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Flávia Cera escreveu um excelente post, sobre a prevalência do racismo na forma de organização das sociedades contemporâneas. O papel da mídia nesse processo não é pequeno: nesse sentido, acredito que ela faz parte do que podemos chamar de Estado, isto é, a formatação da imaginação pública - e o jurista Pedro Estevam Serrano argumenta justamente que este poder imaginário-simbólico dela a torna um "poder imperial". O melhor da literatura brasileira (e talvez da latino-americana) contemporânea tem se debruçado sobre esta falência dos modelos de organização social e do conhecimento, enfim, das comunidades, explorando outras formas. É o caso das ficções de Verônica Stigger, analisadas com este enfoque por Caio Moreira. Os filósofos também tem essa questão como central - e, Agamben, por exemplo, advoga a transformação da vida em uma obra de arte sem autor.

3 Comentários

Alexandre,

Interessante. Conheço pessoalmente o Pedro Estevam - ele deva aulas de Fundamentos de Direito Público para uns amigos meus no primeiro ano mas, infelizmente, não foi meu professor. É um sujeito bem progressista para a média dos juristas - da PUC então, nem se fala. Também achei essa entrevista bacana assim como uma que ele deu recentemente no programa do Lobão sobre a infame lei antifumo serrista - em relação a qual ele se opõe. Coincidentemente, o irmão do Pedro, Vidal Serrano, também leciona na PUC, mas passa longe de ser progressista como irmão - muito pelo contrário, é representante da mantenedora da PUC, a Fundação São Paulo, no Conselho Universtário num dos mais absurdos casos de desrespeito da autonomia universitária no Brasil contemporâneo - a mão da cinco dedos, um diferente do outro...


Será que essa visão da mídia não tem ver com uma especificidade da realidade brasileira, onde se concentra de forma impressionante o poder formador de opinião na Rede Globo? Digo isso porque onde vivo (EUA) nem CNN, nem FoxNews, nem qualquer outra emissora, aberta ou de cabo, tem um quarto do poder de manipulação da Globo - aqui está tudo muito pulverizado, hiper-pulverizado para os padrões brasileiros, onde o industrial e a socialite assistem o mesmo noticiário e a mesma novela que o operário e a empregada doméstica.


Paulo: totalmente de acordo. Por isso mesmo que uma Lei de Imprensa que coíba o oligopólio, bem como reveja as concessões existentes, é mais do que necessária. "Nunca antes na história desse mundo" um presidente eleito co-apresentou por mais de uma hora um jornal televisivo, como Lula o fez. Aliás, não tocar na questão da mídia é o seu maior ponto fraco junto com a questão agrária. Abraço


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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  • Paulo Moreira comentou no post Links: Será que essa visão da mídia não tem ver com uma especificidade da realidade brasileira, onde se concentra de forma impressionante o poder formador de opinião na Rede Globo? Digo isso porque onde vivo (EUA) nem CNN, nem FoxNews, nem qualquer outra emissora, aberta ou de cabo, tem um quarto do poder de manipulação da Globo - aqui está tudo muito pul
  • Hugo Albuquerque comentou no post Links: Alexandre, Interessante. Conheço pessoalmente o Pedro Estevam - ele deva aulas de Fundamentos de Direito Público para uns amigos meus no primeiro ano mas, infelizmente, não foi meu professor. É um sujeito bem progressista para a média dos juristas - da PUC então, nem se fala. Também achei essa entrevista bacana assim como uma que ele deu recenteme








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