"Nós, do Brasil, somos uma raça miscigenada. Eu tenho a minha bisavó negra, que foi escrava. A minha avó era mulata. Se você olha para mim, eu sou branco, mas eu não sou branco de fato. Então, não existe problema racial no Brasil"
(José de Alencar, vice-presidente da República, 28 de março de 2007. Fonte)

Legenda
"Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem. Muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas. Tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?"
(Glória Coelho, estilista, sobre cotas raciais nos desfiles da SP Fashion Week, FSP, 12/04/2009)

"Soja é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar"
(José Antônio Costa, professor da UFRGS, em sala de aula, março de 2000. Fonte)


I
Hannah Arendt dizia que quando pessoas - sempre no plural, sempre mais de uma, sejam dois ou três gatos pingados, sejam 300, sejam 100 mil - se reúnem em praça pública, ali nasce a política (que ela também chamava de "poder", no sentido de potência, de criação do Novo, ligado à condição humana da natalidade: todo nascimento é um recomeço, um começo a partir do zero). Assim que estas pessoas se dispersam, morre a política, o poder criado pela sua reunião perde sua efetividade. Diametralmente oposto seria a violência: enquanto instrumento, enquanto técnica, ela permite a concentração e prescinde da multiplicidade. Enquanto a "fórmula" tendencial da política seria o "Todos contra Um", a da violência seria o "Um contra Todos". É interessante que Arendt evite falar em universalidade, ainda que fale em "Todos": a política pressupõe a pluralidade e a idéia de universal é uma forma de capturar o Todos no "Um", da mesma maneira que o consenso. As instituições nascem como uma espécie de meio termo (ainda que Arendt não diga explicitamente isso) entre poder e violência: buscam resolver a questão de como manter a política diante da outra condição humana, a mortalidade: como manter a política para além da reunião dos homens em praça pública? As instituições são uma tentativa de instrumentalizar a violência para a manutenção da política para além do seu acontecimento fugaz. A degeneração de nossas instituições políticas a convertem cada vez mais em instituições de pura violência, em instituições que se voltam contra o Todos em favor do Um. O caso das passagens aéreas do Congresso, o programa de Pilhagem aérea (em referência aos programas de milhagem das companhias), como bem o caracterizou José Simão, é apenas um sintoma disso. O sintoma mais forte, a meu ver, não é Gilmar Mendes, como apontou o amigo Idelber Avelar; para mim, ele continua sendo Daniel Dantas. É este homem que aparelha todas as instituições, o Estado brasileiro (e a mídia, ou seja, o que temos de esfera pública institucionalizada) na sua quase integralidade, a seu favor. Dantas é, hoje, o Um contra Todos, ele personifica a violência que atenta contra a política (personifica, porque é ele mesmo apenas emblema do chamado capitalismo de acesso, o capitalismo não produtivo, essencialmente financista que se limita a controlar fluxos, a gerenciar contatos); Gilmar Mendes é apenas um dos lados passivos da equação

06_MHG_pais_velas_stf.jpgFoto daqui (via Biscoito Fino). Fotógrafo: Marcello Casal Jr

II
Sempre achei - e devo isso a leitura de Arendt - que o mais bonito das manifestações políticas, das reuniões políticas, dos comícios, não era propriamente o objetivo deles, mas o estar-junto que deles emanava, o acontecimento, efêmero, da política (em 2005, presenciei, em um ponto de ônibus uma conversa entre duas meninas, em que uma delas comentava eufórica que havia convencido o pai a levá-la a uma manifestação do passe livre; na conversa, não emitiu nenhuma opinião sobre a causa em si, não parecia que esta era era tão importante quanto à manifestação em si - não se tratava de despolitização, mas de política em seu grau zero). Ou seja, não o que era comunicado, mas a própria comunicabilidade. A  política é comum aos homens não porque eles tenham um objetivo em comum, mas porque o mundo é comum - e o mundo não é algo que simplesmente reúne, ele é, para usar mais uma vez a explicação de Arendt, como uma mesa que se coloca entre os homens, que ao mesmo tempo que os separa, os reúne. É isto a esfera pública, é por isto que a política só pode se dar em praça pública, onde as diferenças do âmbito privado são anuladas, mas não em todo (o nazismo, e o racismo mais em geral, é a tentativa de eliminar por completo as diferenças privadas no espaço público). É por isso que é essencial que os membros de nossas instituições saiam as ruas. Senão eles estarão apenas comprovando que não passam de agentes da violência.

