Os sites Derrida en castellano e Heidegger en castellano, grande instrumento (fruto do trabalho do professor argentino Horácio Potel) de divulgação dos dois pensadores, foram retirados do ar por decisão judicial (Ler a respeito aqui e aqui). 

Todavia, os textos que estavam no site foram capturados pela Wayback Machine e o Catatau fez o favor de organizar um índice, tanto dos textos de Derrida, quanto dos de Heidegger

(Atualização 1: uma pasta em formato .zip com os arquivos dos dois sites para download
Basta clicar no link, ir para baixo na página e escolher Download gratuito (talvez seja necessário esperar alguns segundos). Na janela seguinte, cliquem em Download this file, escolha onde salvar a pasta e pronto, basta esperar - pode demorar um pouco, a pasta .zip tem 22mega de tamanho

Atualização 2: o Cultura Libre informa que há versões mais atualizadas dos sites que as acima; aí vão os links: Derrida - http://www.4shared.com/file/92553002/bdbc5876/elias.html ; Heidegger - http://www.4shared.com/file/92533683/89af6bfa/marrano.html ).

O tiro deve sair pela culatra, e os textos devem acabar circulando mais do que nunca. Pra variar, teremos "somente" a produção de um bode expiatório. Mesmo que desse certo, o impedimento da circulação dos textos tenderia a ser contra-producente, já que os sites eram uma porta de entrada, um mostruário dos dois pensadores.

Outro site interessante é o Fark Yaraları, com inúmeros textos de vários autores (Agamben, Deleuze, Badiou, etc.) em inglês - basta escolher o autor no menu à esquerda (devo a informação ao átrio do invisível).



"esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado. Porque essa quantidade de líquidos que nós temos, o sangue, a urina e as fezes aparecem na sua forma mais humana. Não dá para chamar isso de ditabranda, não."

Dilma Rousseff, em entrevista a Folha de S. Paulo, 05 de abril de 2009. As respostas da ministra são sensacionais e de uma lucidez absurda. Questionada pela repórter sobre a declaração de um antigo algoz da ditadura de que talvez votaria nela para presidente - eleições, o tema preferido (ou único) da FSP -, Dilma vai nos dedos: "Minha querida, pelo amor de Deus. A vida é um pouquinho mais complicada que isso." Link para a entrevista (só para assinantes).



acefala.gifCrítica Acéfala
Raúl Antelo

Editora: Grumo (Coleção Materiales)
Ano: 2008

(Resenha publicada no primeiro número do SOPRO)

