Dicionário de Bolso

"última fronteira em que a humanidade pode estabelecer um novo ethos civilizatório"

(Marina Silva. no Dia Mundial do Meio Ambiente, 04 de junho de 2009, para a FSP)


"Em resposta à lei antifumo de Serra, preciso achar a camiseta que comprei anos atrás e trazia uma caveira com cigarro e os dizeres: `O cigarro adverte: o governo faz mal à saúde´. Grande verdade, porque nada aumenta tanto a pressão sanguínea quanto pagar impostos escorchantes, que, no limite, serão usados para pagar empregadas domésticas de parlamentares."

(Simone Montgomery Troula, em carta à FSP, 09/04/2009. O Balaio do Kotscho faz uma boa análise tanto da carta quanto da lei). 


"esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado. Porque essa quantidade de líquidos que nós temos, o sangue, a urina e as fezes aparecem na sua forma mais humana. Não dá para chamar isso de ditabranda, não."

Dilma Rousseff, em entrevista a Folha de S. Paulo, 05 de abril de 2009. As respostas da ministra são sensacionais e de uma lucidez absurda. Questionada pela repórter sobre a declaração de um antigo algoz da ditadura de que talvez votaria nela para presidente - eleições, o tema preferido (ou único) da FSP -, Dilma vai nos dedos: "Minha querida, pelo amor de Deus. A vida é um pouquinho mais complicada que isso." Link para a entrevista (só para assinantes).


"Bloom: [blum] n.m. - v. 1914; origen desconocido, acaso del ruso Oblomov, del alemán Anna Blume, o del inglés Ulises - 1) Stimmung final de una civilización inmovilizada en su propio lecho, que sólo consigue distraerse de su naufragio mediante la alternancia de frases cortas de histeria tecnófila y largas playas de astenia contemplativa. Era como si la masa exsangüe de asalariados viviera en el Bloom. '¡Muerte al Bloom!' (J. Frey); 2) Fig. Forma de vida crepuscular, vacante que, por lo general, afecta a los humanos en el mundo de la mercancía autoritaria à bloomesco, bloomitud, bloomificación; 3) por ext. Sentimiento de ser póstumo. Sentir el bloom; 4) Acta de defunción de la política clásica; 5) Acta de nacimiento de la política extática;  6) Hist. Aquello cuya asunción determinó la formación de los distintos focos del Comité Invisible, conjura anónima que, mediante sabotajes y levantamientos, acabó liquidando la dominación mercantil en el primer cuarto del siglo XXI. 'Cuando pasa el tren, los espectadores se quedan petrificados.' (K.)"

Tiqqun (órgão consciente do Partido Imaginário), Teoría del Bloom (tradução ao espanhol por Mónica Silvia Nasi - Editora Melusina[sic], 2005).



"1) Tômbola no Itamaraty; 2) tem produzido excelentes resultados na elevação do nível de interlocução e projeção da imagem externa do país; 3) gera consenso por compreensão mútua e reeleição; 4) faltou na Bósnia; 5) tem sobrado no Órgão de Solução de Controvérsias do Rotary Club Norte de Genebra"

Paulo Arantes, Diccionario de bolso do Almanaque Philosophico Zero à Esquerda, 1997


"La ascendencia etimológica del trabajar castellano como la del travailler francés y del travagliare italiano es el vocablo latino tripaliare, del sustantivo trepalium, un artilugio de tortura formada por tres palos, al que se ataba a los condenados (gladiadores del circo romano y esclavos) para infligirles castigo. De donde, trabajar significaba estar sometido a tortura."

Carlos Astrada, filósofo argentino, Trabajo y alienación



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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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