passe6.jpg
III
A grande tarefa política de nossa geração, acredito, seja criar uma esfera pública, um mundo compartilhado que prescinda de instituições - o que Giorgio Agamben chama de Ingovernável (que ele prefere à idéia de anarquia, argumentando que esta é inerente a todo governo). (Mas ao contrário do filósofo italiano que vê na internet apenas mais um dispositivo de captura da vida, não um instrumento neutro que varia do modo como é utilizado (o argumento dele é complicado, porque partindo dele teríamos que negar também o telefone, a correspondência postal, a escrita, e, por fim, a própria linguagem), acredito que ela pode desempenhar um papel essencial nesta tarefa.) "Pouco importa" se Gilmar Mendes renunciará ou sofrerá impeachment (honestamente creio que não acontecerá): o que tem de ficar, não só entre os 300 manifestantes de Brasília, mas também entre os milhões de internautas envolvidos no tema, é o mundo compartilhado que o protesto criou - este precisa sobreviver à causa em si (como não aconteceu em um movimento como o Passe Livre em Florianópolis, que juntou muito mais gente em teoria "despolitizada", mas por ser incapaz de criar um espaço além da causa, naufragou - e, diga-se de passagem, por tabela, a causa também). É preciso fazer renascer todo dia o mundo da política, aquele espaço público da potência da criação e da felicidade de estar-junto, única forma capaz de derrotar a violência, o Um, por ser comum e jamais concentrado. A política, ao contrário da violência, é o lugar onde o poder de um é já o poder de todos (e não o contrário), o lugar onde, parafraseando Agamben, se eu posso, somos já muitos.

(Link da fonte da segunda foto)


Abaixo, aquele que considero o mais belo fragmento de Walter Benjamin (ainda que seja difícil escolher um). É o trecho final de Rua de mão única (1928), livro que prenuncia  catástrofe e a ascensão do nazismo. A dedicatória do livro por si só é belíssima: "Esta rua chama-se Rua Asja Lacis, em homenagem àquela que, na qualidade de engenheiro, a rasgou dentro do autor". "A caminho do planetário" tem íntima relação com uma série de textos de Benjamin sobre a experiência, desde "Experiência" (de 1913, traduzido em Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação) e "Sobre o programa da filosofia futura" (de 1918, este não traduzido, ainda que, a meu ver, seja o mais denso deles: a questão de uma nova experiência passa, aqui, por uma destruição da relação sujeito-objeto - conheço uma tradução ao espanhol pela Monte Ávila, de 1970, que é a que eu li) até os escritos sobre Haxixe (em que ele experimenta a embriaguez; há uma edição da Brasiliense, de 1984, que virou raridade e é vendida nos sebos a preços de ouro), passando pelo mais conhecido "Experiência e pobreza" (de 1933; Documentos de cultura/Documentos de Barbárie, organizado por Willi Bolle). Extraí o fragmento da tradução de Rubens Rodrigues Torres Filhos, da edição linkada acima.