"La Historia es mera exterioridad de la ficción". Tal sentença, verdadeiro "objecto gritante" que encontramos em Crítica Acéfala recapitula - no duplo sentido de cumprimento e abolição - o percurso crítico de seu autor, Raúl Antelo. A frase, integrante do ensaio voltado às transformações do capitalismo (a passagem da concorrência ao monopólio, da empresa ao cassino, do emprego ao jogo, em suma, da indústria ao espetáculo) através da análise de A cartomante, de Machado de Assis, e duas de suas "traduções", a de Jorge Luis Borges para a Revista Multicolor de los Sábados, e a de Clarice Lispector n'A hora da estrela, sentencia não o fim da história, mas o seu caráter aleatório. Não há mais Destino. Ou melhor, ele não pode ser previsto pelo gesto de leitura (das cartas, mas também dos indicadores econômicos). Não foi à toa, portanto, que, ao tentar definir o dinheiro, o jovem Marx tenha feito uso de uma formulação que parece conceituar a ficção, ou a linguagem: "O dinheiro - enquanto exterior, não oriundo do homem enquanto homem, nem da sociedade humana enquanto sociedade - faz da representação efetividade e da efetividade uma pura representação, transforma igualmente as forças essenciais humanas efetivas e naturais em puras representações abstratas e, por isso, em imperfeições, angustiantes fantasias, assim como, por outro lado, transforma as efetivas imperfeições e fantasias, as suas forças essenciais realmente impotentes que só existem na imaginação do indivíduo, em forças essenciais efetivas e efetiva capacidade". O dinheiro, enquanto linguagem objetificada, apresenta-se como pura exterioridade.  É no mesmo sentido que podemos ler os espólios do célebre debate no cenário jurídico do século XIX, entre Ihering e Savigny sobre a natureza do instituto jurídico da posse. Se houve um vitorioso neste jogo agonístico, já que a maioria das legislações adotou a concepção do primeiro, tudo se complica quando atentamos ao objeto em disputa: o lugar onde um fato vira direito (ou seja, onde uma coisa se torna um objeto, onde a ficção toca a história). Ihering definia a posse justamente como a "exterioridade, a visibilidade da propriedade", mas a proibição jurídica de argüir questões de propriedade em ações possessórias, bem como a hercúlea, incessante, mas infrutífera, tentativa dos juristas de isolarem as pseudo-posses (ficta possessio, posse indireta, etc.), revela que é possível que a exterioridade não seja uma exteriorização, que o fora independa do dentro, que haja um apossamento que não seja posse, a nuda  detentio, assim como há vida nua sem forma de vida, como há dinheiro sem valor, como há história sem ficção. É este o campo que Lacan chamou  de Real. Neste sentido, a crítica não pode declarar falência, como quer certa matriz de pensamento brasi-frankfurt-kantiana; ela é, desde sempre, infalível (ainda que perca a cabeça), pois não visa julgar a adequação de comportamentos a normas de valor, mas desativar estas normas que vigem sem valorar, como pura força. Isto não significa que a crítica passe a girar em falso, que ela se converta, para usar as palavras de Araripe Jr. na sua invectiva contra o hermetismo de seguidores de Mallarmé (e, avant la lettre, contra certo pensamento ingênuo-desconstrucionista), em "niilismo literário" (cujas conseqüências máximas seriam a "verbolisia" e o "estilismo agudo"  - "um estilo que persegue um assunto"), a idéia - que teria tomado conta, por exemplo, de Raúl Pompéia - de "que toda a tradução do pensamento humano era uma queda satânica, um suplício de Prometeu, e que, neste caso, mais valia impedir que esse poema se cristalizasse no bico da pena do compositor". Se há história sem ficção, se há literatura sem sociedade, a crítica não só não pode se limitar a relacionar as duas esferas, como não pode cair no perigo oposto, ainda que conjugado ao primeiro, o de separá-las, o de valorizar (e praticar) o mero delírio. A tarefa continua sendo aquela apontada por Guy Debord no Relatório que apresentou quando da fundação da Internacional Situacionista de Cosio d'Arroscia, em 1957: "É preciso (...) racionalizar mais o mundo, primeira condição para torná-lo apaixonado". É neste contexto que se deve compreender a erudição e o cuidado filológico, sempre apontados como marcantes nas análises de Antelo, e que continuam presentes neste novo livro, publicado pela coleção Materiales da Editora Grumo, e que reúne parte da sua vastíssima produção mais recente. Não se trata de esforço historicista, nem seu oposto - o diferimento infinito. Antes, o resultado parece ser o saber daquele "jagunço civilisado", descrito por Araripe Jr. em carta a Euclides da Cunha, que, "de posse da eletricidade, terá sobre o extrangeiro a vantagem de conhecer não só os caminhos secretos da vida interior, mas tambem de saber que são de pedra os monstros, que fazem esgares das torres da velha cathedral e não obstante assustam os desprecavidos que ali penetram". Trata-se, nas palavras do próprio Antelo, de "ruptura imanente". Se, de fato, como argumenta Deleuze, o conceito é o momento poético do pensamento e, como quer Agamben, os dispositivos são formas de capturar a vida, máquinas de produção de subjetividade, a noção poética de "ruptura imanente" visa, no corpo-a-corpo com a história e a ficção, liberar a potência Comum a ambas - e isto quer dizer: desativar a relação que separa, articulando interioridade e exterioridade. Não