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Sopro 6

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No sexto número do Sopro, a relação entre Tortura, verdade e democracia é debatida por Idelber Avelar. A edição conta também com uma resenha, escrita por Sílvia Regina Lorenso Castro, de Without Sanctuary: lynching photography in America, de James Allen, Hilton Als, John Lewis e Leon Litwack, livro que aborda a conversão dos lynchings em cartões-postais e fotos, a espetacularização da tortura. 

Sobre o formato do Sopro
A pedido do Paulo da Luz Moreira, uma breve explanação sobre o panfleto que edito com minha companheira, Flávia Cera. O Sopro é, basicamente, uma publicação quinzenal pequena (são 4 páginas formadas por uma folha A4 dobrada ao meio) - e daí o nome, é um Sopro, algo de leitura rápida - totalmente feita em casa. Diagramamos, imprimimos e fazemos a versão virtual aqui em casa. A idéia é focar em dois tipos de textos: as resenhas e os verbetes. Ocasionalmente, aparece a seção Debate, mais ligada à política em sentido estrito - o número 3, por exemplo, foi dedicado a discussão do terrorismo; e o número atual, ao da relação entre verdade e tortura. Decidimos também criar uma seção de Arquivo, onde pretendemos publicar textos pouco conhecidos (ao menos do público de língua portuguesa): traduções de textos "lado B" de autores consagrados, textos instigantes de autores desconhecidos, inéditos encontrados em arquivos, etc. Os "ready-mades" completam os números: são pequenas citações arrancadas do contexto e re-conectadas a(os) texto(s) do número. Também já utilizamos ilustrações, no número 3, mas o espaço nem sempre permite. As colaborações são espontâneas (começamos com colegas próximos, mas a rede vai se expandindo aos poucos, e é esta a intenção - ainda que não pretendemos fazer do panfleto um mural policrômico, não somos relativistas, há uma linha, tênue, é certo, que guia a publicação). Em suma, a idéia não é lançar idéias ao vento, mas assoprá-las, isto é, um gesto, um gesto político de vida. Um pequeno sopro de vida, nada mais, nada menos.


Não deixem de ler

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Tortura, verdade e democracia, texto de Idelber Avelar. É mais um exemplo do porquê O Biscoito Fino é, disparado, o melhor blog em português.

Collision

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Mais um blogue (e projeto) do Cultura e barbárie:

Está no ar o blog do filme Collision. Com roteiro de João Pedro Garcia e direção de Rodrigo Lopes de Barros Oliveira, Collision é um projeto de filme aberto, o primeiro no Brasil. Filme aberto significa o uso apenas de softwares livres (neste caso em plataforma Linux) para sua produção, e ainda que todo o material produzido (imagens capturadas, roteiro, trilha sonora, o filme em si) ficará disponível para livre exibição, modificação e utilização. Rodado em Super 16, Super 8 e HD, Collision será uma ficção científica que expõe o instante no qual dois corpos estão prestes a se chocar, no limiar entre finitude e imortalidade, num planeta vazio, numa galáxia em contração, que se funde. O blog do filme é um pouco diferente, ele se pauta por imagens e atrás de cada imagem surge o texto. Já começamos a disponibilização de alguns arquivos (como a versão em andamento do roteiro e as primeiras partes da trilha sonora). Também haverá posts sobre equipamentos, filmagens, intertextualidade, softwares livres: será possível acompanhar todas as etapas do filme. Atualização mínima semanal. Aqui vai o endereço:
www.culturaebarbarie.org/collision

Sopro 5

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No ar, o Sopro de número 5, com resenha de Leonardo D'Ávila de Oliveira, e verbetes de Manoel Ricardo de Lima e Júlia Studart.

Sopro 4

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O número 4 do Sopro tá no ar estreando o "Arquivo" com o verbete Paráfrase de Carl Einstein, traduzido pelo amigo Helano Ribeiro. Outro verbete, de Flávia Cera, sobre o conceito "Marginal" completa o número. 

Sopro n.3

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Já está no ar a versão virtual o terceiro número do Sopro, com "Terrorismo ou tragicomédia", de Giorgio Agamben (traduzido por Vinícius Honesko) e "Cesare Battisti: a 'lei secreta do vocabulário' político contemporâneo", texto meu que leva adiante argumentos que esbocei aqui no blog.

Se alguém tiver interesse em receber a versão impressa do Sopro, entre em contato que damos um jeito.


Auto-Jabá

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Já está no ar a versão virtual do primeiro número do Sopro, jornalzinho de resenhas e verbetes que criei e edito junto com minha companheira, Flávia Cera. Terá periodicidade quinzenal e a versão impressa será distribuída gratuitamente. Quem quiser colaborar, pode enviar um email para sopro@culturaebarbarie.org . Neste primeiro número, uma resenha minha sobre o Crítica Acéfala, de Raúl Antelo e dois verbetes dos amigos do Flanagens.

Saiu hoje, no caderno Cultura do Diário Catarinense, uma resenha minha sobre o belíssimo livro de Eduardo Sterzi, A prova dos nove.


