A análise do Politika etc. sobre o grande perdedor da crise do Senado, o PSDB, que conseguiu a proeza de unir o PMDB e afastá-lo de Serra, é mais um exemplo da burrice patológica que domina a classe política brasileira. Os exemplos são infnitos: os aloprados do PT, a tentativa de renovação do PFL colocando como novos bastiões jovens com velhos sobrenomes (Rodrigo Maia, ACM Neto), um ministro que se envolve diretamente na quebra de sigilo bancário de um caseiro, a Marta Suplicy que joga fora toda sua militância contra a homofobia na disputa quase perdida à prefeitura, um presidente da Câmara dos Deputados que cobra propina de restaurante, um ex-presidente da República que se dá ao trabalho de conseguir empregos para a família (como se no Maranhão, de que é dono, não houvesse lugar suficiente para alocá-la sem estardalhaço), o grande senso de estratégia de Jorge Bornhausen, que conseguiu reduzir o número de governadores estaduais do PFL a zero (DF é distrito, não estado), a insistência em acreditar que Lula sangraria até a morte com o mensalão, a insistência em acreditar que Lula, desta vez, sangraria até a morte com a crise econômica, etc. etc. etc. É um mito a suposta sagacidade dos políticos tupiniquins. Mas, como todo mito, a sua verdade se revela na sua própria enunciação: estamos acostumados com os termos "raposa", "macaco velho", "águia" em referência a membros da classe política: é isso de fato que são, seres dotados de uma inteligência puramente instintiva, reativa, dominadas por um ambiente de horizontes reduzidos. Mas, com certeza, a maior burrada da classe política é a estratégia da oposição de ridicularizar Lula por sua pouca escolaridade (isso pensando sem ética nenhum, mas estrategicamente mesmo: em um país onde a educação formal da população é precária, fazer esta crítica é suicídio político). As altíssimas taxas de popularidade do Presidente, sua capacidade de se descolar do próprio partido, a desenvoltura com que fala o que quer e como quer (isto para não falar dos avanços históricos do país) não deixam dúvidas: em terra de bacharéis, o analfabeto é rei.
O estado da arte da inteligência política
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Alexandre Nodari
é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do SOPRO.
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- SMS to Email comentou no post O estado da arte da inteligência política: Cool story bro
- Maria Aparecida Cabral comentou no post O estado da arte da inteligência política: Cara, vc é muito bom!!!!!! Foi por acaso, mas, graças a Deus, caí no seu blog! Já está no meu "Favoritos" e estarei sempre por aqui, pode ter certeza. P-A-R-A-B-É-N-S !!!!
- Mauricio Caleiro comentou no post O estado da arte da inteligência política: Perfeito. Sem esquecer que o burro do Lula contrasta com o sumo sacerdote da inteligência uspiana, soi disant intelectual de alta estirpe - vulgo "O Príncipe da Sociologia Brasileira" -, cujo governo privatista, anti-Brasil e anti-povo permanece vivíssimo na memória dos caipiras, digo, da população brasileira.
- josaphat comentou no post O estado da arte da inteligência política: O domínio do vernáculo não faz de alguém algo necessariamente melhor. A leitura é, a priori, apenas prazer. O acúmulo de informações não é condição para atingirmos aquele bem a que se referia o filósofo grego. O buraco é mais embaixo, fica no peito. Isso sempre parece que é difícil de se perceber para quem frequenta corredores acadêmicos.
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Hahaha. Está muito divertido este post. Ri muito. É sério.
Ah, são instintivos mesmo! Engraçado mesmo é que justo eles que tanto fazem questão de ostentar que tiveram uma formação acadêmica, são ricos desde 300 anos e lá vai pedrada, se esfalfam aos gritos no senado. Não sei com que cara de peroba lustra dizem que era melhor o FHC. Esse sim um mestre em bola fora, colonialismo travestido de "piadinha".
O domínio do vernáculo não faz de alguém algo necessariamente melhor. A leitura é, a priori, apenas prazer. O acúmulo de informações não é condição para atingirmos aquele bem a que se referia o filósofo grego. O buraco é mais embaixo, fica no peito. Isso sempre parece que é difícil de se perceber para quem frequenta corredores acadêmicos.
Perfeito. Sem esquecer que o burro do Lula contrasta com o sumo sacerdote da inteligência uspiana, soi disant intelectual de alta estirpe - vulgo "O Príncipe da Sociologia Brasileira" -, cujo governo privatista, anti-Brasil e anti-povo permanece vivíssimo na memória dos caipiras, digo, da população brasileira.
Cara, vc é muito bom!!!!!! Foi por acaso, mas, graças a Deus, caí no seu blog! Já está no meu "Favoritos" e estarei sempre por aqui, pode ter certeza.
P-A-R-A-B-É-N-S !!!!
Cool story bro