é por acaso que esta noção tenha sido apresentada por Antelo no contexto de uma dupla refutação, que é também uma dupla aceitação: tanto da tática "desconstrucionista", quanto da "marxista" (e o caráter aleatório desta oposição é muito bem traçada em um dos ensaios que compõem Crítica Acéfala, com a alternância de posições entre os dois lados da polêmica), tanto do "entre-lugar" quanto das "idéias fora do lugar" (e, de fato, a "ruptura imamente" é, ao lado destes dois conceitos, provavelmente o mais criativo e elucidativo no cenário da crítica brasileira das últimas décadas), tanto da antropofagia quanto da antropoemia, os dois "tipos ideais" entrevistos por Lévi-Strauss em Tristes Trópicos. Pois já não se trata de optar por um ou outro, já que o pluralismo gueto-globalizante articula ambas estas "políticas canibais", cristalizando o que poderíamos chamar de abertura limitada ao Outro. Como definiu Debord, "O espetáculo reúne o separado, mas o reúne como separado". Por sua vez, a "ruptura (antropofágica) imanente (antropoemética)" propõe devorar aquilo que se costuma vomitar e vomitar o que se deveria devorar: se o limiar antropofágico "assinala o penúltimo, algo que estando prestes a se encerrar, torna-se a abrir incessantemente" e o limite antropoemético "imagina encontrar um termo de fixação e controle do diferendo", o horizonte de universalidade proposto se constrói pela desconstrução e apropriação "desse limite institucional para torná-lo um limiar  perspectivo a partir do qual se realiza a crítica retrospectiva de toda situação liminar". Observe-se a atenção dedicada ao duplo movimento da história: abertura ao futuro na conversão do limite em limiar, e rememoração do passado, pela crítica da decisão atualizadora de uma dentre muitas possibilidades históricas. Para usar outra expressão de Clarice Lispector, "saudade do futuro". O universal, o limite, deste modo, não é uma consciência relampejante das diferenças, o fim ou o Marco Zero da história, mas o que possibilita toda história, uma abertura não-originária, ainda que ontológica: "Uma tal aliança indissolúvel entre apropriação e expulsão designa, sem dúvida, a diferença ontológica como luta permanente, porém, ultrapassa esse círculo postulando que o elemento do mesmo, que é assim evocado como solo comum de todas as coisas diferentes ou inautênticas, nelas compreendidas as que se opõem entre si, nunca é uma dimensão originária, situada fora do ente, mas um traço que lhe é apenso." Ou seja, a história - a História universal da infâmia - não pode ser prevista porque ela é exterioridade de uma exterioridade (a ficção). A leitura não prevê porque não há o que ser previsto. Ou melhor, porque a linguagem não serve para prever. A história só se repete como farsa; a literatura, como paródia. Em ambos, nos encontramos diante de um novo gesto humano, de um novo gesto de linguagem. E cada novo gesto re-presenta um recomeço, um nascimento, como diria  Hannah Arendt  - e uma chance de felicidade, isto é, "aquilo que livra o homem afortunado do imbróglio dos Destinos e da rede de seu próprio destino" (Walter Benjamin). Por isso, ao tentar definir a ficção, Juan José Saer insistia que ela não era "una reivindicación de lo falso", que não era "una claudicación ante tal o cual ética de la verdad, sino la búsqueda de una un poco menos rudimentaria". Assim, diante "de la posición singular de su autor entre los imperativos de un saber objetivo y las turbulencias de la subjetividad, podemos definir de un modo global la ficción como una antropología especulativa". Dito de outro modo: a ficção investiga o gesto ético da linguagem, presente em cada ato de fala (e isto quer dizer: em cada instante histórico), pois, como argumenta Agamben em seu mais recente livro, "O elemento decisivo que confere à linguagem humana as suas virtudes peculiares não está no instrumento em si, mas na posição em que este deixa o falante, no seu predispor dentro de si uma forma vacante que o locutor deve a cada vez assumir para falar. Isto é: na relação ética que se estabelece entre o falante e sua língua. O homem é aquele vivente que, para falar, deve dizer 'eu', deve, isto é, 'apanhar a palavra', assumi-la e fazê-la própria". Vivemos em um momento histórico em que o capitalismo vídeo-financeiro objetificou a linguagem em espetáculo. Agora, não só o dinheiro replica a estrutura da linguagem - a linguagem também se tornou dinheiro. O dispositivo que permite ambas estas operações, que possibilita a relação-separação entre interno e externo, entre ficção e história, é a meta-noção de objeto.Em sua contribuição, não-publicada, para a Enciclopédia Soviética, Arte absoluta e política absoluta, Carl Einstein sustentava que "No objeto acumula-se a tradição; nele a imediaticidade é adiada, deslocada. (...) O homem está farto de objetos que o descrevem; ele experimenta uma Utopia do objeto que, sem respeito aos homens, lhes impõem o trabalho objetificado". Por isso, "A tarefa da Revolução" seria a "desrealização, destruição do objeto para a salvação dos homens." O pathos da Crítica Acéfala de Raúl Antelo se mostra quando descarregada toda a eletricidade acumulada para des-realizar o objeto autônomo: aquele habitus próprio da humanidade (o apossamento da linguagem e da história), onde, como lemos na Epístola do Vivente filho do Vigiante de Avicena, "Todos estão no deserto e não necessitam de abrigo".



