Por que votei em Marina e agora votarei em Dilma

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Escrevi um texto pro Amálgama explicitando melhor porque depois de ter votado na Marina Silva no primeiro turno, irei de Dilma agora no segundo: aqui.

9 Comentários

Há um tom meio demiúrgico em sua defesa da Marina. Como se ela, acima do "bem e do mal" (e não "além do bem e do mal"), fosse capaz de modelar uma nova forma de vida em comum a partir de um programa prévio (a única com um projeto). Talvez porque a própria Marina se considere acima do bem e do mal. Tenho o mais profundo respeito pela trajetória da Marina. Só não consigo ver novidade nas ações e alianças que ela construiu, especificamente, nestas eleições. Talvez porque não tenha lido seu projeto, incomodado que fiquei ao vê-la ao lado de velhas raposas como o Sarney Filho e o Antonio Roberto.
Henrique.


Caro henrique: esse texto não é minha defesa da Marina; o texto em que explico porque votei em Marina está aqui. O texto pro Amálgama é uma explicação de porque eu votaria na Dilma no segundo turno após ter votado na Marina no primeiro. A questão do programa de governo era o fio condutor da minha análise, e sintomático da diferença entre os 3 candidatos mencionados.

Sempre que falo algo em favor da Marina, me jogam na cara o nome do Zequinha Sarney, sem maiores explicações, como se portar o nome Sarney fosse contagioso per se, como se o Zequinha fosse responsável pelas maracutaias de Sarney, o velho, e de Roseana. Fica aberta a caixa de comentários para quem queira me explicar o que o Sarney Filho fez de tão errado assim ou me explicar como ele, ao portar o nome do pai, incorpora por osmose os defeitos dele. Veja bem, não estou defendendo o Zequinha, só não entendo o sentido da "acusação": "Como pode Marina ir pro partido do Sarney Filho!?".


Ok, você tem razão quanto a minha lembrança do Sarney Filho, foi forçada e desviou o foco do que quis dizer. Apenas reitero o que ficou nas primeiras frases do meu comentário. Só acrescento que impliquei um pouco com a idéia de "programa" como divisor de águas, no mais das vezes uma peça meramente retórica elaborada com apoio de estrategistas de campanha. Acho que todos os candidatos têm vida pública suficientemente conhecida para que possamos identificar, a partir dela, seus interesses, projetos, compromissos etc. Muitas vezes, programa mais esconde que revela.
Abraço,
Henrique.


Caro henrique: de acordo quanto à retórica dos programas. Ele não deve ser tomado ao pé da letra, é claro, mas é sintomático, pelas ênfases ou ausências, do que os setores que apoiam o candidato pretendem. O PT tem um histórico de apresentar bons programas de governo, bem estudados, com participação de diversos setores da sociedade, etc. É um sinal da despolitização da campanha a ausência de um programa de governo da Dilma. Do Serra, já era de se esperar. Abraço


Venho te alertar que não adianta mais amigo. Você queria o Gandhi, mas vai acabar tendo que aguentar o Hitler.

É uma pena que tantas pessoas inteligentes como você foram manipuladas pela direita, a ponta de fazer a certa vitória do projeto encarnado por Lula e Dilma correr o risco de ser derrotado pela Opus Dei, por obscuros pastores, e pela imprensa golpista.

Estou puto da vida! O tea party manda lembranças!


Se quer ficar puto, o problema é seu.


Acho que os que votaram na Marina, isto é, as pessoas cultas, instruídas, inteligentes, que aprovam e apoiam as propostas verdes da Marina, apenas se fizeram de ingênuas, puras, honestas, no sentido mais chão da classe média conservadora e religiosa. Diziam, ou por vergonha de apoiar o Serra, ou por vergonha de apoiar a Dilma/Lula/Populacho, que a história "verde" da Marina a qualificava para ser presidente, afinal ela também era do povo, como o Lula.
Nunca pensaram nos acordos com a Natura? Nunca se colocaram que a intenção da candidatura era livrar o Serra da derrota? santa ingenuidade.
Nunca viram uma mulher ressentida e infeliz?
Nunca se perguntaram porque o marido da Marina está arrolado em inquérito, juntamente com os Sarneys, numa operação da PF no Maranhão?
Acreditavam mesmo na santa criacionísta?
Pois é, eu devo ser o tonto dessa história.

Orlando Fogaça Filho


fog, se é você que tá dizendo, então quem sou eu pra duvidar?


do Brasilianas:

Parábola da indecisão
Enviado por Abel, dom, 17/10/2010 - 09:51

Recebi por e-mail, só repassando...

A parábola da indecisão

Havia um grande muro separando dois grandes grupos.

De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.
Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.
E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

- Ei, desce do muro agora... Vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

- É porque o muro é MEU.

Não se esqueça:
Não existe meio termo. O muro já tem dono. Pense nisso.


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

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"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

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"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

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Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
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Um antropófago em Hollywood:
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Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

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Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

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