
Transgênicos: Ao romper a barreira das espécies, o homem-Médico cria o seu Monstro benigno. Genes de bactérias inseridos na soja permitirão acabar com a fome no mundo em um passe de mágica (ainda que só os bichos-grilo comam soja - mas isto não é um problema, o Mercado pode obrigar a todos que se tornem naturebas, sob pena de ficar nervoso). O super-arroz acabará com os problemas de desnutrição e carência de vitaminas (ainda que para isso as pessoas precisem comer uma quantidade absurda do arroz transgênico, fato que agradaria muito ao Mercado). Além disso, sintonizado com a era das fusões, a transgenia possibilitará fundir remédios com alimentos: antibióticos na carne, por que não? Os estudos de impacto ambiental, ao contrário do que dizem seus detratores, comprovam o caráter benéfico do milho transgênico: contamina rapidamente o milho crioulo, acabando com as variedades coloridas e de aspecto sujo, uniformizando a qualidade. O patenteamento das variedades transgências também permite maior controle de qualidade das safras: os agricultores têm de comprar as sementes direto da empresa, diminuindo o comércio ilegal e garantindo ao consumidor um produto aprovado por grandes empresas respeitadíssimas nas bolsas de valores mundo afora. A transgenia salvará o mundo, ainda que o mundo pereça (e apesar dos eco-chatos).


Alexandre, trata-se algo aniquilador. O que você escreveu é praticamente um parecer de alguma multinacional tipo Monsanto para a CTNBio...
Abraços,
Pádua