Semana cheia de coisa interessante (na Universidade) pra quem está em Florianópolis:
Semana de Letras
Christopher Dunn
O professor de Tulane (onde trabalha com Idelber Avelar) e autor de Brutalidade Jardim, considerado por Zé Celso o melhor livro sobre a Tropicália, proferirá duas conferências que integram o evento O pensamento no século XXI:
- Hoje (24 de maio) - 19 hrs, no Auditório da Reitoria da UFSC
"A arte é uma extensão do corpo. Eu expliquei pro polícia tudo: Waly Salomão e a contracultura brasileira" - Amanhã (25 de maio) - 10 hrs, no Auditório da Reitoria da UFSC
"Três Modernidades Tropicalistas"
Semana de Letras
- Amanhã (25 de maio) às 18:30, na Sala Carlos Drummond de Andrade, no Bloco B do CCE/UFSC
Cinema e Literatura Brasileira, mesa-redonda com Joca Wolff, Cláudia Mesquita e Jair Fonseca - Quarta (26 de maio) - às 10:30, no Auditório do Bloco B do CCE/UFSC.
O velho e o novo. A superação nos estudos de letras, palestra de Raúl Antelo
Last, but not least, um auto-jabá: - Sexta (28 de maio) às 14:20 na Sala 201 do CCE/UFSC.
- marioswald(s): Antropofagia - ontem. hoje. amanhã. GT coordenado por Flávia Cera e do qual participarei, Aos interessados, mais informações:
Resumo: A Antropofagia nasce sob o signo da metamorfose: "marioswald", autonomeação híbrido-composta utilizada pelos dois "pontas-de-lança" de nosso modernismo e recorrentemente invocada nas reapropriações posteriores do canibalismo político-cultural. Por isso, ela nasce também sob o signo da impropriedade, da impossibilidade de fixar uma identidade estável: dentre as peculiaridades da Antropofagia do final da década de 1920, está o fato - pouco percebido pela crítica - de que não há, a rigor, nenhuma obra antropofágica (se Macunaíma era reivindicado pelo "movimento" como sua obra-prima, seu autor, Mário de Andrade, negava veementemente o rótulo e foi, além disso, constantemente atacado pelos antropófagos; Cobra Norato, de Raul Bopp, e o par de romances Miramar/Serafim, de Oswald de Andrade, foram gestados muito antes da Antropofagia; e os quadros de Tarsila do Amaral, muito mais que inspirarem-se no ideário do grupo, foram a sua inspiração). Ao contrário da Poesia Pau-Brasil, fundada na idéia de invenção, i.e., de uma apropriação visando à propriedade, à criação de um legado que possa ser transmitido e inventariado, a Antropofagia define-se como prática sem obra, como um meio sem fim, como um objetivo sem objeto, que aparece/acontece em uma temporalidade não-redutível à linearidade cronológica que funda o tempo da transmissão da propriedade (ou seja, da tradição).
- Da invenção da invenção à posse da posse: Pau-Brasil e Antropofagia
Alexandre Nodari (doutorando CPGL/UFSC) - Saneamento Básico: da lama ao caos
Flávia Cera (doutoranda CPGL/UFSC) - O modernismo nasceu na zona: em torno d'O perfeito cozinheiro das almas deste mundo'
Victor da Rosa (mestre pelo CPGL/UFSC) - Antropofagia e obnubilação. Gregório de Matos e o daimon
Diego Cervelin (mestrando CPGL/UFSC) - Antropofagia e Perspectivismo literário: o outro canibal em Rosa e Mussa
Ana Carolina Cernicchiaro (doutoranda (CPGL/UFSC) - O banquete de Mário de Andrade diante do espelho: questões do corpo híbrido
Evandro de Sousa (mestrando CPGL/UFSC) - Do outro lado do rio: Oswald de Andrade e Paulo Duarte
George França (doutorando CPGL/UFSC)



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