"Cotas raciais - Acreditem: um juiz decidiu cumprir a Constituição!!!"
(Reinaldo Azevedo, em seu blog, no dia 30 de novembro de 2007, referindo-se ao juiz Carlos Alberto da Costa Dias, que, em decisão judicial de 29 de novembro de 2007, concedeu liminar cancelando as cotas na Universidade Federal de Santa Catarina).
Legenda
"Determinada aposentadoria compulsória de juiz federal de SC por falsificação e uso de documento falso"
(Notícia fresquinha, referente ao mesmo juiz que "decidiu cumprir a constituição" - Fonte)


Sendo aposentado, ele ainda fica com todos os seus vencimentos de juiz. Devia ter sido exonerado (mas talvez ele saiba demais...). E ainda permanecerá como professor. Pelo menos foi meu professor de Direito Administrativo I. Será que ainda continua na UFSC? Uma coisa boa pelo menos: não precisaremos ouvir as argumentações mirabolantes e oitocentescas dele para barrar as cotas na UFSC.
O que eu considero mais fascinante em Reinaldo Azevedo é que ele não interpreta nenhum texto, ele conhece, sabe a verdade de um texto. Para Reinaldo, o juiz Carlos Alberto da Costa Dias, ao conceder a referida liminar, não estava interpretando a Constituição, estava contemplando a verdade (óbvia) do texto constitucional, a mesma verdade que ele, Reinaldo, consegue facilmente apreender, porque essa verdade jaz evidente no texto e apenas não a apreende quem não quer - ou quem age de má fé.
Reinaldo Azevedo é uma espécie de jagunço midiático - como bem o definiu, certa vez, Luís Nassif -; em suma, alguém cuja ambição desmedidamente maior do que o talento entrou em um parafuso moral que o faz se prestar a um trabalho inclemente: Juntar os dogmas elaborados pela direção do aparelho onde trabalha referentes a determinados casos concretos e, assm, tentar dar alguma coerência discursiva. Sua decadência é a expressão de um fenômeno recorrente nos meios pequeno-burgueses paulistas: O sujeito que se dizia de esquerda por um tempo - no qual não conseguiu entender o espiríto dessa coisa que ele utilizou como mero instrumento de ascenção social - e que deixou de ser sem nunca ter sido. A outra face desse mesmo fenômeno é o idealismo cômodo dos intelectuais pequeno-burgueses das grandes universidades paulistas - que, tal e qual a direita, desqualificam programas sociais de toda ordem e natureza.
P.S.: Cá entre nós, pelo menos em Direito Administrativo, eu tenho mais sorte, o departamento da PUC-SP, em que pese algumas discordâncias que eu tenha, é sério.
quando o finalmente o país está começando a fazer algo pelos pobres a elite reage e tenta impedir!!
lamentável estes "juízes" que deveríam praticar a justíça fomentarem "injustiças" querendo derrubar as cotas!!!!
A constituição deveria garantir acesso às Universidades Públicas APENAS aos pobres que estudaram em colégios públicos!!!!
Cotas 100 % aos pobres Já!!!!!!!!
Esses “juízes” que somente servem à elite deveriam ser aposentados ou exilados do Brasil o quanto antes!!!!!
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