Só pra lembrar...

| | Comentários (0)

... que dia 10 de setembro, teremos nosso Clube de Leituras sobre Cinismo e falência da crítica, livro de Vladimir Safatle. Estão todos convidados. 

O Biscoito Fino e a Massa entrou em hibernação. Como disse pessoalmente ao Idelber Avelar, considero ele o primeiro intelectual público brasileiro da internet. Não é que ele use a internet para disseminar suas opiniões ou escreva sobre a internet: a meu ver, ele foi o único intelectual brasileiro capaz de escrever a partir da internet, entender as especificidades do meio, as potencialidades que a web oferece, sem jamais perder o rigor por escrever em um ambiente mais "efêmero". Ao contrário de muitos blogueiros renomados por aí, Idelber não agregou uma comunidade com seu nome, ele criou um verdadeiro espaço público: não existe a "comunidade Idelber Avelar" ou os "leitores de Idelber Avelar", existe o espaço publico plural democrático e de nível chamado O Biscoito Fino e a Massa, que compreende não só o próprio blog e suas caixas de comentários, mas toda a rede que ajudou a construir. É evidente que, com a hibernação do blog, esta esfera pública se dilui. Mas uma das coisas que a linkagem disseminante do Idelber nos ensinou é que o caráter difuso da internet pode também ser uma arma. Compete àqueles que, como eu, tiveram sua concepção de blogosfera inspirada por Idelber tentar levar adiante, na medida do possível e tendo em mente o tamanho da tarefa, o legado, ao menos até que Idelber se sinta à vontade para voltar. Um dos maiores orgulhos que tenho na vida é ser amigo do Idelber e de participar de algum modo desta experiência histórica que se chama O Biscoito Fino e a Massa. Um abraço amigo!

Atualização (11/08/2009): Também escreveram sobre a hibernação d'O Biscoito: o NPTO, o Hugo, o João Villaverde, e o Maurício Caleiro

Atualização (12/08/2009): Bruno também escreveu sobre o assunto.



A análise do Politika etc. sobre o grande perdedor da crise do Senado, o PSDB, que conseguiu a proeza de unir o PMDB e afastá-lo de Serra, é mais um exemplo da burrice patológica que domina a classe política brasileira. Os exemplos são infnitos: os aloprados do PT, a tentativa de renovação do PFL colocando como novos bastiões jovens com velhos sobrenomes (Rodrigo Maia, ACM Neto), um ministro que se envolve diretamente na quebra de sigilo bancário de um caseiro, a Marta Suplicy que joga fora toda sua militância contra a homofobia na disputa quase perdida à prefeitura, um presidente da Câmara dos Deputados que cobra propina de restaurante, um ex-presidente da República que se dá ao trabalho de conseguir empregos para a família (como se no Maranhão, de que é dono, não houvesse lugar suficiente para alocá-la sem estardalhaço), o grande senso de estratégia de Jorge Bornhausen, que conseguiu reduzir o número de governadores estaduais do PFL a zero (DF é distrito, não estado), a insistência em acreditar que Lula sangraria até a morte com o mensalão, a insistência em acreditar que Lula, desta vez, sangraria até a morte com a crise econômica, etc. etc. etc. É um mito a suposta sagacidade dos políticos tupiniquins. Mas, como todo mito, a sua verdade se revela na sua própria enunciação: estamos acostumados com os termos "raposa", "macaco velho", "águia" em referência a membros da classe política: é isso de fato que são, seres dotados de uma inteligência puramente instintiva, reativa, dominadas por um ambiente de horizontes reduzidos. Mas, com certeza, a maior burrada da classe política é a estratégia da oposição de ridicularizar Lula por sua pouca escolaridade (isso pensando sem ética nenhum, mas estrategicamente mesmo: em um país onde a educação formal da população é precária, fazer esta crítica é suicídio político). As altíssimas taxas de popularidade do Presidente, sua capacidade de se descolar do próprio partido, a desenvoltura com que fala o que quer e como quer (isto para não falar dos avanços históricos do país) não deixam dúvidas: em terra de bacharéis, o analfabeto é rei.