Se, como fez uma vez Hillel com a doutrina judaica, se tivesse de enunciar a doutrina dos antigos em toda concisão, em pé sobre uma perna, a sentença teria de dizer: "A Terra pertencerá unicamente àqueles que vivem das forças do cosmos". Nada distingue tanto o homem antigo do moderno quanto sua entrega a uma experiência cósmica que este último mal conhece. O naufrágio dela anuncia-se já no florescimento da astronomia, no começo da Idade Moderna. Kepler, Copérnico, Tycho Brahe certamente não eram movidos unicamente por motivos científicos. Mas, no entanto, há no acentuar exclusivo de uma vinculação ótica com o universo, ao qual a astronomia muito em breve conduziu, um signo precursor daquilo que tinha de vir. O trato antigo com o cosmos cumpria-se de outro modo: na embriaguez. É embriaguez, decerto, a experiência na qual nos asseguramos unicamente do mais próximo e do mais distante, e nunca de um sem o outro. Isso quer dizer, porém, que somente na comunidade o homem pode comunicar em embriaguez com o cosmos. É o ameaçador descaminho dos modernos considerar essa experiência como irrelevante, como descartável, e deixá-la por conta do indivíduo como devaneio místico em belas noites estreladas. Não, ela chega sempre e sempre de novo a seu termo de vencimento, e então povos e gerações lhe escapam tão pouco como se patenteou da maneira mais terrível na última guerra, que foi um ensaio de novos, inauditos esponsais com as potências cósmicas. Massas humanas, gases, forças elétricas foram lançadas ao campo aberto, correntes de alta freqüência atravessaram a paisagem, novos astros ergueram-se no céu, espaço aéreo e profundezas marítimas ferveram de propulsores, e por toda parte cavaram-se poços sacrificiais na Mãe Terra. Essa grande corte feita ao cosmos cumpriu-se pela primeira vez em escala planetária, ou seja, no espírito da técnica. Mas, porque a avidez do lucro da classe dominante pensava resgatar nela sua vontade, a técnica traiu a humanidade e transformou o leito de núpcias em um mar de sangue. Dominação da Natureza, assim ensinam os imperialistas, é o sentido de toda técnica. Quem, porém, confiaria em um mestre-escola que declarasse a dominação das crianças pelos adultos como o sentido da educação? Não é a educação, antes de tudo, a indispensável ordenação da relação entre as gerações e, portanto, se se quer falar de dominação, a dominação das relações entre as gerações, e não das crianças? E assim também a técnica não é dominação da Natureza: é dominação da relação entre Natureza e humanidade. Os homens como espécie estão, decerto, há milênios, no fim de sua evolução; mas a humanidade como espécie está no começo. Para ela organiza-se na técnica como physis na qual seu contato com o cosmos se forma de modo novo e diferente do que em povos e famílias. Basta lembrar a experiência de velocidades, por força das quais a humanidade prepara-se agora para viagens a perder de vista no interior do tempo, para ali deparar com ritmos pelos quais os doentes, como anteriormente em altas montanhas ou em mares do Sul, se fortalecerão. Os Luna Parks são uma pré-forma de sanatórios. O calafrio da genuína experiência cósmica não está ligado àquele minúsculo fragmento de natureza que estamos habituados a denominar "Natureza". Nas noites de aniquilamento da última guerra, sacudiu a estrutura dos membros da humanidade um sentimento que era semelhante à felicidade do epilético. E as revoltas que se seguiram eram o primeiro ensaio de colocar o novo corpo em seu poder. A potência do proletariado é o escalão de medida de seu processo de cura. Se a disciplina deste não o penetra até a medula, nenhum raciocínio pacifista o salvará. O vivente só sobrepuja a vertigem do aniquilamento na embriaguez da procriação.

Walter Benjamin


A pedido de alguns leitores, fiz umas alterações no visual do blog: inverti o fundo (o menu à esquerda tinha fundo branco, agora é preto, e o fundo do espaço onde vão os posts era preto e agora é branco), troquei a fonte dos posts (agora é Georgia, a mesma d'O Biscoito Fino), aumentei o espaçamento entre-linhas e os parágrafos agora estão "justificados". Eu seria muito grato se me dissessem o que acharam, se ficou melhor, pior, se tá com algum erro de visualização em algum browser, se preferem outra fonte, etc.

