Sugestão para incorporar numa nova Lei de Imprensa: toda vez que um jornalista main-stream vociferasse contra a "censura" e pela liberdade de expressão, deveria vir uma legenda: "O direito de expressão ou informação a que o jornalista defende é um eufemismo pro direito do seu patrão de ganhar dinheiro". E pra identificar o que chamo de jornalista main-stream é relativamente fácil: provavelmente o seu blog se chamará algo como Blog (como se fosse O Blog), ou fará referência a seu poder visionário (como se os jornalistas fossem os únicos que tivessem olhos), ou ainda terá uma comunidade virtual com o seu nome (sim, se acham Messias).
Horácio Potel foi condenado a pagar uma multa de 40.000 pesos por manter o site "Derrida en castellano", um excelente veículo de difusão do pensador francês. Mas é claro que ele não exercia a liberdade de expressão ou de informação. Era pirataria, não é mesmo?
(Há alguns links para os textos que Potel disponibilizava no seu site aqui).


Alexandre,
"A pergunta" que quero fazer não tem muito (ok, NADA) a ver com o tema e nem é sua área, mas acredito - e espero - que você saiba respondê-la:
Quando alguém pode ser chamado de filósofo? É pelo reconhecimento dos outros (seja lá quem for)? Ou basta ser formado (graduação e/ou pós) em filosofia? Ou alguma outra opção...?
Desde já agradeço!
Att.
Ricardo
opa
já abriu abaixo assinado pressa lei?
eu assino!
\o/
Ricardo: existe alguma regra tosca criada por alguma associação idiota sobre isso. Mas é algo formal que já nem lembro mais. Na verdade, um cara é filósofo quando os outros o chamam assim. Abraço
Ricardo e Alexandre,
Eu sempre fico surpreso com as restrições e a aura enigmática que pairam sobre a designação do filósofo. Incomodam-me os corporativismos nessa área.
Naturalmente, qualquer tentativa de delimitar quem pode ou não receber o nome é perniciosa para a própria filosofia, pois há várias maneiras de se ocupar com ela. Um professor de ensino médio ou um autor original e conhecido são igualmente merecedores de serem chamados de filósofos. O que conta não é tanto o pertencimento a uma profissão ou algo que o valha, mas sim a proximidade e o gosto pelo pensamento e a crítica, etc.
Alexandre, que associação seria essa que pretendeu definir os filósofos? Nunca vi isso! rs
Pretendeu não. Pretende. É alguma associação de filosofia. V. tem que publicar X livros com reconhecimento internacional, ou traduzidos, algo do gênero. Uma bobagem. Mas existe. Não lembro direito o nome da associação e as regras - e tem muita gente que leva a sério. Abraço