Viveiros de Castro. Difícil conseguir encontrar dois dos maiores antropólogos e pensadores do mundo vivos num só lugar.

Clique aqui para ver o cartaz ampliado.


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Além disso, as inscrições para as Segundas Jornadas de Jóvenes Investigadores en Literaturas y Artes Comparadas, organizada por Daniel Link e cia, se encerram dentro de alguns dias (31 de julho). O evento ocorre em dezembro, na UBA (Argentina).

Clique aqui para ver o cartaz em tamanho ampliado; e aqui para acessar a ficha de inscrição.


Sopro 54

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Mais um Sopro no ar. Nesse número 54, apresentamos a tradução feita por Vinícius Honesko de um texto que Murilo Mendes leu de improviso no "Encontro Internacional de Poesia", no quadro da 'EXPO' em Montréal, setembro de 1967. A tradução já havia sido publicada anteriormente no blog Flanagens.

Além disso, uma entrevista que fiz com o jurista, poeta e blogueiro (é dele o melhor blog político-jurídico no ar, O palco e o mundo) Pádua Fernandes. A entrevista se intitula Para que servem os direitos humanos?, e foi feita a partir de um pequeno livro homônimo do Pádua que a editora portuguesa Angelus Novus lançou em 2009. Recomendo a leitura da entrevista (pelas respostas, evidentemente) a todos que se interessam pelas potencialidades (e também pelos limites) dos direitos humanos, pela ligação destes com o campo da ação política. 


padua.jpgA certa altura da entrevista, Pádua lembra de uma bela passagem de Foucault: "A infelicidade dos homens não deve jamais ser um resto mudo da política. Ela fundamenta um direito absoluto de se erguer e se dirigir àqueles que detêm o poder". Quer concordemos ou não em associar tal "direito absoluto" aos direitos humanos, é ele quem fundamenta toda revolta, toda resistência, toda revolução. Ninguém tem o direito de calar sua infelicidade. Como diria Hannah Arendt, "ninguém tem o direito de obedecer". Os direitos negativos são uma miragem legalista criada pelo discurso jurídico dos que detêm o poder. Só há direitos positivos, só há o direito de agir. O direito ao grito é o primeiro, e talvez único, direito humano.

Clique aqui para acessar o Sopro 54 em PDF

P.S.: Aos que têm comentado aqui no blog, peço desculpas por não estar respondendo. Li todos os comentários, e agradeço muito por todos, que sempre me ajudam a repensar meus textos, minhas idéias. Todo pensamento é dialógico, é comum. Só que infelizmente, estou no semestre final do doutorado, então a tese e alguns outros projetos paralelos têm tomado todo o meu tempo, e, por isso, não consigo responder à altura os comentários.


Sopro 53

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No Sopro 53, o sensacional verbete Amor, de D.H. Lawrence, publicado originalmente em 1918. A tradução é minha, com auxílio da Déborah Danowski. Pra quem quiser conferir o original (em inglês), aqui o link prum livro em que o verbete foi republicado.

No mesmo número, mais três das Notas para a reconstrução de um mundo perdido, série de textos de Flávio de Carvalho que estamos republicando no Sopro. As 3 notas que saíram nesse número são:

VI: O culto do herói, o gótico e o barroco
VII: O Sonho e o Herói
VIII: A Floresta e o Gótico

Clique aqui para visualizar o Sopro 53 em PDF (recomendado)


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A editora Cultura e Barbárie acaba de lançar seu terceiro título. Trata-se de Campo de Provas: sobre Nietzsche e o test-drive, de Avital Ronell (autora praticamente não traduzida ao português). O colega Rodrigo Lopes de Barros assina a tradução deste livro de bolso (41 páginas). As páginas iniciais do livro podem ser visualizadas aqui.

Sinopse: O que é um experimento? O que é um teste? O que significa a passagem da experiência entendida como um saber consagrado pelo tempo para a noção de experiência compreendida como experimentação? Avital Ronell busca, em Campo de Provas: sobre Nietzsche e o test-drive, responder a essas questões e decifrar o que está por trás da "pulsão de teste" que se apossa cada vez mais do Ocidente. Seguindo a esteira de Derrida, e d´A gaia ciência nietzschiana, a autora desvenda as aporias do teste e as possibilidades que este abre para uma justiça por-vir.

Fragmento: "Eis a pergunta que trago à mesa: por que o teste tem, ao longo da história, mas talvez hoje mais obstinadamente, chegado a definir nossa relação com as questões da verdade, do conhecimento, e até da realidade? Não é uma questão de escolher entre uma ciência de fato e uma ciência de essência - entre um relato do porquê as coisas são reais ao invés de possíveis. Tampouco é simplesmente uma questão de auto-compreensão tecnológica, como se a reflexão científica sobre seus próprios procedimentos e premissas pudesse satisfazer uma fome filosófica. O termo "posição-sujeito" não cobrirá a calamidade do campo que cerca a vontade de teste. Às vezes, minha chamada posição-sujeito parece reduzida àquela de um coelho tremendo de frio, ou menos glamurosamente frágil, a de um rato, agulhado e entubado, seccionado e acossado pelo tentáculo tecnológico. Como um receptor da demanda invasiva, minhas orelhinhas de coelho estão tremendo - uma figura conjurada por Heidegger para expor a audição exemplar. Eu não sei se meu dispositivo de audição é exemplar, tampouco insisto em sustentar o pathos que impulsiona as imagens reunidas neste lugar. Como um bom receptor nietzschiano, estou afinada para as valorações contraditórias do fenômeno sob consideração."

Clique aqui para comprar o livro

PROMOÇÃO
Aproveitando o jabá, gostaria de anunciar a promoção da editora Cultura e Barbárie: os 3 títulos lançados por R$30 + Frete

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Sopro 52

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Sopro 52:

  1. Notas para Literaturas Pós-autônomas III, da Josefina Ludmer. Para quem se interessa pela Ludmer, recomendo uma visita ao site dela, que inclui um blog, de onde traduzimos o texto pro Sopro. Vale lembrar que já publicamos o Literaturas pós-autônomas no panfleto;

  2. Gastronomia mitológica: excelente texto do Furio Jesi, traduzido pelo Vinícius Honesko - a tradução apareceu pela primeira vez no Flanagens. Do Furio Jesi, já publicamos 5 fragmentos sobre Mito e linguagem;

  3. A cauda, de Luis Tejada. O texto é um dos verbetes do Dicionário crítico do Sopro.

Visualizar o Sopro 52 em PDF




Sopro 51

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Com uma excepcional colaboração de Eduardo Viveiros de Castro (@nemoid321 no twitter), intitulada Desenvolvimento econômico e reenvolvimento cosmopolítico:
da necessidade extensiva à suficiência intensiva
, o novo número do Sopro está no ar.

O 51o número de nosso panfleto traz também mais duas das Notas para a reconstrução de um mundo perdido, escritas por Flávio de Carvalho, e que estamos republicando seriadamente. São elas:

IV: Os Cesares do Império Vermelho
V: As forças fundamentais do Destino Histórico

Pra não perder o costume, recomendo a visualização do Sopro 51 em .PDF.


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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