P.S.: alguns links ainda estão na cor errada (branco quando deviam ser pretos). Vou corrigir à medida em que os achar.


Se um ser humano incauto desse o azar de conhecer o Brasil somente pela mídia, teria a convicção de que aqui a corrupção tem mão única: só existe o lado passivo, o do que recebe propina para liberar obra, facilitar licenças, fraudar licitações (devemos diferenciar corrupção de "mero" roubo: o caso daquele que utiliza dinheiro público para comprar um carro, por exemplo - o que a nossa imprensa adora denunciar). Todo mundo sabe que empreiteiras formam cartéis para disputar as licitações - e cadê o "jornalismo investigativo" para dar nomes aos bois? Corrupção é, nos lembra Badiou recorrendo aos jacobinos, antes de mais nada, corrupção da virtude, corrupção do bem público (a corrupção que gera dividendos é sua conseqüência. Lembro de uma matéria do Jornal Nacional à época da eleição de 2006 em que era abordado o superfaturamento de estradas e pontes e se afirmava a necessidade de maior controle por parte do Estado e nenhuma palavra sobre as empresas (e os empresários) que dela se beneficiam. Hoje, saiu na Folha de S. Paulo o resultado de uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela ONG Amigos da Terra Amazônia Brasileira em que, além da pergunta sobre o que era mais interessante para o país (94% dos entrevistados responderam pela opção "Parar o desmatamento para evitar desastres ambientais como mudanças climáticas", contra 3% que preferiram "Permitir mais desmatamento para produzir mais produtos agrícolas" - o resultado é meio óbvio, pois o significante "desmatamento" é viciado; ninguém quer as "mudanças climáticas", assim como ninguém é contra a "democracia", mas há um meio de campo entre significante e significado, onde entra a ação humana, tanto política quanto ética, que é muito mais embolado), havia outra questão: "Qual é o principal responsável pelo desmatamento?" Entre as possíveis respostas, havia "Falta de controle por parte das instituições de governo" (que, obviamente, levou a maioria, 60%), "Leis muito permissivas" (ganhou a prata), os "Consumidores" (sic - terceiro lugar, com 9%), "Financiamento dos bancos a atividades que desmatam" e "Redes de varejo que não limitam a origem dos produtos" - além da categoria vale-tudo "Outros", que amargou 1%. Ou seja, não havia entre as respostas o agente direto do desmatamento, isto é, da corrupção ativa, do desvirtuamento do bem público: os agroempresários. Assim, a corrupção passiva, o Estado fraco, os intermediários (bancos e supermercados; tudo bem, eles tem sua boa parcela de culpa), bem como os consumidores (que não tem como saber se o produto agrícola comprado é produzido em área desmatada ou não) são culpados pela corrupção, não os corruptos. O histórico de nossa "burguesia", vendida e entreguista (para ficar no período mais recente, basta lembrar sua adesão ao golpe de 64 e ao financismo do petucanismo), já diz tudo. Mas, para a "opinião pública", os corruptos (não) são os "Outros".

Atualização: a pesquisa completa em .pdf aqui. A melhor ministra do meio-ambiente que já tivemos, Marina Silva, fez uma leitura completamente diferente dela.


Sopro 8

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Começando pela colaboração de Georges Bataille, o Sopro passa a publicar, paulatinamente, os textos que formaram o dossiê "Conocimiento de América Latina", publicados - em espanhol - no primeiro número da revista Imán (1931), secretariada por Alejo Carpentier, e editada em Paris. Além do texto de Bataille, traduzido por mim, três verbetes: Rosto (de Lévinas), por Rodrigo Lopes, Vestígios (I), por Cristiano Moreira, e Libelo, por Jonnefer Barbosa. O número 8 do Sopro em pdf aqui.

