Frases Feitas

"O Chefe -Vamos matar todos os nossos desafetos!
A forca sorri.
A multidão (Urrando) - Vamooooos! Vamoooooos! Abaixo os desafetos! Abaixoooooooooooo!
O Chefe - Os indiferentes também!
A multidão - Vamoooooos! Abaixo os indiferentes! Mataremos todos!
O Chefe - Vamos dizer que são todos comunistas!
A multidão - Vamooooooooos!"

(Oswald de Andrade, Panorama do fascismo, 1937)


Legenda

"Primero vamos a matar a todos los subversivos, después a sus colaboradores; después a los simpatizantes; después a los indiferentes, y por último, a los tímidos."

(General de Brigada Iberico Manuel Saint Jean, governador de Buenos Aires, 1976)



"As pessoas não querem vingança e, sim, justiça"
(Francisco Cembranelli, promotor, durante o julgamento dos Nardoni - Fonte)

Legenda
"Se o Nardoni não for condenado, a gente mata ele aqui fora"
(Um dos participantes do circo, ou auto-da-fé, montado do lado de fora do Fórum onde ocorria o julgamento - Fonte)


"Cotas raciais - Acreditem: um juiz decidiu cumprir a Constituição!!!"
(Reinaldo Azevedo, em seu blog, no dia 30 de novembro de 2007, referindo-se ao juiz Carlos Alberto da Costa Dias, que, em decisão judicial de 29 de novembro de 2007, concedeu liminar cancelando as cotas na Universidade Federal de Santa Catarina).

Legenda
"Determinada aposentadoria compulsória de juiz federal de SC por falsificação e uso de documento falso"
(Notícia fresquinha, referente ao mesmo juiz que "decidiu cumprir a constituição" - Fonte)


"A estrela vermelha para mim não tem sentido. Eu a vi nos tanques sérvios que atiravam nos civis e em nós, repórteres. Agarrados à estrela vermelha, perpetraram crimes horrendos sob o título de limpeza étnica. Assim como a suástica, estrelas vermelhas levam ao desastre, quando se decide obedecer, cegamente, a um projeto de poder."
(Fernando Gabeira, deputado federal e símbolo do Gabeirismo. Folha de S. Paulo, 17 de julho de 2009)

LEGENDA
"Mussolini nunca matou ninguém. Mussolini mandava gente de férias para exílios internos".
(Sílvio Berlusconi, setembro de 2003. Fonte).

*Sobre o assunto, vale a pena conferir este texto de Slavoj Zizek publicado no Sopro e também este post do Hugo Albuquerque.


"Eles (os senadores) são todos bons pizzaiolos."
(Lula, 15 de julho de 2009. Fonte).

Legenda
"Há uma maioria [no Congresso] de 300 picaretas que defendem apenas seus próprios interesses."
(Lula, setembro de 1993. Fonte).


"Nós, do Brasil, somos uma raça miscigenada. Eu tenho a minha bisavó negra, que foi escrava. A minha avó era mulata. Se você olha para mim, eu sou branco, mas eu não sou branco de fato. Então, não existe problema racial no Brasil"
(José de Alencar, vice-presidente da República, 28 de março de 2007. Fonte)

Legenda
"Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem. Muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas. Tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?"
(Glória Coelho, estilista, sobre cotas raciais nos desfiles da SP Fashion Week, FSP, 12/04/2009)

"Soja é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar"
(José Antônio Costa, professor da UFRGS, em sala de aula, março de 2000. Fonte)


"Acho que a Venezuela vive um sistema totalitário. Não importa se o presidente foi eleito. Hitler também foi eleito, não? Voto não garante democracia. Na hora que um sujeito tem voto popular para ficar o tempo que quiser no poder, para mim, se trata de uma ditadura."
(Luiz Felipe Pondé, 09 de março de 2009, FSP)

Legenda
Hitler foi NOMEADO chanceler - a sua eleição é um dos mitos mais toscos que perseveram, ainda que até no Wikipedia seja possível encontrar a informação correta

Chavez está no poder há dez anos. No "ranking" ditatorial, ainda está um ano atrás de Margaret Thatcher (1979-1990) e alguns meses de Tony Blair para ficar na comparação só com a Inglaterra.


"Historiador" justifica a reforma ortográfica da Folha:

"O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições para os governos estaduais em 1982."
(Marco Antônio Villa, Ditadura à brasileira, FSP, H05/03/2009)


"as chamadas 'ditabrandas' -caso do Brasil entre 1964 e 1985"
("Limites a Chávez, editorial da Folha de S. Paulo, 17 de fevereiro de 2009)

LEGENDA
Folha Explica a Reforma Ortográfica I
"Na comparação com outros regimes instalados na região no período, a ditadura brasileira apresentou níveis baixos de violência política e institucional."
(FSP, 18 de fevereiro de 2009)

Folha Explica a Reforma Ortográfica II ou de como a Folha gostou tanto do seu "ditadômetro" (expressão de Luiz Serenini Prado), que inventou também o "criticômetro" (o equivalente, na Reforma Ortográfica, ao famoso "vaia de bêbado não vale")
"A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações. Quanto aos professores [Fábio Konder] Comparato e [Maria Victória de Mesquita] Benevides [que também tiveram suas cartas publicadas], figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua 'indignação' é cínica e mentirosa."
(FSP, 20 de fevereiro de 2009)



-Jovem estudante: "Vocês, políticos, são todos iguais."
-Fernando Gabeira: "Eu sou o Fernando Gabeira, tenho 50 anos de vida pública, não sou um político qualquer."
(Fonte: G1)

LEGENDA
"Tenho 40 anos de vida pública e ninguém pode apresentar qualquer prova contra a minha honestidade. Podem falar do meu temperamento, mas nunca de falta de honestidade. Esse é meu trunfo"
(ACM, PFL,14/03/2000)

"Não vou perdoar criminosos e quero que a lei seja cumprida. Não vou permitir que meus 38 anos de vida pública sejam achincalhados."
(Jorge Bornhausen, PFL, 28/10/2005)

"Depois de 40 anos de vida pública, do dia para a noite, fui transformado no chefe do "mensalão", em bandido, no maior corrupto desse país"
(Zé Dirceu, PT, 01/12/2005)

"Os recursos que recebi não eram "propina", como afirma o jornalista, incorrendo em calúnia. Tenho quase 30 anos de vida pública e jamais esse termo foi usado em referência a mim e/ou a minha atuação na política."
(João Paulo Cunha, PT, 09/12/2005)

"Depois de 32 anos de vida pública, não tenho patrimônio, e o que me acusam é porque a minha mulher usou um vestido que depois doou para uma entidade"
(Geraldo Alckmin, PSDB, 20/10/2006)

"É um parlamentar com mais de 20 anos de vida pública, marcada pela correção de seus atos e o compromisso com a democracia e justiça."
(Nota do PSC sobre o parlamentar Mário de Oliveira, acusado de mandar matar o também deputado Carlos Willian, 27/06/2007)

"Tenho 30 anos de vida pública honesta, não tenho nenhum tipo de denúncia."
(Carlos Lupi, PDT, 11/03/2008)

"Tenho 41 anos de vida pública sem uma condenação."
(Paulo Maluf, PP, 20/06/2008)

etc. etc. etc.

Fonte: Folha de S. Paulo


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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