Dia do Juízo (IV)

| | Comentários (1)

Meio da manhã. O rádio-relógio toca, para, em seguida, vomitar o comentário diário da jornalista. Esbravejava sobre a incompetência do Presidente da República, república prestes a entrar em frangalhos. Anestesiado ainda pelo sono, aquele homenzarrão, que um dia se inquietara com a terra vermelha e hoje havia se tornado um burocrata obcecado pela obsessão do tempo, esquecia as palavras da comentarista assim que as ouvia. 
O telefone voltou a tocar. Pressentia a catástrofe, a interrupção. Por isso mesmo, atendeu.
-Alô?
Silêncio infinito do outro lado da linha.
- Alo?! Você sabe que horas são?
- O Dr. Desembargador deseja os processos revisados na mesa dele hoje, disse, de um só golpe, uma voz feminina de lascívia mecânica.
- Que processos?, tentou disfarçar demonstrando surpresa.
- Os que você disse ao Dr. Assessor estarem prontos para a avaliação do Dr. Desembargador. Nenhuma alteração no tom de voz.
- Mas eles não estão prontos... hesitou... ainda não tive tempo de terminar.
- Você não disse ao Dr. Assessor do Dr. Desembargador que estariam prontos ontem?
Silêncio. O tempo estancara. Não deveria ter atendido. Sabia que não deveria. Sabia também que não deveria falar o que falou a seguir:
- Eu menti!
- Você... o quê?!
- Isso mesmo! Eu menti!
- Você mentiu! Respondeu a voz agora cheia de desejo, de um desejo prestes a ser satisfeito.
Silêncio.

*** 

(Dia do Juízo é uma ficção que publicarei, paulatinamente, aqui no blog, às sextas-feiras.)

I * II * III 


Sopro 14

| | Comentários (3)

sopro.gif
O Sopro 14 está no ar (link para a versão em Flash - link para a versão em .PDF), com as "Teses sobre arte contemporânea" de Alain Badiou, traduzido por Leonardo D'Ávila (aqui é possível encontrá-las em outras línguas); o texto de Robert Desnos para o dossiê "Conocimiento de Amérca Latina", publicado originalmente em espanhol na revista Imán, em Paris, na década de 1930 (a tradução é minha, com revisão do Alexander Araya); e os verbetes "Assistentes", de Jonnefer Barbosa e "Assalto ao céu", de autoria deste blogueiro.



Diego Cervelin acaba de estrear o mais novo blog do Cultura e Barbárie: Fiat ars pereat mundus. O seu texto inaugural vem bem a calhar no atual ambiente de discussão, onde impera a desqualificação pessoal de quem toma uma posição contrária - como no caso mais conhecido da resposta da Folha de S. Paulo à Fábio Konder Comparato e Maria Benevides, ou no caso recente, aqui da província, da grosseira e vazia resposta de Fátima de Lima a este texto de Victor da Rosa.

O telefone tocava novamente. O exercício militar parara - só para ser retomado no dia seguinte. As pastas de processos continuavam intocadas - mas lhe reavivaram o sonho de um amigo.

Trancafiado no último andar do Fórum, como represália de algum superior - cuja motivação  se desconhecia -, J. estava confinando a ser arquivista. Rodeavam-no pilhas e pilhas de processos, estantes e mais estantes abarrotadas deles. A mesa, idem. Somente a cadeira permanecia vazia. Não ousava sentar nela, com medo de encarar aquela infinidade de processos, todos antigos. Não lhe haviam dado nenhuma incumbência. Parecia estar ali para guardar a memória da lei. Veio a noite - ou melhor, o sono, já que a quantidade de pastas, papéis e poeira tapava todas as janelas, tornando impossível saber as horas. Entediado, decidiu tentar cochilar na cadeira. Foi seu erro. Os processos começaram a se abrir e se fechar, como se fossem bocas ameaçadoras. Os pés das estantes ganharam vida, elas começaram a andar na direção de J., cercando-o. 

O sonho se interrompia com um telefonema da secretária do desembargador.

*** 

(Dia do Juízo é uma ficção que publicarei, paulatinamente, aqui no blog, às sextas-feiras.)

I * II

***

P.S.: Estou tendo alguns problemas com SPAM nos comentários. Na busca de soluções, talvez algum comentário seja retido. Caso isso aconteça, peço que me enviem email para alexandre[ponto]nodari[arroba]gmail[ponto]com



Desenhar o Nome

| | Comentários (11)

(A discussão sobre O estado da arte da discussão cultural me rendeu dois posts extras: O Incomparável - que aborda parte da temática deste post de Idelber Avelar - e o que publico agora abaixo. Agradeço aos que comentaram e me fizeram pensar no tema).