O governo FHC foi um verdadeiro desastre para a vida jurídica do país. Tá certo que ele nomeou a primeira mulher ao STF, mas sejamos honestos, ela é inodora. Seu Procurador Geral da República Geraldo Brindeiro, era apelidado de "O engavetador-geral da República", por sua atuação ímpar na arte de jogar pro arquivo as ações que afetassem o Príncipe da Moeda. Um dos ministros do STF nomeados por ele, Nelson Jobim (hoje ministro da Defesa de Lula), modificou ilegalmente o texto constitucional, enquanto era deputado constituinte, chegando, depois, a admitir publicamente a fraude - ou melhor, verdadeiro crime contra a Nação, se é que esta ainda existe. Mas o maior mal foi ter nomeado, já no fim do seu mandato, o seu advogado-geral da União, Gilmar Mendes pro cargo de ministro do STF. 

Hoje, Gilmar Mendes não é presidente do Supremo, é o censor-geral da República. Na magistratura romana existia o cargo de Censor (eram dois), responsável por zelar pela vida política e moral. O mais famoso deles foi Catão, o Velho, implacável com a nomeação de juízes e senadores, crítico voraz da transplantação do helenismo, dos luxos e dos excessos. É preciso entender, porém, que a censura, como todo poder, não se exerce somente de modo negativo, ela é, também, produtiva. Etimologicamente, censura deriva do verbo latino "censere", indicando tanto determinação, fixação (daí a idéia de censo), quanto avaliação, julgamento. Por sua vez, censere teria sua raiz no indo-europeu "*kens": falar solenemente, anunciar. A censura reúne em si estes três elementos: determinação, avaliação, anúncio solene. A censura, forçando um pouco a etimologia, é uma ascensão da linguagem: ela é medida, julgada e, quando enfim proferida, se reveste de solenidade. Em certo sentido, ela está intimamente ligada à força-de-lei, e, neste sentido, à dupla acepção de "medida"- tanto aferimento, quanto ação. O Direito é medida, mas esta medição só passa ao ato através de uma medida. O problema é que a medida-ato não é limitada pela medida-Direito, ela mesmo cria uma nova medida. E mais: muitas vezes há zonas em que a medida-Direito não se aplica - e isto explica o interesse, nos princípios da Modernidade, pelo instituto da censura (Jean Bodin, por exemplo), que ocupava justamente este lugar na Roma antiga, uma zona indistinta entre medida-Direito e medida-ato.  Voltando à Catão: o Censor, ao fim da vida, encerrava todos seus discursos, não importando o tema (a relação entre a censura e a frase feita não é por acaso e é preciso que se a investigue com esmero), com a frase: "Ceterum censeo Carthaginem esse delendam" - em tradução livre: "Outrossim, eu aconselho que Cartago seja destruída", onde "censeo" possui justamente esta acepção positiva (ou melhor, positivo-negativa), de sugerir, advertir, aconselhar sob pena de - para fazer jus à medida, é preciso tomar uma medida. É mais que notório que Gilmar Mendes não se cansa de opinar sobre casos que julgará. Porém, até aí o judiciário está apenas expondo a politização que lhe é inerente ao aplicar (tomando uma medida) a medida-Direito. O problema reside quando sua verborragia se estende a vida pública como um todo, quando os jornalões dedicam-lhe um página diária para que ele opine sobre tudo e todos, quando ele se torna o ombudsman da Nação. E a explicação que ele dá a sua verborragia não deixa dúvidas: "Procuro advertir para que não haja excessos. São advertências normais que devem ser feitas diante de práticas abusivas" (FSP, 25/03/2009). Gilmar Mendes encarnou Catão. O homem (esse homem) é, de fato, a medida de todas as coisas. Mas ele não busca preservar a grandeza de Roma, a sua cantilena é outra, a mesma dos Civita que Brizola tanto execreva, ainda que implícita: "Não tenho nenhuma intenção de ser oposição" (idem), Ceterum censeo Lula esse delendam