Próximos números: O nono número debaterá os 45 anos do golpe militar-civil de 1964. Está prevista, para breve, a publicação de Os dois totalitarismos, de Slavoj Zizek (traduzido por Rodrigo Cássio), e de A independência da Argélia e a independência de Derrida, de Jean-Luc Nancy (tradução de Leonardo D'Ávila), além dos demais textos que integraram o dossiê Conocimiento de América Latina (escritos por G. Ribemont-Dessaignes, Robert Desnos e Michel Leiris) da revista Imán.

P.S.: Vai com bastante atraso, mas pra quem não leu ainda, vale a pena ler esta belíssima reportagem sobre Rudá de Andrade publicada na Piauí.

P.S.2.: No Vistos e escritos - nome delicioso por sinal -, há um belo texto sobre a relação entre religiosidade e política em Glauber Rocha. O tema é imprescindível para o debate sobre o Brasil (guardadas as devidas proporções, o marxismo profano-messiânico de Glauber faz dele uma espécie de Walter Benjamin dos trópicos).


Resenha minha de Quando todos os acidentes acontecem, de Manoel Ricardo de Lima (7Letras), publicada hoje no caderno Cultura do Diário Catarinense: aqui

P.S.: o título correto da resenha é "...nada é acidental", um complemento/contraponto ao título do livro. Por esse tipo de "intervenção" que os jornalistas dominam como ninguém, no jornal sumiu o "...".


adriano.jpg... e não é preciso nenhum olho pra ver isso. A decisão de Adriano de parar de jogar não pode ser entendida de modo simplista como sintoma de uma patologia (isso para não falar da violenta grosseria de quem vê como mimado ou covarde o Imperador - a tão progressista Soninha acaba de dizer, no Bate-Bola da ESPN, que um trabalhador comum não pode abandonar o emprego sem dar satisfação). Isto é tentar normalizar a sua atitude, sem questionar o sistema contra a qual ela é dirigida. Adriano não deixa de jogar futebol. Ele continua jogando ao não jogar, driblando o rapto que capturara toda a sua potencialidade. É preciso tomar as suas declarações a sério e literalmente: a indústria do futebol seqüestrou o que lhe prometera, a felicidade. Só os verdadeiros jogadores podem parar de jogar e nisso manter toda a sua potência de jogar: "Só uma potência que tanto pode a potência como a impotência é, então, a potência suprema. (...) Face à habilidade, que simplesmente nega e abandona a própria potência de não tocar [jogar], a maestria conserva e exerce no ato não a sua potência de tocar [jogar] (é esta a posição da ironia, que afirma a superioridade da potência positiva sobre o ato), mas a de não tocar [jogar]" (G. Agamben). O gesto de Adriano (não importa que inconscientemente) de preferir não continuar a jogar é uma tentativa crítica de sustar a maníaca e incessante conversão de sua maestria em espetáculo ordenado, de acertar as contas com a sua própria potência de jogar (de lidar com o acaso, espaço, por excelência, da ética) - i.e., de tornar possível o acontecimento, sempre casual, da felicidade.

"Em resposta à lei antifumo de Serra, preciso achar a camiseta que comprei anos atrás e trazia uma caveira com cigarro e os dizeres: `O cigarro adverte: o governo faz mal à saúde´. Grande verdade, porque nada aumenta tanto a pressão sanguínea quanto pagar impostos escorchantes, que, no limite, serão usados para pagar empregadas domésticas de parlamentares."

(Simone Montgomery Troula, em carta à FSP, 09/04/2009. O Balaio do Kotscho faz uma boa análise tanto da carta quanto da lei). 


Sopro 7

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O SOPRO número 7 já está no ar, com "A poesia e a sua sombra", do filósofo italiano Franco Rella, e o verbete "Página em branco", do amigo Victor da Rosa. Além disso, o site do SOPRO está de cara nova.

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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
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