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Champagne pelo Orelhudo
A prisão do orelhudo Daniel Dantas, além de ser motivo de comemoração, revela uma das diferenças cruciais entre a Era FHC I, do Príncipe da Moeda, e a Era FHC II, do Sapo Barbudo: a atuação republicana da Polícia Federal. Os melhores veículos pra se entender este mafioso que fez fortuna com a privataria são o Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim - que se aliaria ao Diabo para derrotar DD, se estivessem no Inferno -, a Carta Capital, e a Terra Magazine, do Bob Fernandes. A grande mídia está toda nas mãos do Orelhudo, como sempre argumentam os veículos supra-citados e Luís Nassif - e como se pode ver no delicioso ranking de nervosismo feito pel'O Biscoito Fino.

Do Light ao Zero
O amigo Leonardo D'Ávila, do Quarentena, escreveu um excelente post, a partir da nova "Lei Seca" pátria, sobre a passagem da sociedade Light à sociedade Zero. Este clima de assepsia, já visível na ostensividade do anti-tabagismo vigente, não é sem relação com o fascismo (vale a pena ler, neste sentido, uma coluna antiga de João Pereira Coutinho na Folha Online sobre as "patrulhas higiênicas, escrito a partir da leitura de The Nazi War on Cancer de Robert Proctor).

Mercado

Carlito Azevedo esteve aqui em Florianópolis duas semanas atrás. Da sua fala, gostaria de destacar a ótima sacada que teve em relação ao "nervosismo" ou o "bom humor" do Mercado: se uma catástrofe acontecesse extinguindo a humanidade e seres alienígenas viessem parar no Planeta, teriam a impressão, lendo nossos jornais, de que éramos governados por um Bebê gigante e superpoderoso, o "Mercado" que, de acordo com o seu humor, poderia acabar com o mundo. O poeta destacou também que, ao lado desta "humanização" do discurso econômico, há uma "economização" do discurso das relações humanas - "estou investindo nesta relação", por exemplo. O "Mercado" teria, assim, dominado todas as esferas humanas, causando uma despolitização nas discussões de todas as searas - na literária, o reflexo disso seria a idéia de que um bom soneto equivale a um bom poema concreto, pelo critério de "qualidade" -, uma espécie de consenso (que, fazendo uma ponte com a idéia da Sociedade Zero, é violentíssima, asséptica, uma forma de censura). E é contra este consenso que se voltaria a atividade editorial de Carlito: a Inimigo Rumor, que completa 10 anos com o seu vigésimo número, seria justamente isso: um pequeno balbucio, um murmúrio (como toda a poesia) contra o consenso.

Indicações
O amigo Victor da Rosa, no seu Notícias de Três Linhas, publica, além de seus ensaios sempre muito bem escritos, posts maravilhosos e muito engraçados, como o Literatura de Morto e Três Aforismos na VAN. Vale a pena ler.

Bares proletários: que post maravilhoso no Flanagens!

Raúl Antelo lançou, no último dia 9, em Buenos AIres, o Crítica Acéfala, pela Grumo. No lançamento, falaram Gonzalo Aguilar e Daniel Link - e o belíssimo texto deste último está reproduzido em versão curta e completa.
 


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LINK
O Centopéia (www.centopeia.net), editado pelos professores e amigos Sérgio Medeiros e Dirce Waltrick do Amarante, completa dois anos agora em maio. Excelente espaço de debate cultural; há muita coisa boa por lá: textos, traduções, entrevistas, poesias. Recomendo, entre muitas outras coisas, (momento auto-jabá) a entrevista com Raúl Antelo (feita por mim), a também entrevista com Viveiros de Castro, o mais criativo antropólogo vivo na minha opinião (agradeço ao amigo Victor da Rosa por me indicar o link), e o belíssimo texto de Guy Debord a respeito da revolta de Watts, O declínio e a queda da economia espetacular-mercantil, tradução dos colegas Leonardo D'Ávila (do Quarentena) e Rodrigo Lopes de Barros.

CHAMADA DE TRABALHOS
A Revista Lekton, publicação de estudantes de filosofia da Universidade Nacional de Córdoba (ainda que, nas palavras dos próprios editores, sejam "tales datos innecesarios", pois o grupo é, antes, algo "como un conjunto no-cerrado, no-selecto, ¿no-conjunto?; ¿interrelacionado?, interactuante") está com a convocatória (chamada) aberta até o dia 31 de maio para o envio de textos para a sua segunda edição. (Link para as normas de formatação).

MORTE
O caderno cultural Mais! está definitivamente morto. A coisa já vinha degringolando há um bom tempo, mas o atestado de óbito veio semana passada, 18 de maio. Tirando as seções fixas (as Dez+, os Lançamentos, Mais! Ciência, etc.), o caderno se limitou a uma reportagem de um colaborador da Folha de S. Paulo que se infilitrou no treinamento da PM carioca e relatou as barbaridades que todos já sabemos: baixo salário, autoritarismo, treinamento à base de lavagem cerebral, etc. etc. etc.

P.S.: À noite volto com post sobre as urnas biométricas e a estréia da seção "Dicionário de Bolso".


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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