Sopro 6

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No sexto número do Sopro, a relação entre Tortura, verdade e democracia é debatida por Idelber Avelar. A edição conta também com uma resenha, escrita por Sílvia Regina Lorenso Castro, de Without Sanctuary: lynching photography in America, de James Allen, Hilton Als, John Lewis e Leon Litwack, livro que aborda a conversão dos lynchings em cartões-postais e fotos, a espetacularização da tortura. 

Sobre o formato do Sopro
A pedido do Paulo da Luz Moreira, uma breve explanação sobre o panfleto que edito com minha companheira, Flávia Cera. O Sopro é, basicamente, uma publicação quinzenal pequena (são 4 páginas formadas por uma folha A4 dobrada ao meio) - e daí o nome, é um Sopro, algo de leitura rápida - totalmente feita em casa. Diagramamos, imprimimos e fazemos a versão virtual aqui em casa. A idéia é focar em dois tipos de textos: as resenhas e os verbetes. Ocasionalmente, aparece a seção Debate, mais ligada à política em sentido estrito - o número 3, por exemplo, foi dedicado a discussão do terrorismo; e o número atual, ao da relação entre verdade e tortura. Decidimos também criar uma seção de Arquivo, onde pretendemos publicar textos pouco conhecidos (ao menos do público de língua portuguesa): traduções de textos "lado B" de autores consagrados, textos instigantes de autores desconhecidos, inéditos encontrados em arquivos, etc. Os "ready-mades" completam os números: são pequenas citações arrancadas do contexto e re-conectadas a(os) texto(s) do número. Também já utilizamos ilustrações, no número 3, mas o espaço nem sempre permite. As colaborações são espontâneas (começamos com colegas próximos, mas a rede vai se expandindo aos poucos, e é esta a intenção - ainda que não pretendemos fazer do panfleto um mural policrômico, não somos relativistas, há uma linha, tênue, é certo, que guia a publicação). Em suma, a idéia não é lançar idéias ao vento, mas assoprá-las, isto é, um gesto, um gesto político de vida. Um pequeno sopro de vida, nada mais, nada menos.


Não deixem de ler

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Tortura, verdade e democracia, texto de Idelber Avelar. É mais um exemplo do porquê O Biscoito Fino é, disparado, o melhor blog em português.