"Nós acreditaríamos num progresso humano se a criança nascesse alfabetizada. Mas enquanto ela aparecer no mundo, como nesses últimos quarenta séculos de cronica conhecida, nasce naturalmente na idade da pedra. E aí ficaria, primitiva e nhambiquara, se não a deformasse imediatamente. Não há motivos para se ter saudades das idades líticas. Todos os dias nascem milhões de homens pré-historicos". (Oswald de Andrade)

Minha sobrinha de 4 anos não escreve o nome; ela desenha o nome. Toda vez que ela diz que vai fazê-lo, ou peça que alguém desenhe por ela, enuncia uma verdade só possível de ser capturada durante o momento da alfabetização - e que se "perde" assim que este se completa: a de que a escrita está intimamente vinculada ao desenho, mais especificamente ao referencial. Mas, à diferença deste, a escrita não tem como referência algo como a realidade - como as aranhas, que ela insistia tenazmente em tentar imitar no papel -; a escrita é a sua própria realidade, a sua própria referência (daí que a arte abstrata se "limita", no fundo, a desenhar nomes). Na alfabetização (e devemos tomar o termo em sentido amplo, o aprendizado do nosso alfabeto que minha sobrinha está empreendendo agora é apenas uma das inúmeras formas de alfabetizações, tão numerosas quanto os "alfabetos" que a linguagem humana e natural oferecem), o que se aprende é que tais desenhos auto-referenciais, a escrita, constituem cifras, fórmulas, que, todavia, não levam além da esfera das imagens, da esfera dos desenhos. Quando se "descobre" que as letras do alfabeto não são desenhos que representam a realidade, a expectativa de que elas levem a algo mais, que elas sejam desenhos que, decifrados pelo saber secreto que se aprende levariam a outro lugar, a outra realidade, esta expectativa é logo frustrada, ao mesmo tempo que o estatuto originário da escrita enquanto desenho é confirmada. O que se descobre é que a leitura, o saber destas cifras sem referência, não produz nenhum efeito mágico sobre a realidade, mas tão somente - e isso é tudo - sobre a imaginação. O que a decifração - o gesto de leitura - dos desenhos auto-referenciais produz são novas imagens (referenciais ou não) que só existem durante o gesto de deciframento/leitura, pois a memória não é um arquivo que contém papéis desenhados. O cinema, por sua vez, opera em sentido inverso, é uma leitura às avessas, uma "desalfabetização": aquilo que, na leitura, são os efeitos do deciframento (as imagens produzidas), no cinema se converte nas cifras. O cinema é a tentativa de construir um alfabeto por meio das imagens. O que a leitura de um filme (das imagens montadas) revela, portanto, é uma cifra (que, sendo lida, se reconverte em imagens). Giorgio Agamben certa vez definiu o homem como o animal que vai ao cinema; neste sentido, ele é tão "arcaico" quanto a escrita. Ambos não passam de meios que não levam à lugar algum, exceto aquele reino comum de felicidade que atende pelo nome de imaginação - e que na história da humanidade abreviada que é a vida de cada um costumamos esquecer, mas que minha sobrinha insiste em afirmar, a cada vez que desenha o nome. Ao fazê-lo, ela comete aquilo que, no monoteísmo, é, ao mesmo tempo, a maior heresia e a maior aspiração. Ao desenhar o nome, ela, na verdade, escreve o nome de Deus.

Maior universidade do país, na maior cidade da Nação. Um dos filósofos contemporâneos profere sua conferência. Lá pelas tantas, cita Aristóteles (como faz há pelo menos trinta anos, muitas vezes focando na questão de um intelecto comum à humanidade, o que, argumenta, daria na noção marxiana de general intellect, ou seja, de consciência histórica genérica, o home como produtor auto-consciente, etc.). No público, começam os sussurros: "Então quer dizer que ele não é de esquerda?". Pânico e horror na maior universidade do país que fica na maior cidade da Nação.

