Dicionário de Bolso: Ditadura

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"esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado. Porque essa quantidade de líquidos que nós temos, o sangue, a urina e as fezes aparecem na sua forma mais humana. Não dá para chamar isso de ditabranda, não."

Dilma Rousseff, em entrevista a Folha de S. Paulo, 05 de abril de 2009. As respostas da ministra são sensacionais e de uma lucidez absurda. Questionada pela repórter sobre a declaração de um antigo algoz da ditadura de que talvez votaria nela para presidente - eleições, o tema preferido (ou único) da FSP -, Dilma vai nos dedos: "Minha querida, pelo amor de Deus. A vida é um pouquinho mais complicada que isso." Link para a entrevista (só para assinantes).

3 Comentários

Ela mandou muitíssimo bem. Me surpreende muito que essa réplica tenha sido publicada!


Caro Diego: a definição da Dilma é impecável, "saturada", "carregada", no bom sentido. Quanto aos motivos de terem publicado, tenho lá minhas desconfianças, como argumentei nos meus comentários a este post d'O Biscoito Fino.


Tbm acho que ela acertou em cheio. Só espero sinceramente que ela não convide o Duda Mendonça [ou algum genérico dele] para coordenar a sua campanha. Afinal de contas, não precisamos de uma "Dilminha, paz e amor"...


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

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O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

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entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

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Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

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