Collision

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Mais um blogue (e projeto) do Cultura e barbárie:

Está no ar o blog do filme Collision. Com roteiro de João Pedro Garcia e direção de Rodrigo Lopes de Barros Oliveira, Collision é um projeto de filme aberto, o primeiro no Brasil. Filme aberto significa o uso apenas de softwares livres (neste caso em plataforma Linux) para sua produção, e ainda que todo o material produzido (imagens capturadas, roteiro, trilha sonora, o filme em si) ficará disponível para livre exibição, modificação e utilização. Rodado em Super 16, Super 8 e HD, Collision será uma ficção científica que expõe o instante no qual dois corpos estão prestes a se chocar, no limiar entre finitude e imortalidade, num planeta vazio, numa galáxia em contração, que se funde. O blog do filme é um pouco diferente, ele se pauta por imagens e atrás de cada imagem surge o texto. Já começamos a disponibilização de alguns arquivos (como a versão em andamento do roteiro e as primeiras partes da trilha sonora). Também haverá posts sobre equipamentos, filmagens, intertextualidade, softwares livres: será possível acompanhar todas as etapas do filme. Atualização mínima semanal. Aqui vai o endereço:
www.culturaebarbarie.org/collision

Sopro 5

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No ar, o Sopro de número 5, com resenha de Leonardo D'Ávila de Oliveira, e verbetes de Manoel Ricardo de Lima e Júlia Studart.

"Acho que a Venezuela vive um sistema totalitário. Não importa se o presidente foi eleito. Hitler também foi eleito, não? Voto não garante democracia. Na hora que um sujeito tem voto popular para ficar o tempo que quiser no poder, para mim, se trata de uma ditadura."
(Luiz Felipe Pondé, 09 de março de 2009, FSP)

Legenda
Hitler foi NOMEADO chanceler - a sua eleição é um dos mitos mais toscos que perseveram, ainda que até no Wikipedia seja possível encontrar a informação correta

Chavez está no poder há dez anos. No "ranking" ditatorial, ainda está um ano atrás de Margaret Thatcher (1979-1990) e alguns meses de Tony Blair para ficar na comparação só com a Inglaterra.


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"Direito de ser traduzido, reproduzido e deformado
em todas as línguas"

Alexandre Nodari

é doutorando em Teoria Literária (no CPGL/UFSC), sob a orientação de Raúl Antelo; bolsista do CNPq. Desenvolve pesquisa sobre o conceito de censura.
Editor do
SOPRO.

Currículo Lattes







Alguns textos

"a posse contra a propriedade" (dissertação de mestrado)

O pensamento do fim
(Em: O comum e a experiência da linguagem)

O perjúrio absoluto
(Sobre a universalidade da Antropofagia)

"o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas":
notas sobre o Direito Antropofágico

A censura já não precisa mais de si mesma:
entrevista ao jornal literário urtiga!

Grilar o improfanável:
o estado de exceção e a poética antropofágica

"Modernismo obnubilado:
Araripe Jr. precursor da Antropofagia

O que as datilógrafas liam enquanto seus escrivães escreviam
a História da Filha do Rei, de Oswald de Andrade

Um antropófago em Hollywood:
Oswald espectador de Valentino

Bartleby e a paixão da apatia

O que é um bandido?
(Sobre o plebiscito do desarmamento)

A alegria da decepção
(Resenha de A prova dos nove)

...nada é acidental
(Resenha de quando todos os acidentes acontecem)

Entrevista com Raúl Antelo


Work-in-progress

O que é o terror?

A invenção do inimigo:
terrorismo e democracia

Censura, um paradigma

Perjúrio: o seqüestro dos significantes na teoria da ação comunicativa

Para além dos direitos autorais

Arte, política e censura

Censura, arte e política

Catão e Platão:
poetas, filósofos, censores






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