A discussão (se é que se pode chamar de discussão quando só um dos lados argumenta, e o outro se limita a repetir clichês) surgiu no Twitter: Idelber Avelar dizia que "Os amigos de extrema-esquerda deviam resolver: vão propor algo concreto ou só repetir o udenismo moralista, anti-Lula, da direita?" (e remetia ao parágrafo final deste post do Miguel do Rosário). Nada mais acertado. A "extrema-esquerda" foca suas críticas ao PT na corrupção e na política econômica neoliberal (juros, superávit, etc.) - exatamente os mesmos pontos atacados pelos demo-tucanos (sim, agora é moda os "desenvolvimentistas" - segundo a mídia, é claro - que pararam o país por oito anos reclamarem da alta taxa de juros). Se ela quisesse se diferenciar do discurso conservador e, ao mesmo tempo, atacar o calcanhar de Aquiles do governo Lula (porque "ideário neoliberal" é algo que abrange tudo, mas ao mesmo tempo é muito vago), deveria virar suas baterias para a questão agrária (já imaginaram um demo, do tipo Kátia Abreu, vociferando contra a concentração latifundiária?). Jamais vou me esquecer de uma conversa que tive com um então colega de Direito, e hoje advogado, em 2002: ela revela, ao mesmo tempo, a modéstia de minhas esperanças e o tamanho de minha decepção: àquela altura já sabíamos que o PT no governo não mudaria muito do status quo, mas ao menos promoveria uma reforma agrária de verdade. Não há como discutir que os assentamentos estão hoje bem mais estruturados do que eram no governo FHC, que o número de famílias assentadas por ano aumentou, etc. Noves fora isso, não houve uma reforma agrária de verdade. E a culpa não é de Miguel Rossetto e cia., a culpa é de quem detém (ou retém) a verba (Pallocci, Mantega) e define a política do governo (Dirceu, Dilma, e, em última instância, Lula). Aliás, a própria existência de um Ministério do Desenvolvimento Agrário é reveladora da sua desimportância: como se fosse possível conciliar reforma agrária com política latifundiária - Ministério da Agricultura. (Neste sentido, se revela toda a verdade da posição de Zizek quando cogitaram a sua nomeação para algum cargo do governo esloveno, na década de 90: "o único que me interessava era o de ministro do interior ou o de chefe do serviço secreto - a idéia de ser o ministro da Educação, da Cultura ou da Ciência me pareceu asbolutamente  ridícula, indigna até mesmo de uma avaliação séria"). O problema das alianças do governo Lula não está tanto no fisiologismo dos aliados, quanto na dependência em relação a bancada ruralista - um setor conservador, que pode muito bem se casar com o neoliberalismo, mas que não pode ser definido por ele (daí a falência do discurso da extrema-esquerda nesse ponto). O viés conservador do lulismo se cristaliza na questão agrária. Outro exemplo disso é a falência da política ambiental, que levou à saída de Marina Silva, a melhor ministra do meio-ambiente que já tivemos, e que, no início do governo, acreditou que a agenda ambiental seria transversal (penetraria nos outros Ministérios). Transversalidade ambiental só houve com a pasta do Desenvolvimento Agrário (parcerias visando agroecologia com agricultores familiares e assentados), o que é sintomático do argumento que tento expor: não é que os pequenos agricultores, ou Rossetto e cia. tenham uma consciência ambiental inerente - a aliança com os ambientalistas se dá na medida em que ambos os setores são coagidos pelo conservadorismo do governo na questão agrária. (Transversalidade só existe na bancada ruralista, com membros de todos os partidos - e daí que uma crítica a ela atingiria todo o status quo). Mesmo com esta aliança, as derrotas não param. Primeiro, os transgênicos entraram pela porta dos fundos, com a legalização do ilegal (a ideologia do fato consumado), ameaçando a soberania alimentar e genética do país, bem como jogando no lixo a vantagem competitiva dos alimentos convencionais. Iludido pela alta das commodities, que fornecia uma balança comercial positiva, e pelo sucesso internacional do álcool de cana, o governo vendeu a alma aos ruralistas. Agora, loteará a Amazônia, maior reserva de biodiversidade do mundo. Comeremos mais carne (de soja transgênica, para os vegetarianos), mas nossos netos vagarão nos desertos - de propriedade de algum Blairo Maggi.

Adendos: A questão agrária é tão grave e tão transversal que até esqueci de falar de um bocado de coisas. A política atual em relação a ela produz falhas até mesmo em setores em que o governo vai bem, como a política indigenista e a agenda de Direitos Humanos: basta lembrar o assassinato de índios na disputa por terras (isso pra não falar do assassinato da freira). Aproveitando o embalo, e como eu gosto de adiantar possíveis objeções, se alguém da "extrema-esquerda" me dissesse que tudo isso que eu falei se deve às alianças feitas pelo governo pra impor sua agenda neoliberal (é só o que dizem), eu responderia que, nesta leitura, falta só um componente: Marx, que ensinava justamente a esquecer os personalismos. A bancada ruralista se esfacelaria (claro que fazendo um "auê" danado) se a sua base econômica (o latifúndio) fosse cortada pela raiz. O momento de ter feito uma reforma agrária de verdade, infelizmente, foi perdido: o início do governo Lula, quando o apoio e a comoção populares permitia que ele aprovasse o que quisesse.


Postagens mais recentes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Postagens mais antigas
Página Principal

"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






Bibliotecas livres:



Visito:



Comentários recentes









Site Meter



Movable Type

Powered by Movable Type 4.1